Robert E. Daniels, F.R.C. Hoje a meditação é assunto comum nas conversas. Todavia, o assunto não pode ser tratado descuidadamente. Tem uma força e um sentido pouco apreendidos pelo estudante comum. A meditação é um dos mais importantes recursos para atingirmos o objetivo que buscamos. Há, naturalmente, quem ache que ela seja a única técnica necessária para se alcançar maior compreensão da vida, mas ela é um dos recursos e meios para isso, não o único. Os ensinamentos Rosacruzes propõem uma técnica especial, desenvolvida através dos séculos, pela qual o Eu é inteiramente preparado para alcançar a completa harmonia e identificação com a Consciência Divina. Seria ilusório sugerir que apenas um único método poderia abrir caminho para essa realização. Contudo, a meditação nos prepara como nenhuma outra técnica, pois através de sua prática regular edificamos uma ponte entre nossa consciência e a alma interior. Esse contato com o Eu Interior pode surpreender e mesmo contraria muitas das ideias que mantemos no momento sobre nossa vida ou assuntos específicos. O elevado padrão ético de conduta que ele nos infundirá poderá desapontar muitas pessoas. É por isso que muitos abandonam a prática mística da meditação, pois ela nem sempre justifica o que pensamos ser certo e bom para nós e para os outros. Na meditação precisamos estar perfeitamente relaxados e desligados do nosso ambiente físico. Então, dirigimos nossa consciência para o íntimo através da concentração e, com o desejo sincero e profundo amor em nosso coração, harmonizamos nossa consciência com o Eu Interior. Devemos então nos manter completamente passivos e intimamente receptivos. Quanto maior a necessidade e quanto maior o amor em nosso coração enquanto meditarmos, maior será nosso proveito. A resposta ou a inspiração poderão vir no momento da meditação ou mais tarde. Isso não importa. Devemos nos colocar em meditação apenas poucos minutos, uma ou duas vezes no dia, se possível. Períodos mais longos não aumentam a eficácia da meditação. O que importa não é a quantidade, mas a qualidade de nossa experiência.
Seja Rosacruz
Por Christian Bernard, F.R.C – Imperator Emérito da AMORC Vinte e um anos! Esta era minha idade quando, como um presente, recebi de Ralph M. Lewis estas palavras: “Seja Rosacruz!” Com o final de sua encarnação, em 12 de janeiro de 1987, essa alma iluminada deixou vago o cargo de Imperator da Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis, que mantivera por quase cinqüenta anos. Entre o dia em que me disse solenemente essas palavras no Templo Supremo em San José, Califórnia, e o dia de sua transição, quinze anos decorreram e durante esse tempo não se passou um só dia sem que elas se imprimissem em minha mente. Ainda hoje é assim, e essas palavras ecoaram fundo em meu coração quando eu próprio fui instalado no cargo de Imperator, em abril de 1990. Ele não disse: “Seja um Membro Rosacruz!” ou “Sirva à Rosacruz!” Ele me disse: “Seja Rosacruz!” Um olhar de comando, profundo, acompanhou sua voz, e suas palavras penetraram nas profundezas de minha alma. Eu poderia ter recebido esse comando com grande alegria, considerando-o até uma honra, mas ao invés disso um indescritível sentimento de angústia e tristeza tomou conta de mim. Na época, achei difícil analisar minha reação, porém mais tarde compreendi que meu Eu Interior percebera a magnitude de tal ordem e a dificuldade de obedecê-la. Não atingi essa condição Rosacruz, mas fiz o máximo que pude para manter aceso o archote de nossa Ordem; para isto, tive de enfrentar muitas provas, e desafios difíceis colocaram obstáculos em meu caminho. As forças eram terríveis e ainda são, mas quando minha coragem fraqueja, renovo a esperança colocando-me sob a proteção da Rosacruz, meu ideal. Então, aquele olhar profundo e a voz de Ralph M. Lewis dizendo-me: “Seja Rosacruz!” impõem-se a mim. Quando alguém se torna Membro da Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis, aprende o significado do rosacrucianismo e o de ser um Rosacruz. Mas ser Rosacruz, a que estado corresponde? Na Tradição rosacruz, a expressão “estado Rosacruz” refere-se ao estado de Perfeição. Ele pode ser alcançado? Sim, mas quando e como? Tive oportunidade de fazer essa pergunta ao próprio Ralph M. Lewis e ele respondeu: “Ser Rosacruz é ser primeiro um Membro Rosacruz”. Entendi, com essa resposta, que para alguém atingir o estado Rosacruz e tornar-se Mestre, é necessário primeiro estudar e aceitar ser apenas um discípulo, mesmo