Egrégora “Egrégora (do grego agrêgorein=vigiar) é uma palavra que no livro de Enoch designa os anjos que juraram vigiar e proteger o Monte Hermon. O termo pode ser traduzido por “entidade vigilante”. Assim, a Egrégora (egrégore) é uma entidade, um ser vigilante coletivo produzido por uma assembleia (…) que o alimenta.” – Jules Boucher (1933-1999). Nós, rosacruzes e martinistas da AMORC, nos familiarizamos com o termo já no início de nossa jornada; aprendemos que “egrégora” é a essência da “Consciência Cósmica”. Ela foi, é e sempre será. Não é algo do qual estamos separados; como rosacruzes e martinistas, somos parte integrante dessa poderosa união de mentes. Quando nos colocamos em sintonia com as Sagradas Vibrações que dela são emanadas, temos acesso aos seus mais elevados planos, tornando-nos agentes da Divindade. E como podemos chegar a essa Comunhão? O recolhimento em nosso “Sanctum Sanctorum” e em nosso Oratório, as Convocações Ritualísticas, os Conventículos e as Iniciações são exemplos muito próximos de como podemos, a qualquer momento, buscar auxílio e conforto para situações do dia a dia e agradecer pelas graças recebidas. Em seu princípio místico, a “egrégora” está associada também à consciência de grupo, mas ela é, ao mesmo tempo, algo mais que isso. Para compreendermos as implicações maiores, é importante lembrarmos o axioma rosacruz: os pensamentos são coisas.Definida também como uma Assembleia de personalidades terrestres e supraterrestres, constituindo uma unidade hierarquizada e movida por um certo ideal, a egrégora está em permanente atividade, dia e noite, por anos e séculos desde o início. “Assim como é em cima, é em baixo”. Ela ocorre em todos os planos de consciência; porém, quanto mais nobre e puro for o seu propósito, mais conscientes estaremos dessa Comunhão. Fratres e Sorores, Irmãos e Irmãs, a mente é o limite de nossas possibilidades. Somos primeiro o que pensamos ser, depois aquilo que sentimos, e isso se completa como agimos em nossa vida. – SI
A Trilogia dos Rosacruzes
De toda a história conhecida da Ordem Rosacruz, um episódio ainda hoje desconcerta, fascina e surpreende historiadores e público: o lançamento, no século XVII, de três Manifestos anunciando à Europa a existência da Ordem, seus propósitos e projeto de regeneração para o mundo todo. Os Irmãos da Rosacruz de então resolveram quebrar o silêncio e com a ajuda da imprensa, uma técnica relativamente nova, propagar tão longe quanto possível o seu chamado, o seu convite a todos os homens e mulheres de boa vontade. A Rosacruz anunciava-se ao velho mundo assolado por crises, guerras religiosas e dividido por facções contrárias com uma proposta unificadora. Ainda hoje muitos historiadores veem nessas três publicações o nascimento da Ordem Rosacruz. Contudo, a Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis, AMORC, representante legítima dos antigos rosacruzes, sempre afirmou que os três Manifestos do século XVII nunca marcaram o nascimento da Ordem, apenas um ressurgimento, para uma nova fase de trabalhos. A Ordem, como instituição, é muito mais antiga… Em 2001 e 2014, respectivamente, a AMORC, dando continuidade aos seus antepassados, publicou mundialmente mais dois Manifestos, a saber: Positio Fraternitatis Rosae Crucis e Appellatio Fraternitatis Rosae Crucis. O primeiro revelou a posição dos modernos rosacruzes em relação a uma série de áreas que balizam a vida contemporânea; o segundo surgiu em comemoração aos 400 anos de Fama Fraternitastis (1614-2014), ecoando um novo apelo da Ordem em favor de todos os seres humanos. Contudo, os três Manifestos do século XVII são para sempre marcos fundamentais na história da Ordem. E é esta a razão deste livro, A Trilogia dos Rosacruzes, trazer os textos de Fama Fraternitatis, Confessio Fraternitatis e Casamento Alquímico de Christian Rosenkreutz na íntegra, mais comentários autorizados da AMORC, ajudando o leitor a melhor interpretar e situar os textos. Nesta obra é revelada a participação de Francis Bacon, como Imperator europeu da Ordem Rosacruz de então, se não na confecção dos Manifestos, ao menos no projeto e divulgação dos mesmos. Entendemos melhor a gênese de cada um deles e somos