Ordem Rosacruz AMORC · Sobek – O crocodilo – Museu Egípcio e Rosacruz Sobek – O crocodilo era um animal temido pelos egípcios, porém, eles também observavam questões positivas em relação ao animal, tanto que o relacionaram ao deus Sobek. Conheça um pouco mais sobre este deus ouvindo este podcast do Museu Egípcio e Rosacruz Tutankhamon.
Maat: a Ordenação Cósmica
Egito: um país para além de se ver… sobretudo senti-lo. E Curitiba oferece algo para se viver uma experiência inesquecível! Estamos falando sobre o Complexo Egípcio da Ordem Rosacruz, AMORC. Está aberta a XVII Exposição de Longa Duração no Museu Egípcio e Rosacruz Tutankhamon que apresenta ao público o tema “Maat: ordem e equilíbrio no Egito Antigo” com a exibição de 150 peças que levam o visitante a entender a importância de Maat para os egípcios, além de alguns objetos que estão sendo expostos pela primeira vez, como as estátuas do faraó Tothmés III e da deusa Sekhmet. Não há como compreender a sociedade egípcia antiga sem o conceito de ordem, verdade, justiça e equilíbrio. Estes eram personificados pela deusa Maat, filha do deus criador do mundo, Rá. Assim, a ideia é que quando o demiurgo passou a criar o mundo, este não poderia ocorrer sem Maat que também pode ser compreendida como a ordenação cósmica. “Pela sua importância na sociedade egípcia, Maat foi sempre citada nas nossas exposições e dessa vez decidimos organizar uma dedicada especificamente a esta deusa”, explica Vivian Tedardi, Supervisora Cultural da Ordem Rosacruz em Curitiba. Em destaque nesta mostra está uma peça que é muito querida do público e que não era exposta a algum tempo: o busto da rainha Nefertiti, cujo original está no Museu de Berlim. Nefertiti foi esposa do faraó Akhenaton e sua imagem é um ícone do Egito Antigo. Vivian destaca que sua relação com a exposição é a de que as grandes esposas reais ajudavam seus maridos na manutenção da Ordem, desempenhando um importante papel junto da representação da monarquia egípcia. A novidade desta mostra foi a produção de vídeos explicativos específicos. “Na sala 1A temos um que apresenta a deusa Maat e suas formas. Na sala 3 há dois vídeos: um relacionado ao Conto do Camponês Eloquente, sobre a importância de uma vida correta para a manutenção da ordem e da justiça e outro associado ao Livro dos Portões e a relação com Maat”, conta Vivian explicando que, no contexto do novo tema, a visita monitorada para escolas tem um roteiro que segue a organização temática da mostra, “nesse sentido os alunos vão aprender sobre o significado da deusa, a função dos faraós, a natureza e organização social, assim como a concepção de vida-além túmulo dos egípcios antigos”. Responsável pelo Museu Egípcio, o historiador Ewerson Thiago da Silva Dubiela esclarece que, nesta exposição de longa duração, o visitante tem a oportunidade de conhecer Maat. “Sendo uma deusa e ao mesmo tempo um conceito, tivemos a oportunidade de trabalhar com o tangível para o egípcio antigo, ou seja, aquilo que podia ser observado e tocado, como os relevos, estátuas e amuletos; e ainda o intangível, que trata do conceito e da ideia do que era Maat e como ela deveria ser sentida e vivenciada todos os dias pelo povo do Nilo. Com essa exposição que mescla estes dois elementos, queremos que os visitantes se relacionem com o Egito Antigo por meio desse conceito fundamental.” E Vivian Tedardi complementa: “Quando falamos sobre os deuses egípcios poucos conhecem Maat. Essa exposição do Museu Egípcio permite que o visitante se familiarize com a deusa e reflita sobre sua importância, afinal a deusa reflete um conceito fundamental para a existência do mundo tal como os egípcios o concebiam.” A