Feliz dia da múmia 11! Oficina para crianças “Venha ser um arqueólogo no Museu Egípcio e Rosacruz Tutankhamon” Data: 08 de junho. Horário: 14h00 às 16h30. Local: Museu Egípcio e Rosacruz Tutankhamon (Rua Nicarágua, 2620 – Bacacheri). Instrutores: Equipe do Museu Egípcio e Rosacruz Tutankhamon e do Museu de Arqueologia Ciro Flamarion Cardoso. Sinopse: Atividade para crianças de 06 a 12 anos. Venha ser um arqueólogo e explorar a coleção egípcia do museu. Valor: R$60,00. Inscrição: https://www.ordemrosacruz.org.br/produto/1040-oficina-para-criancas-venha-ser-um-arqueologo-no-museu-egipcio-e-rosacruz-tutankhamon Informações: (41) 3351-3006 ou cultural@amorc.org.br Obs: Realizar a inscrição apenas das crianças participantes. Os pais deverão acompanhar as crianças durante a atividade.
Museu Egípcio e Rosacruz
O Museu Egípcio e Rosacruz foi inaugurado em 17 de outubro de 1990, durante a XIII Convenção Nacional Rosacruz, pelo Imperator, frater Christian Bernard, e pelo então Grande Mestre, frater Charles Vega Parucker. A casa ao lado do auditório foi transformada em museu e os detalhes da arquitetura egípcia foram inseridos à construção, que ficou semelhante a uma mastaba – estilo de tumba egípcia construída durante o Reino Antigo. A princípio, no mesmo prédio, funcionavam tanto o Museu Egípcio quanto a Biblioteca Alexandria. O acervo inicial do museu foi constituído por réplicas de peças autênticas confeccionadas e doadas pelo artista plástico Eduardo D’Ávila Vilela. Este realizava reproduções da arte egípcia antiga desde a década de 1970 e, durante alguns anos, levou para diversas cidades sua exposição, além de manter na cidade de Aparecida um museu com as peças que mais tarde pertenceriam à AMORC-GLP. Na década de 1980 confiou esse acervo primeiramente à Loja Rosacruz São Paulo, e depois à Grande Loja de Língua Portuguesa. Assim, em seu início, o Museu Egípcio e Rosacruz contava com 340 réplicas. Com o passar do tempo novas peças foram adquiridas. Estas foram realizadas por outros artistas plásticos como Aylton Thomás, Christopher Zoellner, Luiz César Vieira Branco, Moacir Elias Santos, Tathy Zimmermann e Fernando Cunha. Em seus primeiros anos o museu possuía duas salas, e na primeira exposição foram expostas 150 peças, sendo que a mostra de inauguração se dedicou aos períodos históricos do Egito Antigo, além da religião e mumificação. Em 1992 a Biblioteca Alexandria ganhou uma sede própria e o ambiente que a abrigava transformou-se em sala de exposição temporária. Em 11 de abril de 1995 chegou ao Museu Egípcio e Rosacruz a múmia Tothmea, doada pelo Museu Egípcio e Rosacruz de San José – Califórnia. Para abrigá-la, no ano anterior foi criada uma sala com pinturas inspiradas em tumbas do Egito Antigo, dividida em antecâmara e câmara funerária. Esta foi inaugurada no dia 10 de outubro de 1994, como atividade pré-convencional, sendo que o projeto e execução foram realizados pelo artista plástico Luiz César Vieira Branco. Para sua modernização, em 2012, a AMORC-GLP iniciou a construção de um novo prédio para o Museu Egípcio. No mesmo local de sua sede antiga foi construído um prédio de quatro andares e o museu passou a abrigar o seu piso térreo. Este novo local foi inaugurado no dia 22 de outubro de 2014, durante a XX Convenção Nacional Rosacruz, pelo Imperator, frater Christian Bernard, e pelo Grande Mestre Emérito, frater Hélio de Moraes e Marques. Neste novo local a múmia Tothmea recebeu uma nova tumba – sua “Casa da Eternidade”, com pinturas que seguem o modelo das tumbas egípcias do Reino Novo, mais especificamente da XVIII dinastia. Esta foi realizada por Eduardo D’Ávila Vilela e o projeto foi elaborado pelo arqueólogo Moacir Elias Santos. A cada dois anos o Museu Egípcio e Rosacruz oferece uma nova exposição ao público visitante, para que as cerca de 750 peças que compõem atualmente seu acervo possam estar disponíveis para o conhecimento do público. Museu Egípcio e Rosacruz – Localização e Horários Localização: O Museu Egípcio e Rosacruz está situado no endereço Rua Nicarágua, 2620, no bairro Bacacheri, em Curitiba, PR. Horário da Bilheteria: Terça a Sexta-feira: 10h às 16h30, com entrada permitida até as 17h30. Sábados, Domingos e Feriados (exceto Segundas-feiras): 10h às 16h30, com entrada permitida até as 17h00. Observação: Os ingressos estarão disponíveis para compra até 1 hora antes do horário de encerramento. Para verificar os preços dos ingressos, acesse nossa página de valores disponível aqui!
