A Chave do Sucesso Spencer Lewis, FRC Quase todo ser humano inicia cedo na vida uma busca para realizar coisas melhores e maiores, bem como o conhecimento e a solução para os mistérios da vida. O indivíduo que se sente perfeitamente satisfeito, que não se apercebe do comando da voz interior é, quase sempre, um derrotado. E se tem obtido sucesso, o fracasso está determinado em seu futuro. É o desejo de servir, de poder e de realizações maiores, que conduz o homem ao verdadeiro progresso, rumo à perfeição. Atualmente a humanidade evidencia um desejo de sucesso, de poder pessoal, de posição social, acalentando o desejo de reconhecimento de suas realizações. Todos os que trabalham sob o impulso de um desejo interior de melhorar cada vez mais estão alcançando o sucesso. Nem todo sucesso é acompanhado pela riqueza. Há pessoas que não buscam o dinheiro, embora tudo o que fazem contribua para aumentar o que já possuem. Para elas, o verdadeiro anseio é o desejo de atingir o objetivo a que dedicaram sua existência; o desejo de caminhar um pouco mais adiante. É justo desejarmos viver e trabalhar para receber a compensação que nos tornará felizes e capazes de enfrentar a vida. Todavia, deve existir algo mais. O ser humano foi criado para ser canal, instrumento, para o trabalho criativo. E só alcançará o verdadeiro sucesso quando puder afirmar: “Estou trabalhando com Deus, para Deus, como um de Seus instrumentos.” Não é possível dizer de quem é o trabalho mais importante ou quem irradia mais luz. O sucesso depende de nossa contribuição para as necessidades da nação ou da comunidade, e do cumprimento de uma missão cósmica. O sucesso depende do modo como fizemos isso!
A influência da Lua
Por Dr. Harvey Spencer Lewis, FRC Não necessitamos recorrer aos princípios expostos em qualquer ciência arcana, para descobrir que a Lua tem certas influências definidas sobre as nossas vidas ou sobre a vida em geral e o propósito deste artigo é expor de maneira simples, algumas das mais vitais dessas influências, ligando-as a incidentes que afetam a todos nós. O assunto é digno de um livro, mas, depois de tudo dito, ele se reduz a um estudo simples das leis do ritmo. Não vamos perder tempo em discutir aqui esse ponto ou, mesmo, esboçar completamente o princípio do ritmo na vida. Ele é, ou deveria ser, tão bem conhecido da maioria dos nossos membros ou leitores para dispensar tal apresentação. O ritmo tem seu lugar em todas as funções da organização do corpo animal, e se manifesta nas fases fisiológicas e psicológicas desse funcionamento. Podemos citar o movimento peristáltico dos intestinos, as contrações do esôfago e a pulsação do sangue em circulação. Estes, e muitos outros, são típicos do ritmo organo-fisiológico e do processo funcional. O sistema psíquico ou emocional do homem tem o seu ritmo ou atividade rítmica, muitas vezes mais evidente do que o dos órgãos e, em todas as doenças mentais ou neuromusculares, tais como os espasmos, tiques, tremores e outras, onde se manifesta o excesso de energia, há períodos de manifestações perfeitamente rítmicas. E temos aprendido que a respiração rítmica é uma ajuda para se obter saúde e equilíbrio. Enquanto que tudo isto é geralmente admitido pelas massas e pelas autoridades médicas, e, sem dúvida, considerado com seriedade pelo estudante das leis naturais, a relação de tal ritmo com as fases da Lua não é geralmente conhecida. Descobertas feitas pela ciência, contudo, têm confirmado muitos dos princípios conhecidos por algumas pessoas que deles têm feito uso por várias formas. São as descobertas realizadas na década de 20 combinadas com o estudo de muitas pessoas que vamos considerar aqui para uma orientação e reflexão de todos. A Lua, como planeta, tem um ciclo de fases bem definido que cobre um período de, aproximadamente, vinte oito dias, e que é conhecido como mês lunar ou ciclo lunar. Usaremos o termo “ciclo” uma vez que esse ciclo é dividido em fases, e essas fases são também divisíveis; dividiremos o ciclo em unidades, sendo cada unidade uma unidade rítmica, como veremos. A primeira metade do ciclo da Lua é de quatorze dias, a metade deste (ou um quarto do ciclo) é de sete dias; a metade deste, é de três dias e meio. Esses três dias e meio equivalem a oitenta e quatro horas. O ciclo total da Lua, constituindo uma revolução completa do perigeu ao apogeu e a volta novamente ao perigeu, é o mês lunar referido acima, e este ciclo completo é muitas vezes referido como o ciclo longo da Lua, enquanto que um ciclo curto seria o ciclo ordinário das marés, correspondente ao movimento superior e inferior da Lua. Logo, temos dois ciclos de Lua a considerar: o curto, de doze horas, conhecido como o ciclo de marés da Lua, e o longo, de vinte e oito dias, em média. Só