mostra “Maat: Ordem e Equilíbrio no Antigo Egito” está organizada da seguinte maneira: Sala 1 – Estela de Roseta. Este tem sido um objeto fixo da exposição, pois a partir dela é possível contar sobre a decifração da escrita hieroglífica. Porém, para essa mostra foi realizada algumas modificações no ambiente com um novo texto explicativo, banner ilustrativo sobre o decifrador Jean François Champollion e buscou-se criar uma interação com o público a partir dos primeiros nomes de reis que foram traduzidos. Sala 1A – É um espaço que foi incorporado para esta exposição. Nele encontra-se texto e vídeo de apresentação da exposição, além de telas do artista plástico Eduardo D’Ávila Vilela. Nestas o artista recriou cenas da vida no Egito Antigo. Sala 2 – Aqui é apresentada a deusa Maat, o que ela significa, como é representada e sua mitologia. Também encontram-se explicações sobre a relação do faraó com Maat, afinal uma das principais funções reais era manter a ordem e a justiça no Egito. Sala 3 – Neste ambiente dois temas foram explorados: a natureza e a sociedade. Se Maat é a ordenação cósmica, a natureza é sua expressão. O correto funcionamento da natureza é a ideia de que Maat impera. Por outro lado, socialmente todos têm uma função e devem exercê-la para que Maat continue existindo. Comportamentos que ferissem a moral egípcia eram vistos como momentos que podiam trazer o caos e afastar a ordenação essencial para a existência de tudo o que existia. Sala 4 – Aqui está exposto o outro lado, Isfet, ou seja, o caos. Este podia chegar a qualquer momento. Há divindades que podiam ajudar a afastar o caos, como é o caso de Taweret, Bes e Sekhmet. Por fim, a mostra apresenta a relação da crença na vida além-túmulo e Maat. Logo após encontra-se a casa da eternidade da Múmia Tothmea. A história egípcia é uma verdadeira obra de arte, uma narrativa de busca e descoberta com conceitos únicos e reveladores. Que tal conferir a XVII Exposição de Longa Duração “Maat: ordem e equilíbrio no Egito Antigo” e aproveitar a visita para rever a peça de maior destaque do museu? Serviço: Exposição: Maat: ordem e equilíbrio no Egito Antigo Local: Museu Egípcio e Rosacruz Tutankhamon Endereço: Rua Nicarágua, 2620 – Bacacheri – 82515-260 – Curitiba, Paraná. Período para visitação: até outubro de 2024. Dias, horários e valores para visitação nos espaços culturais da Ordem Rosacruz, AMORC. Terça à sexta-feira das 10h:00 às 16h:30 – com permanência nas exposições até às 17h:30. Sábados, domingos e feriados (exceto às segundas-feiras) das 10h:00 às 16h:00 – com permanência nas exposições até às 17h:00. Nas segundas-feiras os espaços estão fechados. Museu Egípcio (XVII Exposição de Longa Duração) e Complexo Luxor (museu a céu aberto) Entrada: R$ 10,00
Encontro da Hierarquia Esotérica – Agenda 2023
Prezados membros da Hierarquia Esotérica: No dia 16 de fevereiro, às 20h:00, será realizado o primeiro Encontro da Hierarquia Esotérica de 2023. Já está disponível na aba “Revistas e Boletins” o formulário do relatório da Hierarquia Esotérica. Acesse! Fraternalmente, AMORC GLP
A Trilogia dos Rosacruzes
De toda a história conhecida da Ordem Rosacruz, um episódio ainda hoje desconcerta, fascina e surpreende historiadores e público: o lançamento, no século XVII, de três Manifestos anunciando à Europa a existência da Ordem, seus propósitos e projeto de regeneração para o mundo todo. Os Irmãos da Rosacruz de então resolveram quebrar o silêncio e com a ajuda da imprensa, uma técnica relativamente nova, propagar tão longe quanto possível o seu chamado, o seu convite a todos os homens e mulheres de boa vontade. A Rosacruz anunciava-se ao velho mundo assolado