A Ordem Rosacruz inspira gerações de amantes dos mistérios e das verdades ocultas. Toda sorte de lenda já correu sobre a Organização. Seria ela composta de Iluminados que acharam a Pedra Filosofal? Ou uma reunião de Mestres secretos que governam o mundo? Uma conspiração, a fim de dominar o planeta? Quem são, afinal, os Rosacruzes? O que querem? O que buscam? O que ensinam? Ao pesquisador desamparado, é muito difícil encontrar a Verdade e separar o joio do trigo, pois como material de estudo encontrará centenas de livros, artigos e pesquisas, com opiniões ora concordantes, ora contraditórias e na maioria das vezes, do campo da doxa, isto é, da opinião do autor por desconhecer o aspecto esotérico da história. Ainda por cima, não uma, mas várias Instituições hoje se autodenominam “Rosacruzes”. A Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis, AMORC vem afirmando, ao longo das décadas, ser a descendente legítima da Tradição Rosacruz do passado; uma atualização no tempo, sem perda de continuidade, de um prestigioso passado ancestral que remonta às primeiras Escolas Místicas do Egito Antigo. Frater Christian Rebisse, historiador profissional de grande erudição, tenta recompor de forma desapaixonada tudo o que atualmente se sabe sobre a Rosa+Cruz, de fatos documentados a mistérios não decifrados. Frater Rebisse, ele mesmo um pesquisador meticuloso e cético em certa proporção, não se deixa inclinar por nenhum lado, e se concentra apenas em sua monumental pesquisa, que lhe valeu inúmeros anos de paciente “arqueologia histórica”. O que o leitor tem em mãos, uma pesquisa erudita e, seguramente, uma das mais completas sobre a Rosa+Cruz. Aos Membros da AMORC, será reconfortante vê-la legitimada por um historiador tão criterioso quanto Christian Rebisse, ao mesmo tempo que defendida com as mesmas “armas” de seus caluniadores: a pesquisa histórica, isenta de paixão ou tendência. Longe de esgotar o tema ou pretender-se como um trabalho “fechado”, pois isso é impossível, este livro é ainda assim um excepcional material de estudo para historiadores e acadêmicos interessados na história das Sociedades Iniciáticas e, em especial, na Tradição Rosacruz. Deve ser objeto de pesquisa dos nossos Estudantes Rosacruzes para alcançarem, se seu coração souber desejar, a verdade. Pois esta não virá jamais pelo estudo material, mas pela junção deste com a meditação, a fim de que a Hierofania se afirme através de um estado em que só a certeza é realidade. Conheça a biblioteca rosacruz e vivencie emoções diferentes através da leitura! Clique aqui
A Ordem Rosacruz: Uma Escola de Liberdade
A Ordem Rosacruz: Uma Escola de Liberdade Tendo certo número de questões lhe sido um dia feitas a respeito do funcionamento da AMORC e sobre a filosofia rosacruz, Serge Toussaint, Grande Mestre da Jurisdição de Língua Francesa, concluiu a entrevista resumindo sua concepção com as seguintes palavras: A <a href=”https://amorc.org.br/quemsomos/”>Ordem Rosacruz</a> é uma Escola de liberdade… O que poderiam representar essas palavras? No decorrer da reflexão, elas pareciam ter um grande alcance sobre a razão de ser da Ordem Rosacruz e o sentido do processo que é proposto ao buscador. Este artigo visa partilhar essas reflexões a respeito da liberdade e se inicia, portanto, com um convite a se considerar como os ensinamentos rosacruzes ensinaram ao místico a exercer sua liberdade. Examinemos inicialmente essa expressão que qualifica a AMORC como uma escola de liberdade. A noção de escola remete à de aprendizado. Uma escola é uma instituição onde se adquire uma instrução ao se desenvolver competências através de um ensinamento graduado. A matéria ensinada aqui em questão é a liberdade. Esse ponto de vista pode inicialmente suscitar assombro: seria a liberdade o fruto de um aprendizado? Somos livres pelo próprio fato de nossa condição humana ou devemos adquirir essa liberdade? Alguns talvez pensarão que a liberdade é algo que não tolera bem os meios-termos: ou se é livre, ou não se é… No espírito da Declaração Universal dos Direitos do Homem,Declaração Rosacruz dos Deveres do Homem é clara a esse respeito e estipula, no artigo 3º, que todo indivíduo tem o dever de respeitar o outro sem distinção de raça, de sexo, de religião, de classe social ou de qualquer outro elemento aparentemente distintivo, implicando que toda pessoa é titular das liberdades fundamentais, como a liberdade de consciência, de religião, de opinião, de expressão, de reunião pacífica e de associação. Existe, portanto, um consenso, ao menos nas sociedades democráticas, quanto ao fato de a liberdade estar ligada à condição humana. A apreciação do Grande Mestre revela um paradoxo aparente: se somos livres por direito natural, por que deveríamos aprender a liberdade? A resposta a esta pergunta reside sem dúvida no uso que fazemos dela ou nas condições que devemos estabelecer para tornar efetivo esse potencial de liberdade. Mas o que é exatamente