podemos lidar com médias, devido a ligeiras variações de tempo. Como existe um ciclo longo e um ciclo curto, teremos também unidades longas e curtas desses ciclos. Não como atitude arbitrária e, sim, devido a leis fundamentais que o leitor compreenderá, chamaremos os três dias e meio, conforme encontramos acima, como a unidade do ciclo longo, ou uma unidade longa. Tomando o ciclo curto de doze horas e dividindo-o, teremos unidades de três horas, como unidade curta. Em primeiro lugar, notemos que uma unidade longa de três dias e meio é igual a sete pequenos ciclos, ou sete vezes doze horas. As duas unidades encontradas como explicado acima, uma de três horas, e uma de três dias e meio, manifestam se em ações rítmicas da mente e do corpo, como ondas ou ondulações de uma onda rítmica. Aqui fazemos importantes descobertas, e podemos mesmo ir além da descoberta da ciência por meio do nosso outro conhecimento de certas leis naturais. O Ciclo das Doenças No caso de doenças, encontramos fatos interessantes e úteis analisando os casos normais e usando as médias das unidades do ciclo da Lua. Essas médias revelam o efeito das fases lunares anabólicas ou catabólicas, ou unidades dos ciclos, como segue: O período de incubação da febre tifoide é de 7 a 21 dias, ou de 2 a 6 unidades longas; o período de incubação da Varicela é de 14 dias, ou 4 unidades longas; da Bexiga, 7 a 14 dias, ou 2 a 4 unidades longas; da Escarlatina, 3 dias e meio, ou uma unidade longa; do Sarampo, 10 dias e meio ou 3 unidades longas; da Coqueluche, 10 dias e meio, ou 3 unidades longas; da Dengue, 3 dias e meio, ou 1 unidade longa e a Difteria, de 3 dias e meio a 10 dias e meio, ou de 1 a 3 unidades longas. Em todos os casos de febre alta, o período rítmico dessas unidades é muito pronunciado e definido. Alterações regulares ocorrem todos os 7 dias (como tem sido notado há anos) ou, em outras palavras, após cada 2 unidades longas (uma positiva e uma negativa). Quanto mais demorada a doença, mais definidas são as alterações a cada 7 dias e, mesmo a unidade longa, simples, de 3 dias e meio, é bem percebida e importante. Estas unidades de ritmo também se manifestam no processo de germinação e de gestação de vida, e têm também o efeito de determinar o sexo. A média de tempo para chocar ovos, de muitas espécies, é de 3 dias e meio, ou 1 unidade longa. Em muitos insetos, é de 1 semana e meia, ou 3 unidades longas. A galinha põe ovos durante 3 semanas (6 unidades longas) e choca-os em igual período. O óvulo possui, estruturalmente, os elementos de ambos os sexos, porém, por uma ligeira alteração funcional, é uma
Utopia Rosacruz
A AMORC publicou um Manifesto no qual seus dirigentes expressam sua posição sobre a situação geral do mundo, de onde seu título “Positio Fraternitatis Rosae Crucis”[1]. Esse Manifesto, que foi traduzido para cerca de 20 línguas, é concluído por uma utopia cujos autores têm, portanto, nacionalidades, opiniões políticas, crenças religiosas e culturas diferentes. Se para além dessas diferenças eles se puseram de acordo sobre uma mesma visão da sociedade ideal, é precisamente porque a Filosofia Rosacruz traz em si um desejo de universalidade que privilegia a unidade na diversidade. Eis o texto dessa utopia: “Deus de todos os homens, Deus de toda vida, na humanidade com a qual sonhamos:Os políticos são profundamente humanistas e trabalham a serviço do bem comum;Os economistas gerem as finanças dos Estados com discernimento e segundo o interesse de todos;Os sábios são espiritualistas e buscam sua inspiração no Livro da Natureza;Os artistas são inspirados e exprimem em suas obras a beleza e a pureza do Plano divino;Os médicos são animados pelo amor ao seu próximo e cuidam tão bem da alma quanto do corpo.Não há mais miséria nem pobreza, porque cada qual tem aquilo de que necessita para viver feliz.O trabalho não é vivido como uma coerção, mas sim como uma fonte de plenitude e bem-estar;A natureza é considerada como o mais belo dos templos e os animais como nossos irmãos em via de evolução;Existe um governo mundial formado pelos dirigentes de todas as nações, trabalhando para o interesse de toda a humanidade;A espiritualidade é um ideal e um modo de vida que tem sua fonte numa Religião universal, baseada antes no conhecimento das leis divinas do que na crença em Deus.As relações humanas são fundamentadas sobre o amor, a amizade e a fraternidade, de maneira que o mundo inteiro vive na paz e na harmonia.Que assim seja!” [1] Historiadores situam o “Positio Fraternitatis Rosae Crucis” na linhagem dos três Manifestos que os rosacruzes publicaram no século XVII: o “Fama Fraternitatis”, o “Confessio Fraternitatis” e as “Bodas Químicas de Christian Rosenkreutz”, publicados respectivamente em 1614, 1615 e 1616.