confrontados com os mistérios que ainda perduram em relação aos mesmos. Inúmeras “chaves” são dadas ao leitor neste livro, que, se meditadas, o ajudarão a penetrar mais profundamente no cerne desses Manifestos tão célebres, cuja leitura pode representar o levantar de um Véu de Isis. Se você já é estudante rosacruz, mais Luz será conseguida pelo estudo desta obra. Caso você ainda não faça parte desta Venerável Fraternidade, uma surpresa maravilhosa poderá estar reservada neste livro. Nós, da AMORC, sentimo-nos felizes de manter acesa a chama Rosa+Cruz através das eras, e prosseguir com este chamado. Conheça a biblioteca rosacruz e vivencie emoções diferentes através da leitura! Clique aqui
A Ordem Rosacruz: Uma Escola de Liberdade
A Ordem Rosacruz: Uma Escola de Liberdade Tendo certo número de questões lhe sido um dia feitas a respeito do funcionamento da AMORC e sobre a filosofia rosacruz, Serge Toussaint, Grande Mestre da Jurisdição de Língua Francesa, concluiu a entrevista resumindo sua concepção com as seguintes palavras: A <a href=”https://amorc.org.br/quemsomos/”>Ordem Rosacruz</a> é uma Escola de liberdade… O que poderiam representar essas palavras? No decorrer da reflexão, elas pareciam ter um grande alcance sobre a razão de ser da Ordem Rosacruz e o sentido do processo que é proposto ao buscador. Este artigo visa partilhar essas reflexões a respeito da liberdade e se inicia, portanto, com um convite a se considerar como os ensinamentos rosacruzes ensinaram ao místico a exercer sua liberdade. Examinemos inicialmente essa expressão que qualifica a AMORC como uma escola de liberdade. A noção de escola remete à de aprendizado. Uma escola é uma instituição onde se adquire uma instrução ao se desenvolver competências através de um ensinamento graduado. A matéria ensinada aqui em questão é a liberdade. Esse ponto de vista pode inicialmente suscitar assombro: seria a liberdade o fruto de um aprendizado? Somos livres pelo próprio fato de nossa condição humana ou devemos adquirir essa liberdade? Alguns talvez pensarão que a liberdade é algo que não tolera bem os meios-termos: ou se é livre, ou não se é… No espírito da Declaração Universal dos Direitos do Homem,Declaração Rosacruz dos Deveres do Homem é clara a esse respeito e estipula, no artigo 3º, que todo indivíduo tem o dever de respeitar o outro sem distinção de raça, de sexo, de religião, de classe social ou de qualquer outro elemento aparentemente distintivo, implicando que toda pessoa é titular das liberdades fundamentais, como a liberdade de consciência, de religião, de opinião, de expressão, de reunião pacífica e de associação. Existe, portanto, um consenso, ao menos nas sociedades democráticas, quanto ao fato de a liberdade estar ligada à condição humana. A apreciação do Grande Mestre revela um paradoxo aparente: se somos livres por direito natural, por que deveríamos aprender a liberdade? A resposta a esta pergunta reside sem dúvida no uso que fazemos dela ou nas condições que devemos estabelecer para tornar efetivo esse potencial de liberdade. Mas o que é exatamente a liberdade? O ser humano é verdadeiramente livre ou no fundo não é mais que um escravo dos diversos condicionamentos que interiorizou? Ele pode exercer de verdade aquilo a que chamamos o “livre-arbítrio”? A busca pela liberdade se confunde com as origens do pensamento filosófico. Desde a Antiguidade muitos filósofos se dedicaram a essas questões fundamentais, assim como fazemos hoje em dia, e por vezes – como foi o caso de Sócrates – tiveram de pagar com suas vidas. A questão da liberdade é indissociável da noção de escolha. “Ser” livre é inicialmente “ter” a escolha. Como dizia o escritor Paulo Coelho, a liberdade não é a ausência de compromisso, mas a liberdade de escolha. Se a liberdade está ligada à noção de escolha, é preciso então admitir que ela implica também a ideia de responsabilidade. Só é livre, definitivamente, aquele que é responsável por suas escolhas… Existem, todavia, diversas formas de liberdade e é importante que especifiquemos aqui a qual vamos nos referir. Existe a liberdade de direito jurídico, como aquela que é garantida por uma Carta; há também a liberdade de agir segundo nossa