por crises, guerras religiosas e dividido por facções contrárias com uma proposta unificadora. Ainda hoje muitos historiadores veem nessas três publicações o nascimento da Ordem Rosacruz. Contudo, a Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis, AMORC, representante legítima dos antigos rosacruzes, sempre afirmou que os três Manifestos do século XVII nunca marcaram o nascimento da Ordem, apenas um ressurgimento, para uma nova fase de trabalhos. A Ordem, como instituição, é muito mais antiga… Em 2001 e 2014, respectivamente, a AMORC, dando continuidade aos seus antepassados, publicou mundialmente mais dois Manifestos, a saber: Positio Fraternitatis Rosae Crucis e Appellatio Fraternitatis Rosae Crucis. O primeiro revelou a posição dos modernos rosacruzes em relação a uma série de áreas que balizam a vida contemporânea; o segundo surgiu em comemoração aos 400 anos de Fama Fraternitastis (1614-2014), ecoando um novo apelo da Ordem em favor de todos os seres humanos. Contudo, os três Manifestos do século XVII são para sempre marcos fundamentais na história da Ordem. E é esta a razão deste livro, A Trilogia dos Rosacruzes, trazer os textos de Fama Fraternitatis, Confessio Fraternitatis e Casamento Alquímico de Christian Rosenkreutz na íntegra, mais comentários autorizados da AMORC, ajudando o leitor a melhor interpretar e situar os textos. Nesta obra é revelada a participação de Francis Bacon, como Imperator europeu da Ordem Rosacruz de então, se não na confecção dos Manifestos, ao menos no projeto e divulgação dos mesmos. Entendemos melhor a gênese de cada um deles e somos confrontados com os mistérios que ainda perduram em relação aos mesmos. Inúmeras “chaves” são dadas ao leitor neste livro, que, se meditadas, o ajudarão a penetrar mais profundamente no cerne desses Manifestos tão célebres, cuja leitura pode representar o levantar de um Véu de Isis. Se você já é estudante rosacruz, mais Luz será conseguida pelo estudo desta obra. Caso você ainda não faça parte desta Venerável Fraternidade, uma surpresa maravilhosa poderá estar reservada neste livro. Nós, da AMORC, sentimo-nos felizes de manter acesa a chama Rosa+Cruz através das eras, e prosseguir com este chamado. Conheça a biblioteca rosacruz e vivencie emoções diferentes através da leitura! Clique aqui
Museu Egípcio e R+C – Certificado de Excelência TripAdvisor
Em 2018 o Museu Egípcio e Rosacruz também conquistou o Certificado de Excelência TripAdvisor Essa aquisição é o resultado que o Museu Egípcio e Rosacruz teve ao receber invariavelmente ótimas avaliações no maior site de viagens do mundo. O prêmio é resultado do trabalho contínuo desenvolvido pela Ordem Rosacruz, AMORC e seus profissionais no mais alto padrão de prestação de serviços. Ficamos honrados com mais esta certificação atribuída ao Museu Egípcio e Rosacruz. Além de difundir conhecimento, nosso museu preserva a história do Egito Antigo, bem como oferece uma explicação por escrito para cada peça ali exposta acrescentando assim algo a mais à educação da sociedade. Em nome do Museu Egípcio e Rosacruz agradecemos a todos que nos avaliaram positivamente.
Cerimônia In Memoriam
No dia 23, na data mais próxima possível do equinócio da primavera (no hemisfério sul), a Ordem Rosacruz realiza a Cerimônia In Memoriam, uma atividade aberta a não-rosacruzes em que se é comemorada a construção da Grande Pirâmide de Quéops, no Egito. Os Rosacruzes consideram que a Grande Pirâmide foi um Templo consagrado às Iniciações místicas praticadas pelas Escolas de Mistério egípcias, não tendo sido erigida para servir de mero túmulo. Esta Cerimônia homenageia a Tradição Rosacruz como um todo através das eras.