A Meditação
Robert E. Daniels, F.R.C. Hoje a meditação é assunto comum nas conversas. Todavia, o assunto não pode ser tratado descuidadamente. Tem uma força e um sentido pouco apreendidos pelo estudante comum. A meditação é um dos mais importantes recursos para atingirmos o objetivo que buscamos. Há, naturalmente, quem ache que ela seja a única técnica necessária para se alcançar maior compreensão da vida, mas ela é um dos recursos e meios para isso, não o único. Os ensinamentos Rosacruzes propõem uma técnica especial, desenvolvida através dos séculos, pela qual o Eu é inteiramente preparado para alcançar a completa harmonia e identificação com a Consciência Divina. Seria ilusório sugerir que apenas um único método poderia abrir caminho para essa realização. Contudo, a meditação nos prepara como nenhuma outra técnica, pois através de sua prática regular edificamos uma ponte entre nossa consciência e a alma interior. Esse contato com o Eu Interior pode surpreender e mesmo contraria muitas das ideias que mantemos no momento sobre nossa vida ou assuntos específicos. O elevado padrão ético de conduta que ele nos infundirá poderá desapontar muitas pessoas. É por isso que muitos abandonam a prática mística da meditação, pois ela nem sempre justifica o que pensamos ser certo e bom para nós e para os outros. Na meditação precisamos estar perfeitamente relaxados e desligados do nosso ambiente físico. Então, dirigimos nossa consciência para o íntimo através da concentração e, com o desejo sincero e profundo amor em nosso coração, harmonizamos nossa consciência com o Eu Interior. Devemos então nos manter completamente passivos e intimamente receptivos. Quanto maior a necessidade e quanto maior o amor em nosso coração enquanto meditarmos, maior será nosso proveito. A resposta ou a inspiração poderão vir no momento da meditação ou mais tarde. Isso não importa. Devemos nos colocar em meditação apenas poucos minutos, uma ou duas vezes no dia, se possível. Períodos mais longos não aumentam a eficácia da meditação. O que importa não é a quantidade, mas a qualidade de nossa experiência.
Seja Rosacruz
Por Christian Bernard, F.R.C – Imperator Emérito da AMORC Vinte e um anos! Esta era minha idade quando, como um presente, recebi de Ralph M. Lewis estas palavras: “Seja Rosacruz!” Com o final de sua encarnação, em 12 de janeiro de 1987, essa alma iluminada deixou vago o cargo de Imperator da Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis, que mantivera por quase cinqüenta anos. Entre o dia em que me disse solenemente essas palavras no Templo Supremo em San José, Califórnia, e o dia de sua transição, quinze anos decorreram e durante esse tempo não se passou um só dia sem que elas se imprimissem em minha mente. Ainda hoje é assim, e essas palavras ecoaram fundo em meu coração quando eu próprio fui instalado no cargo de Imperator, em abril de 1990. Ele não disse: “Seja um Membro Rosacruz!” ou “Sirva à Rosacruz!” Ele me disse: “Seja Rosacruz!” Um olhar de comando, profundo, acompanhou sua voz, e suas palavras penetraram nas profundezas de minha alma. Eu poderia ter recebido esse comando com grande alegria, considerando-o até uma honra, mas ao invés disso um indescritível sentimento de angústia e tristeza tomou conta de mim. Na época, achei difícil analisar minha reação, porém mais tarde compreendi que meu Eu Interior percebera a magnitude de tal ordem e a dificuldade de obedecê-la. Não atingi essa condição Rosacruz, mas fiz o máximo que pude para manter aceso o archote de nossa Ordem; para isto, tive de enfrentar muitas provas, e desafios difíceis colocaram obstáculos em meu caminho. As forças eram terríveis e ainda são, mas quando minha coragem fraqueja, renovo a esperança colocando-me sob a proteção da Rosacruz, meu ideal. Então, aquele olhar profundo e a voz de Ralph M. Lewis dizendo-me: “Seja Rosacruz!” impõem-se a mim. Quando alguém se torna Membro da Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis, aprende o significado do rosacrucianismo e o de ser um Rosacruz. Mas ser Rosacruz, a que estado corresponde? Na Tradição rosacruz, a expressão “estado Rosacruz” refere-se ao estado de Perfeição. Ele pode ser alcançado? Sim, mas quando e como? Tive oportunidade de fazer essa pergunta ao próprio Ralph M. Lewis e ele respondeu: “Ser Rosacruz é ser primeiro um Membro Rosacruz”. Entendi, com essa resposta, que para alguém atingir o estado Rosacruz e tornar-se Mestre, é necessário primeiro estudar e aceitar ser apenas um discípulo, mesmo que essa condição possa durar dezenas ou centenas de