própria vontade e, finalmente, há a liberdade interior, ou livre-arbítrio, que consiste em ser mestre de si mesmo, sem ser escravo de suas paixões, de seus desejos ou de suas crenças limitadoras. A liberdade consiste até mesmo em poder rejeitar a evidência e escolher o mal ao invés do bem. Como evocado mais acima, ou se é livre ou não se é… Suponhamos que era à liberdade interior que o Grande Mestre fazia alusão; é a esta forma de liberdade que o leitor é convidado a refletir aqui: uma liberdade que nenhuma pessoa ou circunstância exterior pode nos tirar e que conservaríamos mesmo no fundo da prisão mais sombria. Alguns filósofos contemporâneos consideram que, para pensar livremente, é preciso se desfazer de todas as ideologias que condicionam o pensamento. É isso que pode ser chamado de “teoria da terra queimada”, em que toda forma de herança é considerada um entrave do qual é preciso se desvencilhar. Ter um passado, uma memória e uma origem nos torna inaptos a exercer nossa liberdade de pensar? Ainda que pensar por si mesmo exija um distanciamento reflexivo face aos modos, às tendências e às ideologias, parece muito improvável que uma espécie de vacuidade de referências possa conduzir quem quer que seja a pensar livremente. Todos os tiranos partilharam o fantasma da imposição do seu “novo ano zero” do conhecimento fazendo uma limpa de tudo o que precedeu sua dominação, com as consequências desastrosas que nós conhecemos. A verdade é que nós não pensamos a partir do vazio. Nossas construções mentais têm por matéria as aquisições prévias da linguagem, nossas referências culturais e nossas experiências passadas cujos traços são conscientes ou inconscientes. Levando nossa reflexão mais adiante, poderíamos nos perguntar se nossa herança biogenética não determina inteiramente nossos atos. O filósofo Baruch Spinoza, em sua obra sobre a ética, enuncia da seguinte forma a sua recusa do livre-arbítrio tal como preconizado por Descartes: Basta-me por enquanto enunciar esse princípio com o qual todo o mundo deve convir, a saber, que todos os homens nascem na ignorância das causas e que um apetite universal de que eles têm consciência os leva a procurar aquilo que lhes é útil. Uma primeira consequência desse princípio é que os homens julgam ser livres e não pensam de forma alguma nas causas que os dispõem a desejar e a querer. Os deterministas concluem disso que nós acreditamos agir ao passo que “somos levados a agir” por impulsos – eles próprios oriundos de causas muitas vezes desconhecidas e incontornáveis. Para Spinoza, Deus é a causa primeira determinante da qual nós somos um efeito, e nossa última liberdade reside, segundo ele, no Amor constante
Código de Vida Rosacruz – Artigo Décimo
Código de Vida Rosacruz – Artigo Décimo Por CHRISTIAN BERNARD, FRC Imperator Emérito da AMORC Neste artigo, publicamos os comentários do autor ao artigo décimo do Código Rosacruz de Vida, publicado no livro da AMORC com o mesmo nome: “Não faça alarde de suas realizações nem se vanglorie de seu conhecimento Rosacruz. Pode ser um Rosacruz, como Membro da Fraternidade, mas um Rosacruz em conhecimento e poder; o maior e mais evoluído nos estudos, indigno do título de Rosacruz. Declare-se, não um Mestre, mas um estudante Rosacruz, sempre estudante, eternamente”. – Código Rosacruz de Vida Ser Rosacruz não é, com efeito, declarar-se Membro da fraternidade, isto é, da Ordem Rosacruz, AMORC, porque se paga regularmente a quota mensal estabelecida estando, assim, perfeitamente em dia com os compromissos financeiros. Não é também, receber e simplesmente ler os ensinamentos Rosacruzes. Ser Rosacruz é viver o rosacrucianismo e aplicar as leis, os princípios e as regras que nossa tradição nos transmite, progressivamente, para exercitarmos seu bom uso e aprendermos a nos servir deles, de forma completa, e sem possibilidade de erro. Se, portanto, é assim que agimos em nossa senda mística, não há dúvida de que uma das qualidades fundamentais que adquirimos rapidamente é a humildade. Não nos daremos conta, ao progredir, de que quanto mais avançamos, mais ainda teremos que aprender e a colher, no campo infinito que a iniciação Rosacruz faz descortinar-se. A sagrada