Museu Egípcio e R+C – Certificado de Excelência TripAdvisor
Em 2018 o Museu Egípcio e Rosacruz também conquistou o Certificado de Excelência TripAdvisor Essa aquisição é o resultado que o Museu Egípcio e Rosacruz teve ao receber invariavelmente ótimas avaliações no maior site de viagens do mundo. O prêmio é resultado do trabalho contínuo desenvolvido pela Ordem Rosacruz, AMORC e seus profissionais no mais alto padrão de prestação de serviços. Ficamos honrados com mais esta certificação atribuída ao Museu Egípcio e Rosacruz. Além de difundir conhecimento, nosso museu preserva a história do Egito Antigo, bem como oferece uma explicação por escrito para cada peça ali exposta acrescentando assim algo a mais à educação da sociedade. Em nome do Museu Egípcio e Rosacruz agradecemos a todos que nos avaliaram positivamente.
Tothmea – Reconstrução facial forense
Quem é “Tothmea” “Tothmea” foi uma egípcia que viveu provavelmente no final do Terceiro Período Intermediário (1070 – 712 a. C.) ou no início do Período Tardio (c. 712 – 332 a. C.) – entre os séculos VI ou VII a. C.. Isto significa que ela é pelo menos 500 anos mais velha do que Jesus Cristo. Não sabemos muito sobre sua vida, até mesmo seu nome verdadeiro não é conhecido. Ela recebeu o apelido de “Tothmea” de um senhor chamado Farrar, em 1888, como homenagem aos faraós Tothmés, os quais governaram o Egito durante a 18ª dinastia (entre os anos de 1504 e 1425 a. C.). De acordo com uma das fontes escritas que consultarmos, datada de 1888, havia uma inscrição no ataúde de “Tothmea” a qual mencionava que ela teria se dedicado a serviço de Ísis. Sabemos que suas funções não eram propriamente sacerdotais, mas não podemos descartar a possibilidade de que ela tenha atuado como cantora ou até mesmo como musicista de um santuário da deusa. Do Egito para os Estados Unidos: “Tothmea” foi descoberta em uma necrópole de Tebas Ocidental na segunda metade do século XVIII. Em 1885, um secretário do governo americano chamado Samuel Sulivan Cox que visitava o Egito recebeu duas múmias do khediva Mohamed Pasha Tewfik. Ao retornar para Washington, em 1886, doou uma das múmias para o Smithsonian Institution ainda no mesmo ano. A outra, chamada posteriormente “Tothmea”, foi adquirida por H. C. Farrar, diretor do Museu George West em Round Lake. Em agosto de 1888, a múmia foi parcialmente desenfaixada em um auditório na Vila de Round Lake. A foto ao lado nos mostra a aparência de “Tothmea” e os experts que conduziram a realização da “cerimônia de desenfaixar”. Da esquerda para a direita aparecem: Prof. Lancing, “Tothmea”, Capitão Rogers (ao fundo), Bispo Newman e o Dr. Farrar (?). “Tothmea” permaneceu em exposição no Museu George West até 1918. No ano seguinte a instituição foi fechada. O acervo do museu foi desfeito, e a múmia acabou em um celeiro sob a responsabilidade de um senhor chamado Garnsey. Nesta época “Tothmea” era vista “perambulando” por Round Lake, pois garotos costumavam levá-la a passeio em uma carruagem. Provavelmente na década de trinta um professor, chamado Flanking Clute, se responsabilizou pela curadoria de “Tothmea”. Em 1939, ele decidiu deixá-la no Museu Schenectady. Nesta instituição a múmia foi exposta algumas vezes, mas acabou sendo esquecida, permanecendo guardada no porão. Posteriormente a 1975, o diretor George H. Cole decidiu exibi-la para um programa educativo em uma estação de televisão local. O Processo de Mumificação de “Tothmea”: De acordo com as informações referentes ao estado atual de conservação da múmia, pesquisadas durante os anos de 1997-1998, e a análise das imagens obtidas pela tomografia, cujo exame foi realizado no dia 11 de agosto de 1999, com o auxílio do Dr. Ênio Rogacheski (Chefe do Setor de