a liberdade? O ser humano é verdadeiramente livre ou no fundo não é mais que um escravo dos diversos condicionamentos que interiorizou? Ele pode exercer de verdade aquilo a que chamamos o “livre-arbítrio”? A busca pela liberdade se confunde com as origens do pensamento filosófico. Desde a Antiguidade muitos filósofos se dedicaram a essas questões fundamentais, assim como fazemos hoje em dia, e por vezes – como foi o caso de Sócrates – tiveram de pagar com suas vidas. A questão da liberdade é indissociável da noção de escolha. “Ser” livre é inicialmente “ter” a escolha. Como dizia o escritor Paulo Coelho, a liberdade não é a ausência de compromisso, mas a liberdade de escolha. Se a liberdade está ligada à noção de escolha, é preciso então admitir que ela implica também a ideia de responsabilidade. Só é livre, definitivamente, aquele que é responsável por suas escolhas… Existem, todavia, diversas formas de liberdade e é importante que especifiquemos aqui a qual vamos nos referir. Existe a liberdade de direito jurídico, como aquela que é garantida por uma Carta; há também a liberdade de agir segundo nossa própria vontade e, finalmente, há a liberdade interior, ou livre-arbítrio, que consiste em ser mestre de si mesmo, sem ser escravo de suas paixões, de seus desejos ou de suas crenças limitadoras. A liberdade consiste até mesmo em poder rejeitar a evidência e escolher o mal ao invés do bem. Como evocado mais acima, ou se é livre ou não se é… Suponhamos que era à liberdade interior que o Grande Mestre fazia alusão; é a esta forma de liberdade que o leitor é convidado a refletir aqui: uma liberdade que nenhuma pessoa ou circunstância exterior pode nos tirar e que conservaríamos mesmo no fundo da prisão mais sombria. Alguns filósofos contemporâneos consideram que, para pensar livremente, é preciso se desfazer de todas as ideologias que condicionam o pensamento. É isso que pode ser chamado de “teoria da terra queimada”, em que toda forma de herança é considerada um entrave do qual é preciso se desvencilhar. Ter um passado, uma memória e uma origem nos torna inaptos a exercer nossa liberdade de pensar? Ainda que pensar por si mesmo exija um distanciamento reflexivo face aos modos, às tendências e às ideologias, parece muito improvável que uma espécie de vacuidade de referências possa conduzir quem quer que seja a pensar livremente. Todos os tiranos partilharam o fantasma da imposição do seu “novo ano zero” do conhecimento fazendo uma limpa de tudo o que precedeu sua dominação, com as consequências desastrosas que nós conhecemos. A verdade é que nós não pensamos a partir do vazio. Nossas construções mentais têm por matéria as aquisições prévias da linguagem, nossas referências culturais e nossas experiências passadas cujos traços são conscientes ou inconscientes. Levando nossa reflexão mais adiante, poderíamos nos perguntar se nossa herança biogenética não determina inteiramente nossos atos. O filósofo Baruch Spinoza, em sua obra sobre a ética, enuncia da seguinte forma a sua recusa do livre-arbítrio tal como preconizado por Descartes: Basta-me por enquanto enunciar esse princípio com o qual todo o mundo deve convir, a saber, que todos os homens nascem na ignorância das causas e que um apetite universal de que eles têm consciência os leva a procurar aquilo que lhes é útil. Uma primeira consequência desse princípio é que os homens julgam ser livres e não pensam de forma alguma nas causas que os dispõem a desejar e a querer. Os deterministas concluem disso que nós acreditamos agir ao passo que “somos levados a agir” por impulsos – eles próprios oriundos de causas muitas vezes desconhecidas e incontornáveis. Para Spinoza, Deus é a causa primeira determinante da qual nós somos um efeito, e nossa última liberdade reside, segundo ele, no Amor constante
O que é a Filosofia para o Rosacruz?
O que é a Filosofia para o Rosacruz? Por SERGE TOUSSAINT, FRC Pretendo fazer uma reflexão sobre um tema que me é muito caro, a saber: a Filosofia. Com efeito, como Rosacruzes que somos, gostamos de nos definir como filósofos e nossa Ordem é de natureza filosófica. É por isto que pretendo participar-lhes meu ponto de vista sobre o tema e confiar-lhes fraternalmente o que me inspira. Em primeiro lugar, é útil recordar que a palavra filosofia pode ser definida de duas maneiras. Literalmente quer dizer amor à sabedoria, porém por extensão também significa ciência da vida. Ainda que estas duas definições sejam complementares, sem dúvida expressam noções, conceitos e ideais diferentes. Vamos examiná-los e ver no que implicam em nossa busca espiritual. Desta maneira, podemos pôr em evidência o ideal de comportamento que deve nos animar, não só quando estamos entre Rosacruzes, mas também em nossa vida cotidiana, em contato com nossos irmãos e irmãs do mundo na sociedade em que vivemos. O Amor à Sabedoria Se considerarmos a primeira definição da palavra filosofia, ou seja amor à Sabedoria, deduzimos