lei do silêncio também se nos imporá e, em nenhum momento, se formos verdadeiros e sinceros, teremos a ideia de ostentar nossas obras e de nos vangloriar de nosso conhecimento Rosacruz. Todos os textos sagrados do mundo evidenciam, com diferentes expressões, que no terreno de nossas obras e de nossos atos a serviço dos outros, ou mesmo do misticismo, a mão direita deve ignorar o que faz a esquerda, e este artigo do “Código Rosacruz de Vida” faz-nos lembrar disso, de maneira solene. Por outro lado, quase chega a ser com severidade, uma severidade estimulante para os buscadores como nós, que ele expressa uma verdade profunda e de todos os tempos: “Em conhecimento e poder, o maior e mais evoluído de nós não passa de neófito nos estudos, indigno do título de Rosacruz”. Como o maior ou mais evoluído em conhecimento e realização interior, em um conhecimento que é uma doutrina sagrada e em uma realização que é consciência – “consciência cósmica” – poderá se vangloriar, ele que já alcançou um nível tal em que pode contemplar a imensidade do que ainda lhe resta descobrir? Segundo o fundador do atual ciclo de nossa Ordem, Dr. H. Spencer Lewis, ele poderá, com a visão e as convicções adquiridas, apresentar-se somente como um “neófito”, dando a esta palavra o sublime valor de estudante do alto conhecimento, isto é, do misticismo puro e sagrado de nossa venerada Ordem Rosacruz. As palavras deste artigo que mais nos impressionarão, creio que serão as últimas: “Declare-se, não um Mestre, mas um estudante Rosacruz – sempre estudante – eternamente”. Existe, nestas palavras, um poder que nos abala, como Rosacruzes que somos, até as profundezas de nosso ser: estudante, estudante Rosacruz, estudante eterno! Que grandiosidade contém esta frase e que incentivo representa, quando se sabe que tudo, no decorrer de nossa vida aqui embaixo e alhures, tem para nós valor de estudo e que nada é inútil, na alegria ou na dor, para o nosso último retorno, para nossa reintegração e fusão finais na Unidade. E quem poderá afirmar que, mesmo tendo atingido esta condição, não haverá um novo elemento de um estudo eterno? Não são nossos Mestres a prova disso, eles que, tendo atingido este nível sublime, velam por nossa Ordem e por nós, esforçando-se por resguardar o que é necessário à nossa evolução? Não estudam eles, constantemente, a melhor maneira de nos ajudar a nos reunirmos a eles? Até nisso eles permanecem nosso exemplo e nosso amparo O artigo dez do “Código Rosacruz de Vida” encerra, também, uma norma da qual todo o Rosacruz deveria lembrar-se, com frequência: “Declare-se, não um Mestre!” Nenhum de nós, certamente, ousaria expressar uma tal pretensão e, menos do que qualquer um, aqueles que, como requer a tradição, estão investidos em cargos e têm responsabilidades. Ser Mestre, no sentido deste artigo de nosso “Código”, é ter atingido a realização última da iniciação, é a reintegração, o estado final do desenvolvimento interior ao qual o iniciado pode ascender, ou o que isto pode representar no sagrado caminho do misticismo, e todo Rosacruz sabe que um Mestre jamais se declara como tal. É preciso recolocar esta pequena frase em seu contexto para compreender seu valor. Este décimo artigo forma um todo e, em sua integridade, reveste-se de uma excepcional importância, ao insistir na grandiosidade da condição de estudante Rosacruz. Daí ser o título mais elevado e mais nobre a que possamos aspirar, e, para o merecer, é necessário trabalhar com coragem e com perseverança, pondo em prática o que nos é ensinado e, este trabalho, esta aplicação, deve sempre ser presidida pela divina lei do amor. Que possamos ser, ao caminhar na senda de nossa Ordem, sempre dignos de nossa qualificação de Rosacruzes e que possamos ser, assim, neste mundo conturbado, exemplos, e uma grande esperança para os outros! Que o Cósmico os envolva, a cada instante, em sua poderosa proteção e em seu inesgotável amor!
Afiliação Rosacruz
Somos uma organização internacional, de natureza filosófica, iniciática e tradicional, que perpetua o Conhecimento dos iniciados do antigo Egito e, de um modo geral, a gnose secreta que os grandes pensadores têm transmitido desde a mais remota antiguidade.