encarnações. Portanto, com a palavra “primeiro” ele quis dizer “Paciência”, mas há também outros significados. “Primeiro” significa “antes de tudo” e, por conseguinte, “sobretudo” um Rosacruz. E não poderia ser de outro modo para os que escolheram seguir uma senda tradicional e iniciática como a oferecida pela Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis. Ser um Membro Rosacruz significa estar na Senda da Iluminação; ser Rosacruz significa ter chegado ao final dessa Senda. Nosso Eu Interior conhece e compreende essa finalidade. Conhecer e compreender é como já estar lá. Portanto, “Seja Rosacruz” significa também: “Vamos nos comportar com se já tivéssemos chegado lá”. Trata-se de uma responsabilidade e um desafio muito grandes, pois se como Membros Rosacruzes estamos sujeitos a tropeçar e cair e cometer erros fundamentais, e, contudo prosseguir, como Rosacruz não podemos fazer isso. Ser Rosacruz é ser um exemplo. É também ser uma luz tão poderosa que dissipa as trevas. O Rosacruz é “a priori” um Membro Rosacruz, mas cujas qualidades são excepcionalmente desenvolvidas. Por definição, o Rosacruz deve possuir todas as virtudes, mas para mim oito delas parecem ser as mais essenciais. São elas: obediência, confiança, paciência, humildade, simplicidade, tolerância, fortaleza e amor (virtude inseparável das outras e de todas as virtudes que existem). O Rosacruz, portanto, é obediente, confiante, paciente, humilde, simples, tolerante, forte e amoroso. Outras qualidades podem ser adicionadas a essas, já que o número delas é tão inesgotável quanto aquilo que deve constituir a Perfeição da natureza humana. “Seja Rosacruz!”, assim fui ordenado naquele dia. Sozinho não serei capaz de consegui-lo. Por isto, peço-lhes: ”Sejamos Rosacruzes!” e ajudemos uns aos outros. Como Membro Rosacruz, não olhe para a distância que falta a ser percorrida para alcançar esse estado de Perfeição, antes, veja a distância já percorrida. Desse modo, você avaliará o valor e a beleza na Senda Rosacruz, na qual sinto-me feliz em caminhar ao seu lado. Como Membro da Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis, você descobrirá o quanto a vida ganha em significado pleno quando damos à Rosa seu justo lugar na Cruz. Assim Seja! Revista “O Rosacruz” – verão 2009 AFILIAÇÃO ROSACRUZ O processo para tornar-se um estudante Rosacruz consiste nos seguintes passos: CLIQUE AQUI e saiba mais!
SAINT- GERMAIN, Fato e Ficção
SAINT- GERMAIN, Fato e Ficção De tempos a tempos surgem indivíduos que, pela força de personalidade e singularidade de caráter, tornam-se lendas em sua própria época e além. O renomado Conde de Saint-Germain pode ter sido um desses indivíduos. Mas será que o nome e as lendas, passadas e presentes, pertencem ao mesmo homem? Em outras palavras, o que é que sabemos verdadeiramente sobre o homem que portava o nome de Saint-Germain? Em seu livro O Conde de S. Germain, Isabel Cooper-Oakley revela que ele poderia ter sido filho natural de duas personagens da realeza: a viúva de Carlos II, da Espanha, ou do próprio Rei de Portugal. Entretanto, afirma-se que ele seria filho dum português, dum judeu alsaciano ou dum coletor de impostos de Rodondo. A Sra. Cooper-Oakley favorece a opinião de que Saint-Germain era o filho do Príncipe Ragoczy da Transilvânia, em função da confiabilidade das fontes e outras informações a que teve acesso. O livro Mistérios Históricos, de Andrew Lang, é uma fonte à qual recorrem as enciclopédias Britânica e Americana. Estas revelam Saint-Germain num papel de der Wundermann (“o homem prodigioso”), um célebre aventureiro que obteve sua considerável fortuna agindo como espião de vários governantes da Europa. Seus poderes alquímicos teriam sido tão extraordinários que atraíram a atenção de Luís XV, que, tornando-se o protetor de Saint-Germain, ordenara a construção dum cômodo especial e um laboratório anexo para o uso de Saint-Germain. Embora inúmeros rumores, especulações e possíveis equívocos formassem o imenso volume de informações e lendas correntes no Século Dezoito ao redor do nome de Saint-Germain, não há nenhuma evidência que indique ter sido ele um santo no sentido eclesiástico. Nem há evidência de que ele foi canonizado pela Igreja Católica Romana. A supo sição atual da “canonização” talvez se deva em parte pela omissão intencional do hífen entre Saint e Germain. Entretanto, Saint é parte desse nome, como no nome de Antoine de Saint-Exupéry, autor de O Pequeno Príncipe, e Louis S. Saint-Laurent, ex-Primeiro-Ministro do Canadá. Ninguém supõe que esses homens sejam literalmente santos no