que um filósofo, no sentido nobre deste termo, é alguém que ama a sabedoria. Dizem que foi Pitágoras quem deu origem à palavra filosofia. Antes dele, os filósofos da Grécia Antiga eram chamados de sábios. O Conselho dos Sábios, era uma instituição em Atenas. Este Conselho reunia os maiores pensadores da época, os quais eram encarregados de refletir e legislar acerca dos problemas sociais que se apresentavam, fossem eles no campo da moral, da economia, da política, da religião etc. Foi assim que o próprio Pitágoras foi qualificado de sábio. Porém, como ele era particularmente modesto, considerava ser ainda demasiado imperfeito para merecer tal qualificação, por isso exigiu que não se referissem a ele como sábio, mas sim como alguém que amava a sabedoria, o que já considerava ser muito louvável. Assim nasce a palavra filosofia. Como sugerem as explicações precedentes, não se pode ser verdadeiramente um filósofo se não se tem humildade, isso todos nós sabemos. Porém, quem entre nós pode dizer do fundo da alma e consciência que é verdadeiramente humilde em pensamentos, palavras e atos? Quem entre nós, nunca sentiu a necessidade de chamar a atenção, de ocupar o centro de uma conversa, de dar sua opinião quando não foi solicitada, de fazer um inventário de seus méritos, de mostrar sua superioridade em tal ou qual campo etc? Mesmo assim, não nos devemos culpar ao saber que não somos tão humildes quanto gostaríamos, posto que necessariamente somos imperfeitos e evoluímos precisamente com o objetivo de nos aperfeiçoarmos. Se temos o sentimento de falta de humildade, devemos antes de tudo, aceitar esta condição e trabalhar sem descanso sobre nós mesmos para adquirir esta virtude. Paralelamente, e me parece uma prioridade, devemos fazer o possível para que os outros não sofram os efeitos negativos de nossos ataques de orgulho. Agindo assim, não só demonstramos o respeito e afeto que os outros merecem, mas também manifestamos o desejo de melhorar o nosso comportamento. Neste sentido, recordemos sempre que não é o fato de sermos imperfeitos que gera dívida cármica, mas a falta de esforço para nos aperfeiçoarmos. É evidente que ser sábio não se limita a dar prova de humildade. Ser sábio reside em reunir todas as virtudes inerentes a alma humana que cada um de nós deve adquirir no transcurso de sua evolução espiritual, de encarnação em encarnação. É pois ser paciente, confiante, tolerante, altruísta, íntegro, pacífico etc. Então, ser filósofo no primeiro sentido, não consiste em ser necessariamente sábio, mas ter a sabedoria como um ideal a alcançar, é amar a sabedoria. Dito de outra maneira, é primeiro e antes de tudo estar animado pelo amor daquilo que é bom no comportamento humano. Isto supõe que podemos ser filósofos sendo imperfeitos com a condição de nos esforçamos em ser perfeitos. À medida que somos Rosacruzes, somos também filósofos posto que podemos não ser ainda sábios, mas efetivamente aspiramos a chegar a ser melhores e expressar a Sabedoria Divina em nossa maneira de viver. Porém, o filósofo que somos não deve limitar-se a amar o que há de bom no comportamento humano e fazer todo o possível para conformar-se com a vida cotidiana. Devemos com a mesma energia transmitir esse amor aos outros e dar-lhes o desejo de interessar-se pela filosofia. Isto é, devemos atuar de maneira tal que eles mesmos cheguem a amar e a buscar a sabedoria, fim último da conquista humana. Disto deduzimos que a filosofia no sentido de amor à sabedoria implica, igualmente, o amor pelos outros, a ponto de desejar que cheguem a ser mais virtuosos que nós mesmos em seus comportamentos e assim conheçam as mais belas bênçãos de Deus, com tudo o que resulta em termos e felicidade e Paz Profunda. Ser filósofo, é pois, amar a sabedoria por si mesmo, porém de igual maneira para os demais. É querer que os outros a amem e a possuam. Também é orar para que a adquiram, posto que cada um que a obtenha é um instrumento do Bem entre os homens e faz um mundo melhor. Nunca esqueçamos que a humanidade inteira se eleva cada vez que um só ser humano faz uso da sabedoria. O que finalmente nos leva a dizer que a filosofia, na expressão mais pura do termo em seu sentido literal, é o amor de Deus, tal como se manifesta por meio do Homem, seja ele quem for. A Ciência da Vida Vamos agora ao segundo sentido da palavra filosofia, ou seja, o sentido de ciência da vida. A vida, como sabemos, serve de suporte à evolução da Alma Humana. Com efeito, é porque ela possui um corpo físico que é capaz de evoluir no plano terrestre. Sem ele, não pode adquirir as lições graças as quais deve aperfeiçoar-se e tomar consciência gradualmente de sua perfeição latente, em benefício de sua reintegração final e definitiva na Onisciência Divina. Para nós, tal coisa é evidente, mas a maioria das pessoas ignora essa evidência. Para a maior parte delas, a vida é um interlúdio consciente
Egito: Escolas de Mistérios e Religião – Lançamento!