que essa condição possa durar dezenas ou centenas de encarnações. Portanto, com a palavra “primeiro” ele quis dizer “Paciência”, mas há também outros significados. “Primeiro” significa “antes de tudo” e, por conseguinte, “sobretudo” um Rosacruz. E não poderia ser de outro modo para os que escolheram seguir uma senda tradicional e iniciática como a oferecida pela Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis. Ser um Membro Rosacruz significa estar na Senda da Iluminação; ser Rosacruz significa ter chegado ao final dessa Senda. Nosso Eu Interior conhece e compreende essa finalidade. Conhecer e compreender é como já estar lá. Portanto, “Seja Rosacruz” significa também: “Vamos nos comportar com se já tivéssemos chegado lá”. Trata-se de uma responsabilidade e um desafio muito grandes, pois se como Membros Rosacruzes estamos sujeitos a tropeçar e cair e cometer erros fundamentais, e, contudo prosseguir, como Rosacruz não podemos fazer isso. Ser Rosacruz é ser um exemplo. É também ser uma luz tão poderosa que dissipa as trevas. O Rosacruz é “a priori” um Membro Rosacruz, mas cujas qualidades são excepcionalmente desenvolvidas. Por definição, o Rosacruz deve possuir todas as virtudes, mas para mim oito delas parecem ser as mais essenciais. São elas: obediência, confiança, paciência, humildade, simplicidade, tolerância, fortaleza e amor (virtude inseparável das outras e de todas as virtudes que existem). O Rosacruz, portanto, é obediente, confiante, paciente, humilde, simples, tolerante, forte e amoroso. Outras qualidades podem ser adicionadas a essas, já que o número delas é tão inesgotável quanto aquilo que deve constituir a Perfeição da natureza humana. “Seja Rosacruz!”, assim fui ordenado naquele dia. Sozinho não serei capaz de consegui-lo. Por isto, peço-lhes: ”Sejamos Rosacruzes!” e ajudemos uns aos outros. Como Membro Rosacruz, não olhe para a distância que falta a ser percorrida para alcançar esse estado de Perfeição, antes, veja a distância já percorrida. Desse modo, você avaliará o valor e a beleza na Senda Rosacruz, na qual sinto-me feliz em caminhar ao seu lado. Como Membro da Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis, você descobrirá o quanto a vida ganha em significado pleno quando damos à Rosa seu justo lugar na Cruz. Assim Seja! Revista “O Rosacruz” – verão 2009 AFILIAÇÃO ROSACRUZ O processo para tornar-se um estudante Rosacruz consiste nos seguintes passos: CLIQUE AQUI e saiba mais!
Buscando a nós mesmos
Quando Heráclito disse, “Busquei por mim mesmo”, ele produziu uma das mais férteis máximas e, no que concerne ao místico, uma diretiva para todos os tempos, pois estudante algum da Senda está totalmente desperto para o significado dessa busca até que chega à decisão de buscar por si mesmo. Não importa que ensinamentos sejam colocados em suas mãos ou que professores ele possa ter tido, vai acabar se deparando exatamente com essa mesma injunção do filósofo grego de 500 a.C. É surpreendente pensar o quanto os antigos nos deixaram da verdade interna da vida e do eu, e quão pouco as gerações que se seguiram parecem ter-se beneficiado disso. Suponho que isso aconteça porque eles escreveram há tanto tempo que, pela própria antiguidade, seus ensinamentos parecem ter pouca aplicação para os dias atuais, já que as pessoas estão hipnotizadas pelas descobertas e experiências da ciência em todo o campo da vida exotérica. Quanto a nós, contemplamos esses primeiros pioneiros do pensamento com reverência. E aqueles que atingiram certo estágio em nossos estudos sabem que tudo vem de lá. Não que maiores ensinamentos e ajuda invisível sejam negados a eles, mas um aspirante tem que se voltar para si mesmo para colocar em prática a instrução que recebeu; e ele acaba percebendo que isso significa procurar dentro de si mesmo o caminho do Mestre, pois existem estágios definidos do caminho em que o aspirante precisa encontrar sua própria senda. O verdadeiro desenvolvimento interior não consiste em simplesmente ir empilhando conhecimento e mais conhecimento de várias fontes de instrução. Vem de uma compreensão e de uma aplicação mais profunda e sincera daquilo que é disponibilizado para a vida e para ação no mundo. Ele precisa deliberadamente se submeter a testes na vida e nas circunstâncias e aprender lições que não podem ser aprendidas de outra forma. O mesmo princípio se aplica em qualquer arte ou ciência. Chega o momento em que o estudante tem que dar as costas para os livros-textos de fatos acumulados