Meditação – silêncio místico
Meditação – silêncio místico – Minhas tentativas de meditação têm sido menos que satisfatórias. Minha mente costuma vaguear e quando consigo certa medida de harmonização, experimento uma sensação de apreensão. O que deve e não deve ser feito durante esse processo? Uma descrição bem interessante do processo da meditação encontra-se numa lição de grau adiantado, onde encontramos a afirmação de que as revelações dos mistérios da vida emergem da capa da “….obscuridade do oculto silêncio místico”. Naturalmente, essa é uma referência ao período de meditação profunda a que o Eu do místico se entrega de tempos a tempos. As monografias, como todos nós sabemos, estão cheias de conselhos muito bons, práticos, simples, de modo que nesta resposta tentaremos seguir essa diretriz, evitando nos tornarmos muito abstratos. Primeiro, quando estamos para nos entregar a um período de meditação, devemos já ter completado os estágios preliminares e essenciais do trabalho mental. Por exemplo: suponhamos que você está tendo alguma dificuldade doméstica, social ou profissional. Seu objetivo, absolutamente correto, não é o de pedir à Mente Cósmica que resolva esse preocupante problema para você, e sim o de alcançar certa medida de visão interior que lhe permita lidar com o problema ou talvez superá-lo de forma racional e construtiva. Ao confrontar seu problema particular, na preparação para a meditação, você já deve ter analisado todo ele, separando-o ou dividindo-o mentalmente em partes para um exame e estudo mais fácil. Deve ter pensado profundamente no inter-relacionamento de uma parte com outra, ou seja, deve ter efetuado uma completa análise da situação. Deve ter usado o pensamento racional, a inteligência, para pensar logicamente, buscando a verdade de uma situação – descobrindo fatos e descartando a ficção. Em outras palavras, você deve ter feito seus poderes de raciocínio entrarem em ação. Pode, inclusive, ter examinado o seu problema como um todo, à luz de outros problemas, que já tenha enfrentado no passado, anotando as semelhanças, perguntando-se o que essas semelhanças ou diferenças lhe dizem a seu próprio respeito. Em seguida, deve ter tentado tirar conclusões válidas, por esse processo de comparação. Conforme dissemos, esse trabalho preliminar já deve ter sido feito, e muitos estudantes, ao fazê-lo, relataram que tinham vislumbrado uma solução para o seu problema por meio desses processos subjetivos, intelectuais, sem necessitar um trabalho adicional. Entretanto, se após fazer a análise e, quem sabe, exercícios de visualização, você perceber que seu problema continua sem solução, então há a necessidade de uma visão interna mais profunda. Nesse processo, algumas armadilhas devem ser evitadas em nossa jornada para o centro de nosso ser. Primeiro, uma arrogância muito sutil e estranha por vezes infecta a mente humana. Referimo-nos àquilo que poderia ser chamado de uma deliciosa tentação de entronizar nosso próprio raciocínio, a ponto de sentirmos que se nossos poderes intelectuais de visão interior são insuficientes para penetrar no cerne do problema, então este não pode ser resolvido. Essa atitude é extremamente insidiosa, causando-nos uma sensação de auto-importância, secretamente acolhida e abrigada. Naturalmente, nem todos os estudantes de misticismo estão sujeitos a essa condição e os que estão, na maioria das vezes, ignoram o fato. Alguns estudantes superam conscienciosamente essa condição, mas para aqueles que não o conseguem, ela resulta numa relutância habitual e até na recusa em acreditar que o Mestre Interior pode ajudar, como ainda na rejeição de maiores esforços – como a meditação – para resolver problemas. Uma condição negativa semelhante e igualmente danosa, que impede nossos esforços de meditação, é a atitude de ceticismo habitual. É claro que podemos ser céticos até certo ponto no trabalho místico, mas há um momento em que a indecisão, a desconfiança, a suspeita, a falta de convicção e a dúvida devem ser firmemente colocadas de lado, enquanto enfrentamos corajosamente o desconhecido, o “oculto silêncio místico”. Nossas monografias enfatizam que a meditação é geralmente praticada com o propósito de recebermos impressões da Mente Universal. Também devemos recorrer à meditação como a um processo de tonificação, independentemente da