As obras literárias de modo geral são resultado de inspiração, investigação e pesquisa por parte de seu autor. Elas trazem, como um filho, pensamentos do autor contidos no contexto da obra devido a necessidade natural do pesquisador articular as descobertas para apresentar a ideia central e seus corolários principais. Entretanto, algumas obras se destacam neste universo porque traduzem o resultado da pesquisa de uma vida inteira. Na biblioteca rosacruz, inúmeras obras têm essa peculiaridade, como é o caso da Senda Catára, entre outras. E agora esta obra do frater Earle de Motte vem também com essa característica. Os detalhes, as ponderações, diferenciam este livro da produção massiva de livros como uma obra, diríamos, “feita à mão”. Sua estrutura mostra o caráter científico do tema entremeado da visão de um estudante rosacruz, como costumo cognominar – permeada de “rosa musgosa”. Esclarece o que eram as escolas de mistérios, a mitologia e a jornada da alma, porque aprofunda a metafísica egípcia com a temática da ressurreição e reencarnação. Traz revelações do Livro dos Mortos que compatibilizam a natureza do ser humano com a Jornada de Rá através do submundo, com a participação dos Xamãs e Hierofantes. Nesta trajetória encontram-se as raízes da tradição hermética com seus desdobramentos e relações com o Tarot e os Mistérios Egípcios. É uma obra essencial para o estudante rosacruz compreender as origens de grande parte de nossas iniciações e permitir ao buscador de maior luz a compreensão de que o misticismo e o esoterismo estão presentes na formação do ser humano, naquilo que a antropologia filosófica denomina de “homo religiosus”. Esta abertura proporcionada a partir de uma visão geral do contexto histórico, social e religioso do Antigo Egito permite compreender efetivamente o que eram as escolas de mistérios que todo rosacruz deve conhecer. Isto reforça o termo comum de nossas origens no Antigo Egito de modo a esclarecer que “não caímos de paraquedas” naquela civilização que por si mesma está associada aos Atlantes e Lemurianos que incorporam a Tradição Primordial. Earle de Motte: Earle de Motte foi professor de método histórico e é o autor de Japan and India e The Grail Quest. Ele foi diretor de escola e Grande Conselheiro da Ordem Rosacruz, AMORC, e é atualmente um conferencista da Academia Rosacruz da Grande Loja da Australásia. Sua principal área de pesquisa nesta competência é história, simbologia e literatura do Graal na Tradição Ocidental dos Mistérios, assim como o lugar do Egito na Tradição da Escola de Mistérios. Ele viajou pela Europa, Oriente Médio e Ásia Meridional, visitando muitos lugares históricos relevantes aos seus interesses. Como instrutor da Universidade Rose-Croix, Earle tem guiado tours a vários lugares mitológicos e místicos nas Ilhas Britânicas e na Europa. Os assuntos abordados nestas páginas incluem: . Espiritualidade Egípcia . A Heresia de Akhenaton e o Seu Impacto na Religião e no Pensamento Místico . Mitologia da Criação dos Quatro Centros . A Alma e Sua Jornada na Metafísica do Pensamento Egípcio . Segredos do Livro dos Mortos . A Natureza do Ser Humano . A Jornada de Rá pelo Submundo e sua Significância Iniciática . Mistérios Egípcios como protótipos das Antigas Escolas de Mistérios . Xamãs, Hierofantes e o Processo Iniciático . A Sabedoria dos Eruditos Egípcios, do Antigo Egito até os Místicos Herméticos de Alexandria . O Coração como o Eu Espiritual e o Monitor da Moralidade no Comportamento Humano Recomendo sua leitura como um livro muito especial. Faço votos de que seus ensinamentos levantem mais um dos Véus de Isis que a tudo oculta. Conheça a biblioteca rosacruz e vivencie emoções diferentes através da leitura! Clique aqui
Como Orar
Por H. SPENCER LEWIS, FRC “ Quantos, dentre nós, limpam as mãos de dívidas, agradecendo a Deus cada benção individual recebida durante o dia? ” A oração é um ponto grandemente controverso da prática religiosa, seguido ou negado francamente. Aqueles que utilizam a oração como argumento contra a existência de um Deus inteligente, ou de qualquer Deus, afirmam que as orações seriam logicamente razoáveis e eficientes se Deus existisse. São muito perspicazes ao declarar que setenta e cinco por cento das orações ficam sem resposta ou são aparentemente negadas. Sou um crente firme na oração e o leitor também poderá ser, se der à oração a devida oportunidade para demonstrar a sua eficácia. Acusamos erradamente muitas coisas de serem ineficientes e recusamos a aceitá-las, depois de apenas umas poucas tentativas de usá-las ou demonstrá-las. A razão disso é a nossa própria ineficiência e ignorância. Nessas circunstâncias, surpreende-me que tantas orações sejam atendidas. A compreensão do que realmente é a oração e de como usá-la falta de tal modo no indivíduo comum, que é realmente surpreendente que uma, dentre mil, traga quaisquer resultados. Nas igrejas, são usadas certas preces fixas feitas por pessoas que parecem mais interessadas na eloquência florida do que na verdadeira oração. Jesus ensinou aos seus discípulos como orar, e a versão correta das suas instruções e os exemplos que deu ao mundo são diferentes das preces proferidas por aqueles que se afastaram do misticismo fundamental da oração. A prece baseia-se na suposição de que Deus é onipotente, onipresente e deseja atender às nossas súplicas. Essa é toda a suposição ou base que necessitamos na oração; penso, porém, que o leitor concordará em que a média das pessoas tem em mente algo mais. Tem em mente não só que Deus é onipotente, onipresente e misericordioso, mas, também, que, com toda a sua harmonização com os