sentido religioso. Muito pouco se conhece a respeito da família de Saint-Germain. Informações disponíveis de contemporâneos seus indicam sua extrema reticência em falar de sua vida pessoal. Existem indicações de que o homem que usava o nome do Conde de Saint-Germain, enquanto na França ou durante missões francesas, usava nomes e títulos diferentes em outros lugares, causando suspeita e confusão a seu respeito, então e agora. Entretanto, no Século Dezoito, membros da realeza e personagens importantes costumavam viajar incógnitos. Alguns dos mistérios que cercam Saint-Germain talvez se devam ao seu modo de vida dramático e singular, surgindo daí um fator principal por trás de muitas das fantasias ou noções infundadas mantidas por seus pares e também por vários cultos que surgem em seu nome atualmente. Com base em suas pesquisas, a Sra. Cooper-Oakley revela que o serviço militar e certos acontecimentos vergonhosos na vida dum conde francês, Claude Louis de Saint-Germain, muitas vezes são atribuídos ao Conde M. de Saint-Germain, que falava francês, embora com certo sotaque. Na opinião dela, muito do mistério que cerca Saint-Germain deve-se à sua “liberdade principesca” e ao extravagante uso de diamantes. Muitos afirmavam que ele era um charlatão porque dizia-se que ele podia fazer diamantes e deles eliminar imperfeições. Mas a mais notável das “descobertas” que lhe imputavam, que deu origem à maioria das superstições de então e de agora, foi a dum misterioso “líquido” que prolongaria a vida e pelo qual ele teria vivido 2.000 anos! Laços místicos Aparentemente existe pouca documentação a respeito da sua extraordinária personalidade. O que conhecemos sobre ele provém de muitas cartas, diários e memórias pessoais de outras pessoas da época. Por exemplo, sabemos que Saint-Germain destaca-se na correspondência de Grimm e Voltaire. A Sra. Cooper-Oakley, embora conheça a informação conflitante, ecoa o Príncipe de Hesse apresentando Saint-Germain como um grande místico e filósofo. Existem boas razões para esse parecer, porque existem documentos oficiais que mostram a assinatura do Conde de Saint-Germain junto com as de Saint-Martin, Cagliostro, Mesmer e outros personagens ilustres dos movimentos Rosacruzes, Maçônico e Templário da Europa. Com base no material disponível podemos seguramente supor que Saint-Germain apoiou muitos movimentos místicos do Século Dezoito. Não há nenhuma evidência ou menção, porém, de que ele tenha estabelecido, ou desejado que outros estabelecessem, um movimento para perpetuar seus ensinamentos ou seu nome. Um artigo do Rosicrucian Forum de mais de quarenta anos nos oferece algumas explicações quase desconhecidas dos feitos miraculosos atribuídos a essa figura lendária. Informa-nos que Cagliostro, também um alquimista Rosacruz muito conhecido, estava intimamente ligado a Saint-Germain, e que ambos iniciaram muitas pessoas aos “ritos egípcios de mistérios da Ordem Rosae Crucis” e aos aspectos simbólicos e práticos da alquimia. Como exemplo, a habilidade que Cagliostro tinha de fazer diamantes artificiais, um feito miraculoso para a época, não tem nenhum mistério hoje em dia. Lendas de imortalidade Mas a lenda mais surpreendente a respeito de Saint-Germain gira em torno de sua suposta imortalidade física. Alguns de seus contemporâneos, e algumas pessoas atuais, atribuíam o segredo de sua longevidade a um “líquido misterioso” chamado o “elixir da longa vida”. Entretanto, existe também uma razão alegórica que explica a lenda a respeito do “elixir da vida”. O excerto seguinte é do artigo mencionado anteriormente: “Espalhou-se uma história entre a multidão de pessoas de que Saint-Germain teria vivido no mesmo corpo durante séculos, e que teria 1.500 anos de idade aproximadamente. Essas histórias fantásticas devem-se à compreensão equivocada de certos ritos místicos e iniciáticos e a certos costumes da época. Os Rosacruzes costumavam relacionar sua idade com o grau alcançado na Ordem. Essa idade, à qual referiam-se eles, não indicava o tempo real que tivessem vivido neste plano e corpo físico, mas, repito, tinha a ver com significados ritualísticos e alegóricos. Assim, (um indivíduo) no Primeiro Grau da Ordem teria três anos de idade, … no Segundo Grau, cinco anos de idade, no Oitavo Grau, cem anos de idade, e assim por diante. Os
Egrégora