existência ou não de problemas pessoais, para nos mantermos numa condição de harmonia. Mas o que é de primordial importância na meditação não é contemplar, julgar, pesar ou avaliar dados que possamos receber. Ao contrário, deve haver um fluxo livre de impressões durante esse período. Em outras palavras, fratres e sorores, quando entrarem em meditação, não tentem apagar a mente a ponto de impedi-la de contemplar ou analisar, ou de pensar em coisas variadas e detalhes triviais. Ao mesmo tempo, deverão estar conscientes das impressões no momento em que fluírem, pois com freqüência elas trazem a resposta que vocês solicitarem do Cósmico – mas não parem para analisá-las ou focalizá-las naquele momento. Falamos da armadilha que representa a entronização da mente pensante e através disso o fechamento do canal às impressões cósmicas. Antes de continuarmos, será conveniente mencionar um outro obstáculo, igualmente pernicioso para o sucesso de uma meditação: o medo. Existem muitos tipos de medo – medo de fracassar, do escuro, do desconhecido, e assim por diante. As lições rosacruzes ensinam que o medo em nosso trabalho místico é a pressuposição de aquilo que é desconhecido é nocivo e devemos lhe opor resistência. Como não sabemos o que há adiante, e como em nossa meditação estamos tentando alcançar a Mente de Deus, não pode haver conseqüências danosas ou perigosas provindas de nossa mente, direcionada como está para algo que é todo positividade, todo bondade, todo amor e todo Divindade. Não obstante, encontramos em alguns estudantes essa condição habitual de medo causando tensão e expectativa de perigo. O estudante pode não ter consciência dessa condição interior, mas ela pode manifestar-se quando o estudante começa a alcançar um bom nível de harmonização. Impressões iniciais provindas do cósmico podem começar a perpassar sua consciência e possivelmente causar uma sensação parecida com a de sentir um toque leve de ombro ou uma brisa fresca no rosto, ouvir um acorde musical, etc. Por causa do medo profundamente arraigado, o estudante se assusta, se alarma, se surpreende, se amedronta e pode até sentir um certo
Os Cavaleiros Templários
Os Cavaleiros Templários Os Cavaleiros Templários tiveram origem nas Cruzadas da Idade Média. Como é de conhecimento geral, as Cruzadas foram uma série de expedições à Síria e à Palestina, esta última denominada Terra Santa. Consistiam de “devotos e intrépidos reis cavaleiros”, bem como clérigos, soldados e simples camponeses. Seu intuito era libertar ou recuperar a Terra Santa, a terra natal de Cristo, daqueles que os cruzados chamavam de “turcos infiéis”. Nesse período em particular, o cristianismo ocidental significava a Igreja Católica Romana; não havia outras igrejas cristãs conhecidas. Todas as religiões ou crenças não-cristãs, em conformidade com a intolerância que então prevalecia, eram consideradas pagãs e, seus seguidores, infiéis. No sentido literal, pagão é o indivíduo que não reconhece o Deus da revelação. Todavia, um pagão não é necessariamente ateu. Mas, na opinião dos cristãos daquela época uma pessoa devota que concebe Deus no sentido panteísta, ou como consciência universal, é pagã. Com toda certeza, todos os não-cristãos eram assim considerados. Parecia uma irreverência, um sacrilégio, para os cristãos, que locais relacionados com o nascimento do Cristo estivessem sob o domínio de alguma autoridade não-cristã. Pequenos bandos de peregrinos, durante anos antes das Cruzadas, haviam viajado para a Palestina, com o fim de visitar os santuários. Em sua devoção e primitiva crença, imaginavam que tais visitas lhes trariam uma graça espiritual, assegurando-lhes bênçãos especiais no outro mundo. Atravessaram eles regiões agrestes, onde praticamente não havia lei e ordem. E punham em risco a sua segurança, viajando principalmente a pé. Em conseqüência , eram assaltados, roubados, mortos por bandidos que os atacavam. Esses fatos, chegaram ao conhecimento da Europa Ocidental e da cristandade e tornaram-se incentivo para as cruzadas. Durante os séculos doze e treze, cada geração formou pelo menos um grande exército de cruzados. Além desses enormes exércitos, que às vezes chegavam a trezentos mil homens, haviam “pequenos bandos de peregrinos ou Soldados da Cruz”. Durante aproximadamente duzentos anos, houve um fluxo quase contínuo de