seres que criou, ignora, ainda, as suas necessidades, desconhecendo completamente o que necessitam na vida! Este é o grande erro. Entregarmo-nos à oração com a crença ou sensação de que Deus não sabe o que necessitamos ou o que é melhor para nós e devemos dizer-lhe e explicar-lhe o que desejamos, é cometer um grave erro. Considerando o assunto do ponto de vista puramente razoável e sensível, não parece estranho que uma pessoa se ajoelhe e peça a Deus que não tire a vida de alguém que acabou de sofrer um acidente? Orar a Deus em tal ocasião e quase ordenar -lhe que não permita que a vida abandone o corpo dessa pessoa ou que certas condições se manifestem, é presumir que nós, com a nossa compreensão finita, sabemos, melhor do que Deus, se certas coisas devem, ou não, acontecer. Se a pessoa foi ferida, está prestes a falecer e Deus não impede que isso aconteça, por que deveremos presumir que Deus modificará Seu modo de pensar quanto à transição, permitindo que a pessoa viva, unicamente porque pedimos que a sua vida seja salva? Pense em duas pessoas, em lados opostos, cada uma pedindo forças a Deus para que seja o vencedor numa luta entre elas. Se Deus deve decidir a luta, não é melhor presumir que o Seu julgamento das condições e princípios em ação será suficiente para escolher a pessoa que deverá vencer? A oração, por ambas as partes, não poderá ser satisfatoriamente atendida, pois ambas não poderão sair vencedoras. O místico sabe que qualquer oração ou súplica baseada na suposição de que Deus ou o Cósmico não sabe o que é melhor e deve ser orientado ou aceitar recomendações ou sugestões, é perdida e inútil. Na verdade, isso representa uma censura à inteligência divina e não vai além do campo das nossas ambições pessoais. Certamente, semelhante prece não pode ser proferida sinceramente ou merecer a aprovação Cósmica. Está fadada a fenecer ou a não ter resposta, no próprio momento em que é concebida. Um Encontro de Mentes Para o místico, portanto, a oração é um encontro de mentes. Não é ocasião para pedidos pessoais, mas para comunhão espiritual, ocasião em que a alma e a parte mais íntima de nós mesmos, reverente, sincera e tranquilamente, falam a Deus e expressam os desejos do nosso coração e mente. Qualquer consideração de que a nossa concepção humana das nossas necessidades deve ser exposta em detalhes ou feitas sugestões ou recomendações, seria tão incompatível com a atitude verdadeira de orar, que desvirtuaria a oração e impediria a realização do que desejamos. A prece, portanto, deve ser a expressão do desejo de uma bênção. Tenho eu qualquer direito de me dirigir a Deus, como faço na oração, e exigir ou mesmo pedir que me seja dada uma vida mais longa, porque esse é o meu desejo e cheguei à conclusão de que devo ser atendido? Não é isso concluir que Deus pode não ter pensado em dar-me vida mais longa ou pode ter decidido de outro modo, e desejo modificar a decisão e decreto da Sua Mente? Não é isso uma obstrução ao próprio efeito que desejo criar na consciência de Deus? Tenho eu qualquer direito de me dirigir ao Criador de tudo e dizer que desejo isto ou aquilo de um modo que indica que decidi a respeito dessas coisas, ou solicitar que a Mente Divina aceite o meu discernimento em vez do Seu próprio? Estou certo de que se pensássemos em nos aproximar do rei de um país ou do presidente de uma república, cujos favores nos tivessem sido concedidos no passado e de cuja generosidade muito tivéssemos nos beneficiado, entregar-nos-íamos à oração de modo muito diferente. Se tivéssemos recebido muitos favores de um rei e nos fosse permitido ir à sua presença para alguns momentos de comunhão, encontrar-nos-íamos, provavelmente, proferindo, antes de mais nada, palavras de agradecimento pelo que recebemos – acrescentando que, se fosse da vontade real, ficaríamos muito felizes se pudéssemos continuar a merecer as mesmas bênçãos ou possivelmente mais. Nenhum de nós pensaria em solicitar bênçãos específicas sem, primeiramente, ter expressado profundo agradecimento pelo que já receberemos e sem declarar que,
A Força
A Força De um ponto de vista tradicional, dizemos que o homem foi criado à imagem de Deus. Ele recebeu, então, no momento de sua criação, “a força”. No plano místico, esta força é sua aptidão para concentrar cada um de seus pensamentos, de suas palavras e de suas ações na direção do Absoluto divino. Ela representa o estado de consciência o qual denominamos de “estado Crístico”, de “estado Búdico” e de outros nomes mais. Pessoalmente, o chamarei “estado Rosacruz”. A força à qual me refiro é perfeitamente ilustrada na narrativa alegórica de Davi e Golias. Esta é uma profunda ilustração de seu poder. O jovem Davi, com a ajuda de um seixo, faz tombar o gigante Golias, acertando-o mortalmente na fronte. Quando sabemos que o futuro rei Davi simboliza o poder da espiritualidade, neste conto, e Golias o poder da materialidade, compreendemos melhor a que ponto o pensamento vence a matéria. Isto mostra que a nossa força não deve ser aquela do corpo, mas sim a da alma. Encontramos uma outra ilustração deste princípio na décima primeira carta do tarô, onde a força é simbolizada por uma jovem mulher a qual, apenas com suas mãos, mantém aberta a boca de um leão. É evidente que a força aqui representada nada tem de física. Aí também ela simboliza a supremacia da força da alma sobre a do corpo. Isto não significa que a energia corporal não possa servir a alguma finalidade espiritual: exatamente o contrário. Com efeito, o corpo e suas funções servem de veículo à alma e lhe permitem evoluir no contato com o mundo material. Ao falarmos, utilizamos