Egrégora “Egrégora (do grego agrêgorein=vigiar) é uma palavra que no livro de Enoch designa os anjos que juraram vigiar e proteger o Monte Hermon. O termo pode ser traduzido por “entidade vigilante”. Assim, a Egrégora (egrégore) é uma entidade, um ser vigilante coletivo produzido por uma assembleia (…) que o alimenta.” – Jules Boucher (1933-1999). Nós, rosacruzes e martinistas da AMORC, nos familiarizamos com o termo já no início de nossa jornada; aprendemos que “egrégora” é a essência da “Consciência Cósmica”. Ela foi, é e sempre será. Não é algo do qual estamos separados; como rosacruzes e martinistas, somos parte integrante dessa poderosa união de mentes. Quando nos colocamos em sintonia com as Sagradas Vibrações que dela são emanadas, temos acesso aos seus mais elevados planos, tornando-nos agentes da Divindade. E como podemos chegar a essa Comunhão? O recolhimento em nosso “Sanctum Sanctorum” e em nosso Oratório, as Convocações Ritualísticas, os Conventículos e as Iniciações são exemplos muito próximos de como podemos, a qualquer momento, buscar auxílio e conforto para situações do dia a dia e agradecer pelas graças recebidas. Em seu princípio místico, a “egrégora” está associada também à consciência de grupo, mas ela é, ao mesmo tempo, algo mais que isso. Para compreendermos as implicações maiores, é importante lembrarmos o axioma rosacruz: os pensamentos são coisas.Definida também como uma Assembleia de personalidades terrestres e supraterrestres, constituindo uma unidade hierarquizada e movida por um certo ideal, a egrégora está em permanente atividade, dia e noite, por anos e séculos desde o início. “Assim como é em cima, é em baixo”. Ela ocorre em todos os planos de consciência; porém, quanto mais nobre e puro for o seu propósito, mais conscientes estaremos dessa Comunhão. Fratres e Sorores, Irmãos e Irmãs, a mente é o limite de nossas possibilidades. Somos primeiro o que pensamos ser, depois aquilo que sentimos, e isso se completa como agimos em nossa vida. – SI
Código Rosacruz de Vida
Salutem Punctis Trianguli! 01. Pela manhã, antes de te levantares, agradece ao Deus do teu coração o novo dia que te é dado viver no plano terreno e pede-lhe que te inspire ao longo desse dia. Depois, de pé e voltado para o Leste, faze três respirações profundas concentrando-te na vitalidade que é despertada em ti mesmo. Feito isto, bebe um copo d’água e inicia tuas ocupações. 02. Apesar das vicissitudes e das provações que a vida comporta, considera-a sempre como o mais precioso bem que o Cósmico outorgou ao ser humano, pois ela é o suporte de tua evolução espiritual e a fonte da felicidade a que aspiras. Neste particular, considera teu corpo como o templo de tua Alma e cuida dele o melhor que puderes. 03. Reserva se possível em tua casa um lugar para prece, meditação e estudo dos ensinamentos de nossa Ordem. Faze dele o teu oratório particular, o teu Sanctum, e conserva-o livre de toda preocupação e de toda atividade profana. 04. Antes de cada refeição, dá graças a Deus pela chance que tens de te alimentar e pensa em todos aqueles que não têm o privilégio de saciar sua fome. Se estiveres sozinho ou na companhia de outros Membros da Ordem, coloca as mãos sobre o alimento, com as palmas voltadas para baixo, e faze, mentalmente ou em voz alta, a invocação simbólica: “Que este alimento seja purificado e magnetizado pelas vibrações que emanam de minhas mãos, a fim de que ele supra as necessidades do meu corpo e da minha alma. Que todos aqueles que têm fome estejam associados a esta refeição e participem espiritualmente de seus benefícios. Assim seja!” 05. Sabendo que o objetivo de todo ser humano é de se aperfeiçoar e de se tornar melhor, faze constantes esforços para despertar e expressar as virtudes da Alma que te anima. Ao fazê-lo, estarás contribuindo para tua evolução e servindo à causa da humanidade. 06. Durante o dia, isola-te por alguns instantes, de preferência no Sanctum, e irradia pensamentos de amor, harmonia e saúde para toda a humanidade, em particular para todos aqueles que estejam sofrendo física ou moralmente. Pede também a Deus que os ajude em todos os aspectos e os preserve o quanto possível das tribulações da vida. 07. Comporta-te de tal maneira que todos aqueles que compartilham tua vida ou vivem em teu contato, sintam, por teu exemplo, o desejo de se assemelharem a ti. Guiado pela voz de tua consciência, que tua ética seja a mais pura possível e que tua preocupação primeira seja sempre de pensar bem, falar bem e agir bem. 08. Sê tolerante e defende o direito à diferença. Nunca uses a faculdade de julgamento para censurar ou condenar a outrem, pois tu não podes ler os corações e as almas. Considera os outros com benevolência e indulgência, atento para o que haja de melhor neles. 