reis, príncipes, nobres, cavaleiros, clérigos, e gente do povo da Inglaterra, da França, da Alemanha, da Espanha, e da Itália para a Ásia menor. Ostensivamente, essas migrações tinham fins religiosos, levando consigo, como já dissemos, muitos aventureiros, cujo objetivo era de explorar. Assassinos e ladrões viajavam para a Terra Santa e roubavam, pilhavam e violavam mulheres. Os muçulmanos, devotos e respeitadores da lei, cuja cultura era muito superior a da Europa na época, ficavam chocados com a conduta desses “cristãos”. Era de se esperar que protegessem suas famílias e propriedades desses saqueadores religiosos. Assim, por sua vez, matavam os peregrinos ou os expulsavam. Sem dúvida, muitos peregrinos inocentes perderam a vida por causa da reputação criada pela conduta de alguns de seus companheiros. Os povos não-cristãos do Oriente Próximo não podiam distinguir os peregrinos que tinham nobres propósitos daqueles cujos objetivos eram perversos. A Primeira Cruzada Tomando conhecimento desta situação, Papa Urbano II, em 1095, em Clemont, França, exortou o povo a iniciar a primeira grande Cruzada. Conclamou os cavaleiros e nobres feudais a cessarem a guerra que travavam entre si e socorressem os cristãos que viviam no oriente. “Tomai a estrada para o Santo Sepulcro; arrebatai a região à raça perversa e sujeitai-a ao vosso domínio”. Consta que, quando o Papa terminou de falar, a vasta multidão que o escutava clamou quase uníssono: “É a Vontade de Deus!”. Esta frase tornou-se depois o grito de guerra da heterogênea massa que formou o exército da Cruzada. Aqueles homens estavam convictos de que estavam obedecendo à vontade de Deus, de modo que brutalidade, assassínio, estupro e pilhagem, nas terras do Oriente, estavam justificados por sua missão. Era impossível aqueles milhares de homens levarem consigo alimento suficiente para a viagem, visto que esta durava vários meses, em condições muito difíceis. Portanto, eram eles obrigados a buscar sustento nas terras que invadiam. Muitas pessoas inocentes do Oriente, não-cristãs, eram assassinadas, seu gado lhes era tomado e suas casas saqueadas, para o sustento dos cruzados, que sobre elas se abatiam como nuvem de devoradores gafanhotos. Naturalmente, a retaliação vinha rápida e violenta. Muitos cruzados foram mortos pelos húngaros, que reagiram para se proteger contra a depredação causada pelas hordas que passavam por sua região. O espírito de avareza ou cobiça aproveitou-se das circunstâncias. Muitos cruzados procuravam seguir para a Palestina e a Síria por mar, a fim de evitar a viagem mais longa, toda feita por terra. Ricos mercadores das prósperas cidades de Veneza e Gênova tramaram conceder aos cruzados “livre’ passagem para a Síria e a Palestina. Mas exigiam dos peregrinos o compromisso de exclusividade de comércio em qualquer cidade por eles conquistadas. Isto permitiria a esses mercadores ocidentais manter centros comerciais no Oriente, obtendo então excelentes produtos do seu artesanato. As jóias, a cerâmica, a seda. A especiaria, mobília e os bordados do Oriente eram superiores a tudo o que se produzia na Europa Ocidental da época. Das cruzadas emergiam muitas curiosas ordens religiosas e militares. Duas das mais importantes foram os Hospitalários e os Templários. Essas ordens “combinavam dois interesses dominantes da época, o monge e o soldado”. Durante a primeira Cruzada foi formada, de uma associação monástica, a ordem conhecida como os Hospitalários. Seu objetivo era de socorrer os pobres e enfermos dentre os peregrinos que viajavam para o Oriente. Cruz de Malta: o emblema Posteriormente, a Ordem admitia cavaleiros, além dos monges, e depois se tornou uma ordem militar. Os monges usavam uma cruz em sua veste e andavam com uma espada à cinta. Lutavam, quando necessário, embora se dedicassem principalmente em socorrer os peregrinos doentes. Receberam doações de terras, nos países do Ocidente. Também construíram e controlaram mosteiros fortificados, na terra Santa. No século treze, quando a Síria, principalmente, foi evacuada pelos cristãos, os Hospitalários mudaram sua sede para a ilha de Rodes e, mais tarde, para Malta. Esta Ordem ainda existe e seu emblema é a Cruz de Malta. A outra ordem tinha o nome de Cavaleiros Templários, ou “Cavaleiros Pobres de Cristo e do Templo de Salomão”. Esta ordem