os órgãos da voz para exprimir aquilo em que pensamos. Nesse momento, requisitamos uma parte de nossa força física. A melhor prova é que a intensidade de nossas palavras está intimamente ligada ao nosso estado mental e emocional do momento. Assim, quando estamos exasperados ou em cólera, temos a tendência, conforme se diz familiarmente, de levantar a voz, isto é, de concentrar em nossa voz uma força maior do que a habitual. Ao contrário, quando estamos em prece, de uma maneira que não mentalmente, as palavras que pronunciamos se perdem num vago sussurrar. A força de nossas palavras reflete com frequência o nosso estado interior, ou seja, o nosso estado de alma. O mesmo se aplica aos movimentos que fazemos. Por exemplo, um ato ritual nada tem a ver com um gesto de ira. O interesse desta relação corpo-mente-alma reside no fato de que podemos agir e reagir sobre nosso estado interior, observando a intensidade da força que manifestamos em nosso comportamento. Para retornar ao exemplo da cólera, o fato de tomar consciência de que falamos muito alto e que nossos gestos são discordantes deveria nos incitar a agir mentalmente sobre nós mesmos para nos acalmarmos. Infelizmente, por falta de vontade e de mestria, não é sempre que pensamos fazê-lo. Inversamente, quando fazemos nossas preces ou meditamos, nos devotamos a permanecer calmos e descontraídos, a fim de estarmos receptivos interiormente. Assim, creio que a força do ser humano reside não apenas em seu poder de concentração mental, mas também em sua aptidão de dominar aquilo que diz e faz, isto é, suas palavras, seus gestos e suas ações. Agindo assim, ele coloca todo o seu ser a serviço da alma que evolui por meio dele e contribui positivamente para sua evolução espiritual. Essa tomada de consciência é a chave mestra da verdadeira força e do domínio de si mesmo. Que a força esteja sempre em você e que ela lhe ajude a atravessar a vida com sucesso e serenidade.
Dia Mundial de Limpeza de Rio e Praias
A Ordem Rosacruz – AMORC participou ativamente da ação do Dia Mundial de Limpeza de Rio e Praias A Ordem Rosacruz, AMORC é comprometida com ações de conscientização ambiental e, pela quarta vez, participou ativamente da ação do “Dia Mundial de Limpeza de Rio e Praias”. Um dia dedicado a retirar lixos dos rios marcou o sábado dia 21 de setembro, e o escolhido foi o Rio Atuba. Com organização da ONG Ocean Conservancy, todo o lixo coletado pelos voluntários é catalogado, pesado e fotografado. Depois de compilados esses dados são mandados para o Centro de Conservação dos Oceanos (Ocean Conservancy) para análise estatística que será encaminhada para a ONU, responsável pela Comissão Intergovernamental Oceanográfica (IOC). Essa ação faz parte de um movimento internacional (International Coastal Cleanup) que reúne voluntários em todo o mundo para a conscientização da importância da conservação de rios e praias. O mutirão de limpeza dos rios e praias faz parte de um programa de educação ambiental que mobiliza milhares de pessoas em todo o planeta e é realizado em mais de 100 países. Para o colaborador Luciano Bastos, a Ordem Rosacruz atua ativamente em apoio ao evento assumindo responsabilidades como patrocinador e com um número expressivo de voluntários para a ação, “a sede da Ordem é o ponto de encontro onde todas as pessoas envolvidas com a ação se encontram. Aqui é oferecido o café da manhã, realiza-se a organização para o credenciamento e é o ponto de partida do deslocamento até o local da ação”, explica Luciano. O Dia Mundial de Limpeza de Rio e Praias reforça o compromisso da AMORC com o Pacto Global da ONU e a Carta da Terra. A participação da AMORC é orientada através do projeto dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis – ODS em prol do meio ambiente que sustenta o compromisso da AMORC com o Planeta. E neste ano foi possível incluir um dos projetos dos ODS da AMORC (Grupo D – Limpeza do Rio Atuba) na ação. “O objetivo deste trabalho além de contribuir com uma meta global é, sem dúvida, mostrar que, muito mais que belas palavras, é fundamental uma ação prática e voluntária. Pensar e fazer é um compromisso de todos!”, ressaltam os colaboradores frisando a importância de se trabalhar em equipe para alcançar um resultado positivo e satisfatório. Todos os representantes do Grupo D – Limpeza do Rio Atuba, dos trabalhos dos ODS da AMORC, estiveram presentes e comprometidos com o evento. Para eles foi muito importante poder contribuir com esta ação envolvendo um trabalho que já está sendo desenvolvido há meses na organização com uma atividade que inclui outras instituições. Cerca de 180 pessoas, entre voluntários e organizadores, participaram desta ação e a quantidade de lixo retirada do Rio Atuba foi de 2,8 toneladas em 2,5 km percorridos. Itens de higiene pessoal, sacolas e sacos, embalagens de alimentos, garrafas PET e garrafas em geral, foram retirados de dentro do rio. Porém o que mais chamou a atenção dos voluntariados nesta ação foi a coleta de alguns itens exóticos como: sofás, louças, vaso sanitário, pneus, cadeiras de escritório, roupas e tecidos. Impressiona o fato de ver tanto lixo descartado incorretamente, mas é necessário fazer ações nesse sentido para conscientizar as pessoas de que é importante cada uma fazer a sua parte e descartar corretamente o seu lixo. Certamente evitar o descarte de qualquer tipo de lixo, por menor que seja, em locais não apropriados, já ajuda. As sacolas e tecidos quando encontram pedras ou galhos nas beiras de rios se tornam uma rede de acúmulo de muitos outros resíduos”, ressalta Luciano que foi voluntário em todas as ações que a Ordem