09. Mostra-te generoso para com aqueles que estejam passando necessidades ou que sejam menos favorecidos do que tu. Todo dia procura realizar pelo menos uma boa ação para com outrem. Seja qual for o bem que faças a alguém, não te vanglories disso, mas agradece a Deus o ter permitido contribuir para o seu bem-estar. 10. Sê moderado em teu comportamento e evita os extremos em tudo. Demonstra temperança e segue o reto caminho do meio em toda circunstância. 11. Se ocupares um cargo de poder, não te glorifiques nisso nem te deixes arrebatar pela influência que esse cargo te permita exercer. Nunca o empregues para forçar alguém a fazer coisas reprováveis ou que sejam injustas, ilegais ou imorais. Assume-o com humildade e coloca-o a serviço do bem comum. 12. Escuta os outros e fala com o devido conhecimento de causa. Se tiveres de fazer uma crítica, faze com que ela seja construtiva. Se te pedirem opinião sobre um assunto que desconheças, admite humildemente tua ignorância. Nunca te permitas recorrer à mentira, à maledicência ou à calúnia. Se ouvires declarações maldosas a respeito de outra pessoa, não as reforces com tua condescendência. 13. Respeita as leis do teu país e te esforça para ser um bom cidadão. Lembra-te sempre de que é na evolução das consciências que se encontra a chave do progresso humano. 14. Sê humanista e considera a humanidade inteira como tua família. Para além de tua raça, de tua cultura e tuas crenças, todos os seres humanos são teus irmãos e irmãs. Merecem, por conseguinte, o mesmo respeito e a mesma consideração. 15. Considera a natureza como o mais belo santuário e a expressão, na Terra, da Perfeição Divina. Respeita a vida em todas as suas formas e vê os animais como seres, não apenas vivos, mas igualmente conscientes e sensíveis. 16. Sê sempre um pensador livre. Reflete por ti mesmo e não penses conforme a opinião dos outros. Além disso, dá a todo mundo a liberdade de pensamento; não imponhas tuas ideias a outrem e considera sempre que elas são suscetíveis de evoluir. 17. Respeita as crenças religiosas ou filosóficas, desde que não atentem contra a dignidade humana. Não apóies nem abones o fanatismo ou o integrismo, em qualquer que seja a forma. Na maneira de viver tua fé, cuida para não seres dogmático ou sectário. 18. Sê fiel às tuas promessas e aos teus compromissos. Quando deres tua palavra, atribui-lhe um caráter sagrado e compromete tua honra através dela. Se tiveres de prestar juramento, faze-o pensando na Rosa+Cruz, símbolo do teu ideal ético, e lembra-te de que toda mentira de tua parte traz conseqüências cármicas. Com efeito, se é possível alguém enganar os seus semelhantes, ninguém pode se subtrair à Justiça Divina. 19. Se teus meios o permitirem e o desejares, traze teu apoio material à Ordem, a fim de ajudá-la em suas atividades e contribuir para que seu trabalho seja perene. 20. Como o objetivo da Ordem é contribuir para a elevação das consciências e transmitir seu ensinamento milenar, sabe estar disponível para apresentar seus ideais e sua filosofia àqueles que estejam
Buscando a nós mesmos
Quando Heráclito disse, “Busquei por mim mesmo”, ele produziu uma das mais férteis máximas e, no que concerne ao místico, uma diretiva para todos os tempos, pois estudante algum da Senda está totalmente desperto para o significado dessa busca até que chega à decisão de buscar por si mesmo. Não importa que ensinamentos sejam colocados em suas mãos ou que professores ele possa ter tido, vai acabar se deparando exatamente com essa mesma injunção do filósofo grego de 500 a.C. É surpreendente pensar o quanto os antigos nos deixaram da verdade interna da vida e do eu, e quão pouco as gerações que se seguiram parecem ter-se beneficiado disso. Suponho que isso aconteça porque eles escreveram há tanto tempo que, pela própria antiguidade, seus ensinamentos parecem ter pouca aplicação para os dias atuais, já que as pessoas estão hipnotizadas pelas descobertas e experiências da ciência em todo o campo da vida exotérica. Quanto a nós, contemplamos esses primeiros pioneiros do pensamento com reverência. E aqueles que atingiram certo estágio em nossos estudos sabem que tudo vem de lá. Não que maiores ensinamentos e ajuda invisível sejam negados a eles, mas um aspirante tem que se voltar para si mesmo para colocar em prática a instrução que recebeu; e ele acaba percebendo que isso significa procurar dentro de si mesmo o caminho do Mestre, pois existem estágios definidos do caminho em que o aspirante precisa encontrar sua própria senda. O verdadeiro desenvolvimento interior não consiste em simplesmente ir