Dia Mundial de Limpeza de Rio e Praias
A Ordem Rosacruz – AMORC participou ativamente da ação do Dia Mundial de Limpeza de Rio e Praias A Ordem Rosacruz, AMORC é comprometida com ações de conscientização ambiental e, pela quarta vez, participou ativamente da ação do “Dia Mundial de Limpeza de Rio e Praias”. Um dia dedicado a retirar lixos dos rios marcou o sábado dia 21 de setembro, e o escolhido foi o Rio Atuba. Com organização da ONG Ocean Conservancy, todo o lixo coletado pelos voluntários é catalogado, pesado e fotografado. Depois de compilados esses dados são mandados para o Centro de Conservação dos Oceanos (Ocean Conservancy) para análise estatística que será encaminhada para a ONU, responsável pela Comissão Intergovernamental Oceanográfica (IOC). Essa ação faz parte de um movimento internacional (International Coastal Cleanup) que reúne voluntários em todo o mundo para a conscientização da importância da conservação de rios e praias. O mutirão de limpeza dos rios e praias faz parte de um programa de educação ambiental que mobiliza milhares de pessoas em todo o planeta e é realizado em mais de 100 países. Para o colaborador Luciano Bastos, a Ordem Rosacruz atua ativamente em apoio ao evento assumindo responsabilidades como patrocinador e com um número expressivo de voluntários para a ação, “a sede da Ordem é o ponto de encontro onde todas as pessoas envolvidas com a ação se encontram. Aqui é oferecido o café da manhã, realiza-se a organização para o credenciamento e é o ponto de partida do deslocamento até o local da ação”, explica Luciano. O Dia Mundial de Limpeza de Rio e Praias reforça o compromisso da AMORC com o Pacto Global da ONU e a Carta da Terra. A participação da AMORC é orientada através do projeto dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis – ODS em prol do meio ambiente que sustenta o compromisso da AMORC com o Planeta. E neste ano foi possível incluir um dos projetos dos ODS da AMORC (Grupo D – Limpeza do Rio Atuba) na ação. “O objetivo deste trabalho além de contribuir com uma meta global é, sem dúvida, mostrar que, muito mais que belas palavras, é fundamental uma ação prática e voluntária. Pensar e fazer é um compromisso de todos!”, ressaltam os colaboradores frisando a importância de se trabalhar em equipe para alcançar um resultado positivo e satisfatório. Todos os representantes do Grupo D – Limpeza do Rio Atuba, dos trabalhos dos ODS da AMORC, estiveram presentes e comprometidos com o evento. Para eles foi muito importante poder contribuir com esta ação envolvendo um trabalho que já está sendo desenvolvido há meses na organização com uma atividade que inclui outras instituições. Cerca de 180 pessoas, entre voluntários e organizadores, participaram desta ação e a quantidade de lixo retirada do Rio Atuba foi de 2,8 toneladas em 2,5 km percorridos. Itens de higiene pessoal, sacolas e sacos, embalagens de alimentos, garrafas PET e garrafas em geral, foram retirados de dentro do rio. Porém o que mais chamou a atenção dos voluntariados nesta ação foi a coleta de alguns itens exóticos como: sofás, louças, vaso sanitário, pneus, cadeiras de escritório, roupas e tecidos. Impressiona o fato de ver tanto lixo descartado incorretamente, mas é necessário fazer ações nesse sentido para conscientizar as pessoas de que é importante cada uma fazer a sua parte e descartar corretamente o seu lixo. Certamente evitar o descarte de qualquer tipo de lixo, por menor que seja, em locais não apropriados, já ajuda. As sacolas e tecidos quando encontram pedras ou galhos nas beiras de rios se tornam uma rede de acúmulo de muitos outros resíduos”, ressalta Luciano que foi voluntário em todas as ações que a Ordem Rosacruz participou. Para ele é animador o crescimento de voluntários a cada ano em que acontece o mutirão, esforço que não termina ao final do dia do evento e que também não pode ser limitado somente em um trabalho coletivo, mas sim, diário e individual. O trabalho de conscientização deve surtir efeito na comunidade para a diminuição de descarte de resíduos nos rios, mares, vias fluviais e na natureza com um todo, evitando por fim poluição, contaminação e diversas consequências já conhecidas, pois tais componentes prejudicam a vida nesses ambientes e impactam diretamente no equilíbrio da natureza. É um trabalho que deixou de ser preventivo, mas sim, necessário por conta das consequências atuais. “O planeta anseia por uma atitude da humanidade: façamos individualmente o nosso papel preventivo e corretivo com compromisso e em colaboração”, finaliza Luciano.