e provar seu valor em sua própria vida através da meditação e da experimentação. Heráclito enuncia a mesma verdade de sua própria maneira quando diz: “Viajando por todas as estradas, não vamos conseguir descobrir as fronteiras da alma… ela tem um logos tão profundo”. As ‘fronteiras da alma’ não estão na diversidade de instrução, mas dentro de nós; e o propósito da instrução é nos esclarecer e fortalecer suficientemente para pesquisarmos internamente as fronteiras do eu interior, nos esforçarmos para conhecer nossa missão individual na vida e nos comprometermos com um serviço dedicado. Sei que, para alguns, isso pode parecer simplesmente um ideal esperançoso dentro do quadro mundial com que nos deparamos atualmente. Mas não podemos ignorá-lo se nossa intenção é ir para frente e para o alto. Sei também que manter e alimentar esse ideal, com tanta oposição que nos quer desviar dele, nos leva a julgamento de muitas formas e, muitas vezes, torna o caminho mais duro. Mas todo avanço tem seu preço, e este é que este é um avanço especialmente forte e pessoal. Contudo, há uma recompensa para cada espiral de caminho percorrido com propósito e compaixão inabaláveis. Para cada aspirante, cada espiral tem uma história e carma individual diferentes e, se aceitado no silêncio e na alma da pessoa que ora, traz uma percepção cada vez mais forte de que estamos chegando cada vez mais perto do mundo do Mestre. Buscar a nós mesmos, em seu sentido mais verdadeiro, significa entrar cada vez mais na vida de abnegação e de uma liberação das amarras que nos detêm; e alcançar isso será de fato maravilhoso, se pudermos nos entregar ao fogo no altar secreto de nosso coração. ** Reimpresso da edição de novembro de 1963 do Boletim do Capítulo Francis Bacon – Publicado no livro “A Flor da Alma”, editado pela GLP.
Meditação sobre Fraternidade
O Mahatma Ghandi disse certa vez: “Há dois aspectos das coisas: o exterior e o interior… O aspecto exterior nenhum significado tem, exceto na proporção em que contribui para o aspecto interior. Toda arte verdadeira é, assim, a expressão da alma. As formas exteriores apenas têm valor na medida em que se tomam a expressão da natureza interior do homem.” A afirmação acima expressa um segredo da verdadeira fraternidade. Na Ordem Rosacruz, falamos de fratres e sorores em uma maneira especial para nos referirmos aos indivíduos que conosco participam no estudo e na prática dos princípios Rosacruzes. Além disso, em um outro sentido, a doutrina fundamental de nossa tradição que todos os homens são irmãos. Esse conceito mais amplo de fraternidade encontra expressão em toda a nossa amada Ordem em seu reconhecimento e em sua citação de homens e mulheres que se destacaram por atos altruístas com consciência da verdadeira fraternidade. A fraternidade é, algumas vezes, mais fácil de ser praticada do que explicada. Quando a mente e o coração são devidamente orientados, a prática da fraternidade se torna um procedimento espontâneo. É muito mais fácil e mais simples agir como um irmão quando para isso somos condicionados, do que explicar os intricados processos psicológicos e o envolvimento emocional relacionado com a experiencia. Do mesmo modo, é mais fácil amarmos alguém do que definirmos a psicologia do amor. Muitas atividades profundas e complexas (físicas e mentais) têm sido realizadas muito tempo antes de para elas surgir uma explicação. Por exemplo, o raciocínio lógico era prática de alguns povos muitos séculos antes de tal prática ser explicada em termos de lógica formal ou tornada clara através de análise conceptual. Há uma exortação antiga que diz: “Regozijemo-nos com aqueles que se regozijam, e choremos com aqueles que choram.” A fraternidade autêntica não restringe o amor e a preocupação ao pequeno grupo familiar, ao círculo de amigos, à comunidade, nem mesmo ao nosso país. O amor se propaga para abarcar todo o gênero humano, a despeito de raça, cor, condição social, nacionalidade, ou afiliações políticas e religiosas. John Donne, poeta inglês do século dezessete, resumiu o espírito de fraternidade nestas palavras: “Nenhum homem é uma ilha, completo em si mesmo; todo homem é parte do continente, parte do oceano; a morte de qualquer homem me enfraquece porque estou incluído na humanidade; portanto, nunca procuremos saber por quem dobram os sinos; eles dobram por nós.” “Em sonho, vi uma cidade inexpugnável aos ataques de todo o resto da Terra; Em meu sonho, essa era a nova cidade dos Amigos…” – Walt Whitman.