empilhando conhecimento e mais conhecimento de várias fontes de instrução. Vem de uma compreensão e de uma aplicação mais profunda e sincera daquilo que é disponibilizado para a vida e para ação no mundo. Ele precisa deliberadamente se submeter a testes na vida e nas circunstâncias e aprender lições que não podem ser aprendidas de outra forma. O mesmo princípio se aplica em qualquer arte ou ciência. Chega o momento em que o estudante tem que dar as costas para os livros-textos de fatos acumulados e provar seu valor em sua própria vida através da meditação e da experimentação. Heráclito enuncia a mesma verdade de sua própria maneira quando diz: “Viajando por todas as estradas, não vamos conseguir descobrir as fronteiras da alma… ela tem um logos tão profundo”. As ‘fronteiras da alma’ não estão na diversidade de instrução, mas dentro de nós; e o propósito da instrução é nos esclarecer e fortalecer suficientemente para pesquisarmos internamente as fronteiras do eu interior, nos esforçarmos para conhecer nossa missão individual na vida e nos comprometermos com um serviço dedicado. Sei que, para alguns, isso pode parecer simplesmente um ideal esperançoso dentro do quadro mundial com que nos deparamos atualmente. Mas não podemos ignorá-lo se nossa intenção é ir para frente e para o alto. Sei também que manter e alimentar esse ideal, com tanta oposição que nos quer desviar dele, nos leva a julgamento de muitas formas e, muitas vezes, torna o caminho mais duro. Mas todo avanço tem seu preço, e este é que este é um avanço especialmente forte e pessoal. Contudo, há uma recompensa para cada espiral de caminho percorrido com propósito e compaixão inabaláveis. Para cada aspirante, cada espiral tem uma história e carma individual diferentes e, se aceitado no silêncio e na alma da pessoa que ora, traz uma percepção cada vez mais forte de que estamos chegando cada vez mais perto do mundo do Mestre. Buscar a nós mesmos, em seu sentido mais verdadeiro, significa entrar cada vez mais na vida de abnegação e de uma liberação das amarras que nos detêm; e alcançar isso será de fato maravilhoso, se pudermos nos entregar ao fogo no altar secreto de nosso coração. ** Reimpresso da edição de novembro de 1963 do Boletim do Capítulo Francis Bacon – Publicado no livro “A Flor da Alma”, editado pela GLP.
Descubra em você essa Energia
Descubra em você essa Energia Você já observou, bem de perto, um cristal de rocha? À primeira vista, ele não passa de um simples mineral, frio, servindo apenas como objeto de decoração. Porém, essa frieza é só aparente. Pesquisando e estudando, o homem descobriu que uma minúscula partícula do cristal de rocha – ou quartzo – possui vibrações suficientes para alimentar com espantosa precisão aparelhos de alta tecnologia. O surpreendente poder do quartzo, durante séculos protegido no interior da terra, guardando em suas entranhas o mistério da cristalização da força, é hoje amplamente empregado pela ciência nos mais avançados e engenhosos empreendimentos em benefício da humanidade. No lugar da aparente frieza do quartzo o que existe, na verdade, além de uma bela transparência e rara limpidez, é uma forte, poderosa e pura energia. O homem sabe disso, hoje, porque não se contentou com o que simplesmente via no cristal em seus aspectos externos, mas penetrou fundo e amadureceu na realidade do valioso mineral. Assim como no quartzo, também dentro de você lateja uma energia imensa, concentrada, a ser pesquisada e desenvolvida para que possa movimentar mais precisamente esse majestoso e supremo engenho que é sua própria existência. A Ordem Rosacruz, AMORC, fraternidade mundial que pesquisa as leis naturais que regem o Universo e a Vida, o ajudará a consegui-lo. E, através do tempo e do conhecimento, o conduzirá ao encontro desse bloco cristalino, sereno e simples a que se reduzem todas as forças, e que não é senão uma pureza latente, a essência de tudo. Cristalizar-se no conhecimento de si mesmo, portanto, não quer dizer uma sedimentação, nem significa o conforto de uma forma estabilizada, mas é o resultado de uma penetração gradual em seu Eu Interior, questionando sempre, autoanalisando e mergulhando profundamente em sua própria límpida e transparente realidade, tornando-se mais consciente de si e de suas potencialidades. Este é um objetivo dos ensinamentos rosacruzes, e sua afiliação à Ordem pode ser um decisivo passo rumo às poderosas jazidas de seu interior. E, como no cristal, a ação da Luz em sua Vida a transformará numa cintilante irradiação das múltiplas cores do êxito e da Paz.