Festa da Luz da Grande Loja com o alinhamento zenital – Dia 13/12/18 às 13h00
O Memorial Rosacruz e a Hierofania. No princípio, era o Monte Sagrado… Para os antigos egípcios o sol era Rá, divindade criadora do mundo e da humanidade. Na mitologia egípcia, o deus sol surgiu de uma montanha chamada Ben Ben. As pirâmides egípcias são representações desta montanha primordial e eram símbolos da crença egípcia em Rá. O momento em que os raios solares tocavam as pirâmides e irradiavam seu reflexo da luz, representavam a criação e recriação do mundo, ou seja, um eterno devir. Muitas construções criadas pelos egípcios antigos possuem alinhamentos com corpos celestes, cujo principal é o sol que ilumina em determinados períodos do ano certos espaços circunscritos no templo considerados como os mais sagrados denominados de Sancta Sanctorum, ponto onde ocorriam as mais elevadas cerimônias. O Memorial Rosacruz e o Complexo do Bosque Rosacruz estão permeados de certos símbolos que, muitas vezes, só podem ser percebidos pelos iniciados que, preparados, estão aptos para levantar o Véu de Ísis que a tudo oculta. O sol no ápice e sua irradiação em um objeto com significado para uma determinada cultura, pode ser considerado um fenômeno denominado hierofania, que significa “demonstração do sagrado”. Esse conhecimento astronômico presente no Egito Antigo, pode ser também visualizado no Bosque Rosacruz, em Curitiba. No Memorial Rosacruz, a pirâmide ali instalada além de evocar a Grande Pirâmide – símbolo importante para as iniciações rosacruzes, também foi projetada, especialmente, para receber a luz do sol zenital a partir da segunda quinzena de novembro até a primeira quinzena de janeiro. O ápice dessa iluminação ocorre no dia 13 de dezembro, próximo às 13h10, sob o signo zodiacal de Escorpião. Esse período contempla a passagem do equinócio da primavera para o solstício de verão no hemisfério sul, próximo ao momento que nós Rosacruzes comemoramos a Festa da Luz, evento assaz significativo no mundo esotérico. Neste momento, saudamos nossa Tradição em perfeita consonância com as Escolas de Mistérios egípcias da antiguidade e a Luz como símbolo do conhecimento e do bem. Serviço Festa da Luz da Grande Loja com o alinhamento zenital Data: 13 dezembro de 2018 Horário: 13h00 Local: Bosque Rosacruz – Ordem Rosacruz (AMORC) Endereço: Rua Nicarágua, 2620 – Bacacheri – 82515-260 – Curitiba, Paraná. Entrada: Franca
Cerimônia Anual da Columba
Na primeira Convocação ritualística de maio, as Lojas e Capítulos de nossa Ordem realizam a Cerimônia Anual da Columba, a fim de prestar uma justa homenagem a todas as jovens que aceitaram servir à nossa Ordem em tão nobre e sagrada função. O significado de Columba é “pomba”, e a pomba é um símbolo profundamente místico e esotérico. A história das Columbas remonta ao tempo em que nos Templos havia um “fogo sagrado”, que era guardado por uma jovem denominada “Vestal”. As Vestais eram cuidadosamente preparadas especialmente para cumprir o honroso dever de manter acesa a Chama Sagrada, em todos os Templos. Sua presença constante nos rituais rosacruzes, simboliza a eterna presença da Consciência Divina, parte integrante de nossa alma.
O impacto do coronavírus
O mundo se une contra a pandemia provocada pelo novo coronavírus e sua consequência, a doença respiratória COVID19. Em um cenário quase apocalíptico, fronteiras são fechadas, Estados declararam estado de emergência, pessoas foram impedidas de circular livremente em muitos lugares, hospitais estão repletos e com carência de leitos e materiais. Não repetirei os cuidados e precauções, devidamente emanados pelas autoridades da Saúde, para minimizar as contaminações – escrevo este texto próximo de comemorarmos o Ano Novo Rosacruz com o intuito de colaborar para uma reflexão a respeito de fraquezas e grandiosidades da espécie humana na relação com o planeta Terra. Os vírus não são considerados por alguns cientistas como “seres vivos” pois eles não produzem energia metabólica (não se alimentam, não respiram), são acelulares e só se reproduzem no interior de uma célula. Os que os consideram “seres vivos” usam como argumento o fato deles efetuarem atividades complexas: transmitirem características aos seus descendentes e evoluírem, sofrendo alterações de acordo com o meio. Quando estão fora de um ambiente celular os vírus estão “inertes”, mas, tão logo infectam uma célula, injetam na mesma seu material genético e este se replica rapidamente – rompendo ou brotando da célula hospedeira e infectando tantas outras – a infecção se espalha. Os vírus não são tratados com antibióticos, destinados às infecções causadas por bactérias. Cada vírus deve ser tratado de maneira a impedir a ação das enzimas produzidas pelo