Radiologia do Hospital das Clínicas/UFPR) foi possível reconstituir-mos o processo de mumificação ao qual “Tothmea” foi submetida. As cerimônias funerárias devem ter sido realizadas por sua família, em seguida “Tothmea” foi levada para o local do embalsamamento. Após um ritual de purificação, os embalsamadores iniciaram o processo com a extração do cérebro, realizada através das narinas. No interior do crânio foi injetado uma resina de origem vegetal (vestígios da mesma podem ser vistos na foto). Posteriormente dois tampões, feitos com pedaços de linho torcido, foram colocados nas cavidades nasais, lacrando-as. Os globos oculares não foram retirados, ambos encontram-se em bom estado de conservação. A evisceração foi realizada pelo método tradicional: uma incisão no lado esquerdo do abdômen. Os intestinos, rins, estômago e fígado foram extraídos. O diafragma foi perfurado para retirada dos pulmões e estranhamente, neste caso, o coração. As imagens do tórax revelaram que somente o saco pericárdico (membrana que envolve o coração), conserva-se acima da coluna vertebral. Este órgão, retirado por engano, deveria ter sido recolocado de acordo com os preceitos religiosos. As vísceras foram tratadas e guardadas, provavelmente, em vasos canópicos. Seguiu-se, neste ponto, uma nova etapa: o enchimento temporário do corpo. No caso de “Tothmea” os enchimentos só foram colocados na região do abdômen, e em pouca quantidade. O corpo foi então recoberto com natrão (mistura de carbonato, bicarbonato, sulfato e cloreto de sódio) por aproximadamente 35 dias. Após a desidratação, o excesso de natrão bem como os enchimentos temporários foram removidos. Os embalsamadores provavelmente lavaram o corpo e iniciaram a colocação do enchimento permanente. A tomografia revelou que as cavidades torácica e abdominal não foram completamente preenchidas. Apenas dois grandes rolos de linho foram colocados em ambos os lados da coluna vertebral, e sobre estes foi vertida resina (observe as duas setas na foto). Após a preparação final do interior do corpo, inúmeros pedaços de linho foram inseridos pela abertura, vedando-a. Verificamos que a face de “Tothmea” foi coberta com resina e, posteriormente, tal como o crânio, envolvida por inúmeras faixas de linho. Os embalsamadores enfaixaram os membros superiores separados do restante do tórax. Posteriormente estes foram dispostos ao longo do corpo, com as mãos sobre a região pubiana. Os membros inferiores foram, envolvidos separadamente com várias camadas de faixas, e posteriormente com uma nova seqüência unindo-os. Grande parte das faixas restantes de “Tothmea” contém vestígios de resina. Esta foi aplicada somente nas camadas internas para mantê-las unidas. Ao término do processo, “Tothmea” deve ter sido devolvida, como de costume, à sua família para a realização dos ritos funerários, a fim de que ela pudesse viver para sempre. Texto de autoria do arqueólogo Prof. Moacir Elias Santos (Pesquisador do Projeto “Tothmea” criado no Museu Egípcio e Rosacruz em 1997).
25 anos Tothmea no Museu Egípcio e Rosacruz
A nova face de Tothmea – a múmia do Museu Egípcio e Rosacruz
Novidades no Museu Egípcio!!!
Tour virtual 360 Estamos lançando nosso tour virtual 360 por todos os espaços do museu. Uma nova maneira de conhecer o Egito Antigo a partir das nossas exposições. Esperamos que curtam essa nova experiência! Horários de Funcionamento Horário da bilheteria: 10h às 16h30 de terça à sexta-feira, com permanência até às 17h30. Sábados, domingos e feriados (exceto segundas-feiras) das 10h às 16h00, com permanência até às 17h00. “Venda de ingressos até 1 hora antes dos horários de encerramento.” Nas segundas-feiras os museus permanecem fechados. CLIQUE AQUI E SAIBA MAIS!