As Mandalas e o despertar místico
As Mandalas e o despertar místico Tão antigas quanto a humanidade, as mandalas têm uma característica incomum: auxiliam na cura, na meditação, na busca da paz interior, no autoconhecimento, no entretenimento e ainda permitem descobrir outros aspectos inerentes à vida humana e à natureza. Em qualquer situação, em qualquer lugar, está presente a mandala, desde que o observador esteja atento. Quem pode ficar indiferente ao Sol da manhã, quando desponta no horizonte, ou das maravilhosas figuras geométricas que se formam no céu escuro pelos fogos de artifício? Conhecendo mandalas, aprendemos olhar mais atentamente para os formatos das nuvens, o colorido movimento das bolhas de sabão e até a delicada dança de uma borboleta que carrega em suas asas motivos de sobra para meditação. Podemos também observar as bailarinas do Lago dos Cisnes, e de outros balés, cujas coreografias compõem mandalas em movimento. Naturais ou artificiais, milimetricamente exatas ou compostas por símbolos abstratos, sem essa preocupação, essas magníficas figuras oferecem oportunidades para acelerar nosso despertar psíquico e para ampliar nossa consciência. Todo ser humano é um pequeno ponto na grande Mandala Universal (Penso, logo existo) e o grande universo nada mais é do que a Palavra concreta do Criador. Tudo o que aprendemos, sabemos, utilizamos e criamos só tem valor quando cumpre um propósito, uma finalidade. A criação do mundo não foi um fato aleatório e casual; a natureza com suas leis também obedece uma programação cósmica, um motivo primordial. Como parte desse Todo, o ser humano foi dotado de inteligência para interagir no mundo e na natureza, como co-criador e transformador. Sua existência no plano terreno, através das incontáveis experiências, visa conduzi-lo, incontestavelmente, à Consciência Cósmica. Carl Jung, um psiquiatra suíço cuja intuição era profundamente desenvolvida, utilizava os símbolos, inclusive as mandalas e o tarô, para trabalhar com os pacientes, buscando nas diferentes figuras o significado e as explicações para os arquétipos da personalidade. Mandalas e flores Considerando o formato circular da maioria das flores, com as pétalas se irradiando a partir de um centro, vemos que elas são mandalas naturais que nos remetem às mais diferentes associações. Temos mandalas ensolaradas, como os amarelos girassóis, as que simbolizam vitalidade e amor, como as rosas vermelhas, a humildade, representada pelas violetas e ainda a simplicidade retratada nas margaridas, como também os brancos lírios simbolizando a pureza. As flores, sejam as do jardim ou dos desenhos, nos mostram, quando vistas como mandalas, que podem representar a evolução do ser em seus diversos estágios, ou mesmo os “estados de alma”, ora ensolarados ora nebulosos. Nas tradições orientais o simbolismo das flores está sempre presente. Muitas representações de Buda e outras divindades indianas aparecem sobre a flor de lótus. O místico Jung, numa bela prece cristã, assemelhou a Virgem Maria com uma rosa, demonstrando um especial carinho que todos nós, rosacruzes, temos por essa flor, pelo que ela simboliza, sobretudo no centro da Cruz. Ó Rosa-grinalda, teu desabrochar faz os homens chorar de alegria. Ó sol rosado, teu calor faz os homens amar. Ó Filha do Sol, Rosa-criança Raio de Sol. Flor da Cruz, puro seio que floresce Desabrochando e ardendo sobre todos, Rosa Sagrada, MARIA!