material genético para se replicarem nas células. O problema é que as drogas antivirais são, geralmente, tóxicas para as células humanas. E o vírus, como um mecanismo que busca se autoperpetuar, desenvolve rapidamente resistência às drogas que o combatem. O que são os coronavírus humanos (CoV)? Esta família viral é composta de sete cepas que são conhecidas desde a década de 1960 mas a ciência já conseguiu determinar quando exatamente cada uma surgiu à humanidade – cada uma delas teve origem em animais. É importante frisar que a maioria dos seres humanos em algum momento de nossas vidas, somos infectados pelas formas mais brandas dessas cepas virais. As mais simples são: a) HCoV-229E – descoberto em 1960, tendo se originado do coronavírus da alpaca, em data indeterminada; b) HCoV-OC43 – descoberto em 2004, origem bovina em 1890; c) HCoV-NL63 – descoberto em 2004, originado do coronavírus de morcego cerca de 800 anos atrás e d) HCoV-HKU1 – descoberto em 2005 e também originado dos morcegos. As cepas mais perigosas são três: a) SARS-CoV – descoberta em 2002, originada do contato com morcegos em 1986; b) MERS-CoV – descoberto em 2012, originada do coronavírus de morcegos e transmitida aos seres humanos pelos camelos e c) SARS-CoV-2 – nossa pandemia atual, descoberto em 2019 e há três pesquisas sobre a origem – uma que se originou de cobras, outra que veio do vírus que parasita morcegos mas não se sabe qual animal transmitiu ao ser humano e a teoria mais aceita atualmente pelos cientistas: originou-se no coronavírus que parasita um mamífero carnívoro asiático denominado “pangolim” e que é degustado na China como especiaria gastronômica. Vemos que o vírus se comporta perante a célula humana de uma maneira que podemos comparar ao comportamento da espécie humana perante o planeta Terra. Analisemos nosso último Manifesto, o Appellatio Fraternitatis Rosae Crucis. Nosso então Imperator escreveu um capítulo denominado “Chamado à ecologia” e ali ressaltou a necessidade de nos preocuparmos com a preservação do planeta. Para que se entenda a questão ecológica, é necessário retornarmos às civilizações antigas onde a relação do ser humano com a Terra era de tamanho respeito que diversas maneiras de cultuarmos nossa ligação com nosso planeta foram desenvolvidas e sistematizadas. O que os antigos entendiam por “saúde” estava profundamente relacionado com a natureza e seus ciclos – as forças vitais que a tudo permeiam e animam. Desde que a ciência se impulsionou com o Iluminismo e, especificamente a partir do início do século XX, em cada geração que se sucede menos se preza e cultiva uma relação respeitosa com o planeta. As cidades crescem de maneira desordenada e não garantem os cuidados básicos com saneamento, moradia e alimentação que permitam viver harmônica e saudavelmente. Por outro lado, as pessoas que residem no campo na maior parte das vezes adquirem necessidades típicas de quem mora nas regiões urbanas e, vivendo em função de produzir para as cidades, perdem sua própria relação com o campo e com o que produzem. Com a velocidade que a epidemia do COVID19 se transformou em pandemia, os detentores do poder político e econômico no mundo tiveram que decidir por ações rápidas, difíceis, envolvendo vários aspectos da vida cotidiana e do planejamento a curto prazo. Isso no raiar de uma década onde a temperatura média vem aumentando consideravelmente com fortes impactos nos oceanos, nas regiões polares e, em consequência, no clima. Uma poderosa rede que é ao mesmo tempo resultado da evolução das espécies e da interferência delas no ecossistema que partilham está sendo constantemente tensionada em quase todos os seus pontos. A ciência nunca procurou ser fantasiosa ou alarmista – ela apenas tenta decifrar o mundo em suas manifestações e apontar os riscos que estamos conscientemente ou não assumindo quando mantemos um estilo de vida que exaure os recursos da natureza. E a ação humana ao transformar tais recursos em bens e produtos nem ao menos garante que essas riquezas sejam igualmente partilhadas pelos povos e vemos, então, nações pobres destruindo seus solos, fauna e flora para que sejam fornecedores do consumo em países ricos. Apenas para facilitar que visualizemos a importância de mensurarmos e entendermos a importância da nossa interferência no ambiente, cidadãos de Veneza, Itália, declararam que as medidas de quarentena para frear a propagação do COID19, impedindo o turismo e minimizando movimentações na cidade, em pouco tempo – dez dias – deixaram seus famosos canais com águas cristalinas e uma fauna que nunca fora observada. A natureza possui alto poder de adaptação e de readaptação – quando impermeabilizamos o solo com asfalto ela buscará outras maneiras de escoar suas