Rosacruz participou. Para ele é animador o crescimento de voluntários a cada ano em que acontece o mutirão, esforço que não termina ao final do dia do evento e que também não pode ser limitado somente em um trabalho coletivo, mas sim, diário e individual. O trabalho de conscientização deve surtir efeito na comunidade para a diminuição de descarte de resíduos nos rios, mares, vias fluviais e na natureza com um todo, evitando por fim poluição, contaminação e diversas consequências já conhecidas, pois tais componentes prejudicam a vida nesses ambientes e impactam diretamente no equilíbrio da natureza. É um trabalho que deixou de ser preventivo, mas sim, necessário por conta das consequências atuais. “O planeta anseia por uma atitude da humanidade: façamos individualmente o nosso papel preventivo e corretivo com compromisso e em colaboração”, finaliza Luciano.
Claudio Mazzucco, Imperator da AMORC, concede entrevista para TVR1 da Romênia
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Os ensinamentos místicos da Ordem Rosacruz, AMORC, são apresentados em livretos chamados monografias, e as lições são divididas em duas seções principais – a seção do Neófito e a seção do Templo. Visando atender melhor os seus membros, a Grande Loja está disponibilizando, através de seu portal, uma área exclusiva para Afiliados Rosacruzes. Esta área permitirá que o próprio rosacruz acompanhe o andamento dos seus estudos, atualize seu cadastro e tenha acesso a informações restritas a membros, à revista “O Rosacruz” digital e outras funcionalidades. O acesso a esta área se dá pelo Portal Rosacruz – https://afiliado.amorc.org.br Revistas digitais Se você optou por receber a revista “O Rosacruz” somente no formato digital, pedimos que entre no nosso portal e confirme sua escolha para que possamos cessar o envio das revistas impressas. Lembramos da importância desta opção por pelo menos duas boas razões: você estará ajudando a sua Grande Loja a diminuir as despesas operacionais, o que reflete diretamente nas trimestralidades dos nossos membros, e – mais importante – estará contribuindo para a sustentabilidade do planeta, pois o papel é oriundo de árvores que, mesmo sendo de reflorestamento, fazem parte de um longo processo que traz consequências não negligenciáveis ao meio ambiente. A revista “AMORC-GLP” estará no ambiente online de forma mais completa do que a impressa. Isto porque, como é um boletim informativo sobre as atividades em nossos Organismos Afiliados, nem sempre há a possibilidade de se colocar todas as fotos dos eventos ocorridos nos mesmos. No formato digital, não há limitação de espaço, permitindo que as reportagens saiam na íntegra. Perguntas e Respostas 1) Quem poderá acessar o ambiente de monografias virtuais? Somente rosacruzes habilitados, isto é, a partir do aceite do ingresso na AMORC. 2) Como eu posso me cadastrar na Área do Afiliado? É simples: tenha em mãos seus dados pessoais e seu código de afiliação na Ordem. Caso alguma informação digitada não coincida com as registradas no sistema da AMORC, este informará e será necessário entrar em contato telefônico com a Grande Loja. 3) Será feito algum controle de acesso? Sim, serão liberados apenas materiais aos quais o membro já estiver apto a acessar. Isto facilitará inclusive o acompanhamento de membros duais, pois o acesso às monografias é individual e elas serão liberadas conforme o estudo de cada um, inclusive com login e senha próprios. Há necessidade também de aceitar o termo de responsabilidade e confidencialidade que estará disponível antes da liberação do acesso ao ambiente. 4) Posso acessar a Área do Afiliado por meio de algum dispositivo móvel? Sim, o sistema permite o acesso através de outros dispositivos como smartphones e tablets, mas fica a seu critério decidir o acesso ideal para você. 5) Poderei imprimir as monografias? Sim, mas elas serão impressas com uma marca d’água que identificará o membro que a imprimiu. Esta é uma questão de segurança quanto à confidencialidade dos conteúdos. 6) Posso continuar a receber as monografias impressas? Sim, nossos membros terão a liberdade de optar por uma das modalidades de estudo ou por ambas. Se você escolher somente a modalidade virtual, se beneficiará de uma pequena redução na trimestralidade, a qual será anunciada no momento do lançamento. Em outubro será emitida uma circular especial com todas as inovações referentes aos estudos. 7) Será possível antecipar as monografias na internet? O ciclo trimestral permanecerá incluindo suas regras evolutivas de estudo e o membro só terá acesso à próxima etapa quando tiver cumprido a etapa anterior. O formato digital é apenas um meio para alcançar as monografias na internet de maneira integrada, protegida e individualizada. 8) Poderei acessar as monografias quando eu desejar? Sim, cada monografia estudada estará sempre a sua disposição na internet quando desejar e será disponibilizada também no formato PDF para que seja possível a leitura em outros dispositivos mesmo desconectados da internet. Lembramos que no formato PDF haverá as marcas de proteção citadas acima. Todas as funcionalidades, com exceção das monografias online, já estão à disposição em nosso site www.amorc.org.br. O setor de atendimento da GLP está à disposição para dirimir qualquer dúvida que surja quanto à utilização desta nova ferramenta através do e-mail atendimento@amorc.org.br e pelo fone (41) 3351-3000. Esperamos que os benefícios desta nova modalidade de estudo sejam visíveis no seu relacionamento com a sua Grande Loja, cuja existência tem por objetivo servir aos buscadores rosacruzes. “Área do Afiliado – Acesse!”