Meditação Rosacruz Aberta ao Público
A meditação por si mesma é comprovadamente um “remédio” para o corpo e para a mente. Seus efeitos benéficos na saúde física e mental vêm atraindo a atenção de milhares de pessoas no mundo inteiro. Em uma época que a ansiedade e a depressão atingem a grande maioria, os Rosacruzes disponibilizam ao público suas técnicas neste mister que foram herdadas de um passado remoto dos antigos Rosacruzes. A Meditação Rosacruz aberta ao público é uma atividade que apresenta esta experiência de uma forma eficaz e salutar. Proporciona a serenidade da alma porque conduz a um estado de espírito receptivo às mais elevadas energias que vêm do Cósmico. É uma oportunidade de desfrutar de momentos de elevação e harmonia que são benéficos no auxílio e bem-estar do ser humano. A prática da meditação proporciona meios para que cada ser humano encontre dentro de si as soluções para seus problemas. É sempre importante manter os pensamentos positivos para ficar receptivo às inspirações divinas. Serviço Meditação: O Caminho para Transformar nossas Vidas! CLIQUE AQUI e acompanhem a reportagem exibida na TV Paraná Turismo, em Curitiba, sobre a meditação aberta ao público, uma atividade prática realizada na Ordem Rosacruz, AMORC. Serviço Meditação Rosacruz Aberta ao Público – Quartas-feiras às 15h00 Local: GLP Aos sábados às 16h00 Local: Sala Tônio Luna Endereço: Rua Nicarágua, 2620 – Bacacheri – 82515-260 – Curitiba, Paraná. Entrada: Franca Instagram: @ordemrosacruz
Meditação – silêncio místico
Meditação – silêncio místico – Minhas tentativas de meditação têm sido menos que satisfatórias. Minha mente costuma vaguear e quando consigo certa medida de harmonização, experimento uma sensação de apreensão. O que deve e não deve ser feito durante esse processo? Uma descrição bem interessante do processo da meditação encontra-se numa lição de grau adiantado, onde encontramos a afirmação de que as revelações dos mistérios da vida emergem da capa da “….obscuridade do oculto silêncio místico”. Naturalmente, essa é uma referência ao período de meditação profunda a que o Eu do místico se entrega de tempos a tempos. As monografias, como todos nós sabemos, estão cheias de conselhos muito bons, práticos, simples, de modo que nesta resposta tentaremos seguir essa diretriz, evitando nos tornarmos muito abstratos. Primeiro, quando estamos para nos entregar a um período de meditação, devemos já ter completado os estágios preliminares e essenciais do trabalho mental. Por exemplo: suponhamos que você está tendo alguma dificuldade doméstica, social ou profissional. Seu objetivo, absolutamente correto, não é o de pedir à Mente Cósmica que resolva esse preocupante problema para você, e sim o de alcançar certa medida de visão interior que lhe permita lidar com o problema ou talvez superá-lo de forma racional e construtiva. Ao confrontar seu problema particular, na preparação para a meditação, você já deve ter analisado todo ele, separando-o ou dividindo-o mentalmente em partes para um exame e estudo mais fácil. Deve ter pensado profundamente no inter-relacionamento de uma parte com outra, ou seja, deve ter efetuado uma completa análise da situação. Deve ter usado o pensamento racional, a inteligência, para pensar logicamente, buscando a verdade de uma situação – descobrindo fatos e descartando a ficção. Em outras palavras, você deve ter feito seus poderes de raciocínio entrarem em ação. Pode, inclusive, ter examinado o seu problema como um todo, à luz de outros problemas, que já tenha enfrentado no passado, anotando as semelhanças, perguntando-se o que essas semelhanças ou diferenças lhe dizem a seu próprio respeito. Em seguida, deve ter tentado tirar conclusões válidas, por esse processo de comparação. Conforme dissemos, esse trabalho preliminar já deve ter sido feito, e muitos estudantes, ao fazê-lo, relataram que tinham vislumbrado uma solução para o seu problema por meio desses processos subjetivos, intelectuais, sem necessitar um trabalho adicional. Entretanto, se após fazer a análise e, quem sabe, exercícios de visualização, você perceber que seu problema continua sem solução, então há a necessidade de uma visão interna mais profunda. Nesse processo, algumas armadilhas devem ser evitadas em nossa jornada para o centro de nosso ser. Primeiro, uma arrogância muito sutil e estranha por vezes infecta a mente humana. Referimo-nos àquilo que poderia ser chamado de uma deliciosa tentação de entronizar nosso próprio raciocínio, a ponto de sentirmos que se nossos poderes intelectuais de visão interior são insuficientes para penetrar no cerne do problema, então este não pode ser resolvido. Essa atitude é extremamente insidiosa, causando-nos uma sensação de