Flores no Jardim Cósmico
Flores no Jardim Cósmico O sentido da nossa vida como seres humanos no mundo é o de que ela é meio para um fim que a transcende. Ou seja, é através dela que se cumpre a finalidade ou razão de ser de nossa existência como tais seres, mas não é nela mesma que está essa finalidade. Um indício desse sentido da vida humana é a sua transitoriedade. Como tudo o que tem começo, duração e fim, nossa vida não pode ter razão de ser em si mesma. Do contrário teria se originado ao nosso nascimento de um “nada absoluto” – um absurdo; e ao se encerrar quando da nossa morte, qualquer que tivesse sido sua duração, estaria recaindo num “nada absoluto” – novamente um absurdo. Originamo-nos necessariamente em algo transcendente que precede nossa existência e nossa vida no mundo e que não pode ser um “nada absoluto”. Destinamo-nos necessariamente a esse mesmo algo transcendente que persiste após nossa vida no mundo e que não pode ser um “nada absoluto”. Por conseguinte, na realidade não somos seres em sentido absoluto; isto é, seres com essência imanente, natureza própria. Somos seres em sentido relativo, manifestando funções do ser absoluto e necessariamente único, eterno e infinito… do Ser Essencial que nos precede e subsiste, que é fonte (origem), sede (essência) e destino (resolução final) de tudo. Temos mais propriamente a natureza de fenômeno do que a de ser. Vale dizer, a natureza de algo que tem começo, duração e fim, no tempo e no espaço, e que é parcialmente observável, objetivamente perceptível e compreensível. A planta florífera… sem flores… agora com botões. E as flores desabrocham e cumprem sua função na vida da planta. Depois murcham e caem da planta no solo; “morrem”, deixam de existir como flores “vivas”, apodrecem e se decompõem no solo, deixando finalmente de existir como flores. A planta florífera… sem flores… A mesma planta florífera… agora com novos botões. E as flores desabrocham e cumprem sua função na vida da planta. Depois… A planta florífera e as flores: A planta… o “ser” que é fonte, sede e destino das flores. As flores… que não existem por si mesmas nem para si mesmas, mas que existem por força de leis físico-químicas da natureza da planta e se manifestam num sistema físico-químico que possibilita o cumprimento de sua necessária função na vida da planta. O universo. Sistema complexo composto de coisas, fenômenos e seres… Coisas? Seres? Não! Fenômenos. O universo é composto de fenômenos… inclusive o ser humano! Todos esses fenômenos manifestando potencialidades do Ser Essencial e cumprindo funções naturais na vida Dele… inclusive o ser humano! O universo: coisas, fenômenos e seres… fenômenos… flores no Jardim Cósmico! O ser humano… flor no Jardim Cósmico. Flor… por que não rosa… a desabrochar pela cruz da vida no mundo… na Vida do Ser Essencial? A roseira e as rosas: A roseira… o “ser” que é fonte, sede e destino das rosas. As rosas… que não existem por si mesmas nem para si mesmas, mas que existem por força de leis da natureza da roseira e se manifestam num sistema físico-químico transitório que possibilita o cumprimento de sua função necessária na vida da roseira. Rosas… que nascem, desabrocham e morrem… nascem, desabrocham e morrem… nascem, desabrocham e morrem… nascem… desabrocham… à plenitude de serem na roseira! Nossa vida, então, requer que lhe demos um sentido que a transcenda… algo que passe por ela e evolua (desabroche…) para se realizar num estado de ser sublime, num fenômeno sublime (fragrância maravilhosa no Jardim Cósmico!). Jardim Cósmico… misterioso e mágico… místico! Transcendência florífera que produz diferentes flores: rosas… que desabrocham na Vida do Ser Essencial… e também girassóis… que se voltam para o Sol e se deixam iluminar! Assim se completa o sentido da nossa vida como seres humanos no mundo: pela dedicação a valores, gostos, interesses e objetivos que propiciem o nosso desabrochar para a sublimidade na Vida do Ser Essencial e o nosso direcionamento da consciência para a Luz do Ser Essencial. Rosas… e girassóis… no Jardim Cósmico… todas irmãs por divina genealogia… no Amor do Ser Essencial! Nota: Este artigo apresenta a ideia fundamental do livro “Ser no Ser – Teorema e Credo da Vida Humana”, do mesmo autor.