auto-importância, secretamente acolhida e abrigada. Naturalmente, nem todos os estudantes de misticismo estão sujeitos a essa condição e os que estão, na maioria das vezes, ignoram o fato. Alguns estudantes superam conscienciosamente essa condição, mas para aqueles que não o conseguem, ela resulta numa relutância habitual e até na recusa em acreditar que o Mestre Interior pode ajudar, como ainda na rejeição de maiores esforços – como a meditação – para resolver problemas. Uma condição negativa semelhante e igualmente danosa, que impede nossos esforços de meditação, é a atitude de ceticismo habitual. É claro que podemos ser céticos até certo ponto no trabalho místico, mas há um momento em que a indecisão, a desconfiança, a suspeita, a falta de convicção e a dúvida devem ser firmemente colocadas de lado, enquanto enfrentamos corajosamente o desconhecido, o “oculto silêncio místico”. Nossas monografias enfatizam que a meditação é geralmente praticada com o propósito de recebermos impressões da Mente Universal. Também devemos recorrer à meditação como a um processo de tonificação, independentemente da existência ou não de problemas pessoais, para nos mantermos numa condição de harmonia. Mas o que é de primordial importância na meditação não é contemplar, julgar, pesar ou avaliar dados que possamos receber. Ao contrário, deve haver um fluxo livre de impressões durante esse período. Em outras palavras, fratres e sorores, quando entrarem em meditação, não tentem apagar a mente a ponto de impedi-la de contemplar ou analisar, ou de pensar em coisas variadas e detalhes triviais. Ao mesmo tempo, deverão estar conscientes das impressões no momento em que fluírem, pois com freqüência elas trazem a resposta que vocês solicitarem do Cósmico – mas não parem para analisá-las ou focalizá-las naquele momento. Falamos da armadilha que representa a entronização da mente pensante e através disso o fechamento do canal às impressões cósmicas. Antes de continuarmos, será conveniente mencionar um outro obstáculo, igualmente pernicioso para o sucesso de uma meditação: o medo. Existem muitos tipos de medo – medo de fracassar, do escuro, do desconhecido, e assim por diante. As lições rosacruzes ensinam que o medo em nosso trabalho místico é a pressuposição de aquilo que é desconhecido é nocivo e devemos lhe opor resistência. Como não sabemos o que há adiante, e como em nossa meditação estamos tentando alcançar a Mente de Deus, não pode haver conseqüências danosas ou perigosas provindas de nossa mente, direcionada como está para algo que é todo positividade, todo bondade, todo amor e todo Divindade. Não obstante, encontramos em alguns estudantes essa condição habitual de medo causando tensão e expectativa de perigo. O estudante pode não ter consciência dessa condição interior, mas ela pode manifestar-se quando o estudante começa a alcançar um bom nível de harmonização. Impressões iniciais provindas do cósmico podem começar a perpassar sua consciência e possivelmente causar uma sensação parecida com a de sentir um toque leve de ombro ou uma brisa fresca no rosto, ouvir um acorde musical, etc. Por causa do medo profundamente arraigado, o estudante se assusta, se alarma, se surpreende, se amedronta e pode até sentir um certo
Harmonização Rosacruz – Mensagem para reflexão e exercício prático de harmonização.
Mensagem para reflexão e exercício prático de harmonização. A metodologia rosacruz propõe uma técnica especial, desenvolvida através dos séculos, pela qual o Eu é preparado para alcançar a completa harmonização e identificação com a Consciência Interior. Durante as nossas meditações poderemos ser inspirados com ideias e soluções para as questões importantes da nossa vida, bem como experimentaremos paz e harmonia. A prática regular proporcionar-nos-á estímulo, coragem e energia, não apenas para nós mesmos, mas ajudando assim todos aqueles com quem nos relacionamos.
Meditação guiada para crianças
Sabendo da importância e dos benefícios da meditação, a Ordem Guias do Graal – OGG disponibiliza conteúdo para meditação guiada para crianças.
Nova linha de Incensos Rosacruzes
Os incensos são benéficos para energizar e purificar um ambiente. O ato de acendê-los diariamente atrai boas vibrações, auxilia na meditação, além de ajudar a aliviar o estresse agindo diretamente no bem-estar físico e emocional, proporcionado elevação espiritual. A nova linha de Incensos Rosacruzes traz aromas variados com componentes de óleos essenciais e bambu que não deixa resíduos de queima. Cada aroma traz em sua essência componentes que estimulam os centros psíquicos e agem diretamente auxiliando a elevação da consciência. Escolha o seu! Estão disponíveis nas na versão varetas e cones. “ADQUIRIR AGORA”











