Hoje a meditação é assunto comum nas conversas. Todavia, o assunto não pode ser tratado descuidadamente. Tem uma força e um sentido pouco compreendidos pelo cidadão comum. A meditação é um dos mais importantes recursos para atingirmos a harmonia tão buscada nos nossos dias. A pratica correta combate o stress e produz o bem-estar necessário para o nosso equilíbrio físico, mental e espiritual. Por esta razão é utilizada como um meio eficaz contra a depressão e outros males que afligem a alma. Os ensinamentos Rosacruzes propõem uma técnica especial, desenvolvida através dos séculos, pela qual o Eu é inteiramente preparado para alcançar a completa harmonia e identificação com a Consciência Divina. Quanto maior a necessidade e quanto maior o amor em nosso coração enquanto meditarmos, maior será nosso proveito. A resposta ou a inspiração poderão vir no momento da meditação ou mais tarde. Isso não importa. PARTICIPE! Serviço Evento: Meditação aberta ao público realizada pela Grande Loja Local: Auditório H. Spencer Lewis Endereço: Rua Nicarágua, 2620 – Bacacheri – 82515-260 – Curitiba, Paraná Entrada: Gratuita Horário: Quartas-feiras às 15h, (duração de 40 minutos)
Festa da Luz da Grande Loja com o alinhamento zenital – Dia 13/12/18 às 13h00
O Memorial Rosacruz e a Hierofania. No princípio, era o Monte Sagrado… Para os antigos egípcios o sol era Rá, divindade criadora do mundo e da humanidade. Na mitologia egípcia, o deus sol surgiu de uma montanha chamada Ben Ben. As pirâmides egípcias são representações desta montanha primordial e eram símbolos da crença egípcia em Rá. O momento em que os raios solares tocavam as pirâmides e irradiavam seu reflexo da luz, representavam a criação e recriação do mundo, ou seja, um eterno devir. Muitas construções criadas pelos egípcios antigos possuem alinhamentos com corpos celestes, cujo principal é o sol que ilumina em determinados períodos do ano certos espaços circunscritos no templo considerados como os mais sagrados denominados de Sancta Sanctorum, ponto onde ocorriam as mais elevadas cerimônias. O Memorial Rosacruz e o Complexo do Bosque Rosacruz estão permeados de certos símbolos que, muitas vezes, só podem ser percebidos pelos iniciados que, preparados, estão aptos para levantar o Véu de Ísis que a tudo oculta. O sol no ápice e sua irradiação em um objeto com significado para uma determinada cultura, pode ser considerado um fenômeno denominado hierofania, que significa “demonstração do sagrado”. Esse conhecimento astronômico presente no Egito Antigo, pode ser também visualizado no Bosque Rosacruz, em Curitiba. No Memorial Rosacruz, a pirâmide ali instalada além de evocar a Grande Pirâmide – símbolo importante para as iniciações rosacruzes, também foi projetada, especialmente, para receber a luz do sol zenital a partir da segunda quinzena de novembro até a primeira quinzena de janeiro. O ápice dessa iluminação ocorre no dia 13 de dezembro, próximo às 13h10, sob o signo zodiacal de Escorpião. Esse período contempla a passagem do equinócio da primavera para o solstício de verão no hemisfério sul, próximo ao momento que nós Rosacruzes comemoramos a Festa da Luz, evento assaz significativo no mundo esotérico. Neste momento, saudamos nossa Tradição em perfeita consonância com as Escolas de Mistérios egípcias da antiguidade e a Luz como símbolo do conhecimento e do bem. Serviço Festa da Luz da Grande Loja com o alinhamento zenital Data: 13 dezembro de 2018 Horário: 13h00 Local: Bosque Rosacruz – Ordem Rosacruz (AMORC) Endereço: Rua Nicarágua, 2620 – Bacacheri – 82515-260 – Curitiba, Paraná. Entrada: Franca
Sonhos – Mensageiros da Alma
Sonhos… Um dos fenômenos mais misteriosos envolvendo o ser humano. Motivo de debate e polêmica através das eras, continua sendo objeto de fascínio para a maioria. Tratando da abordagem psicológica (freudiana e junguiana), e da abordagem mística, o autor de “Sonhos, Mensageiros da Alma” nos oferece um estudo equilibrado e elucidativo sobre os sonhos. A linguagem do sonho é simbólica e utiliza-se de elementos originais e particulares para nos transmitir uma mensagem. Isto significa que, pelo fato de possuirmos experiências pessoais armazenadas, o elemento chave para a interpretação dos sonhos é aquele que sonha. Neste diapasão, os dicionários de sonhos à venda nas livrarias nos dão a vã tentativa de capturar estes símbolos e generalizá-los. São desenvolvidos no livro temas centrais envolvendo a atividade onírica, como a consciência subjetiva, o subconsciente, a consciência cósmica, a programação dos sonhos, o seu simbolismo psicológico, os sonhos lúcidos e a projeção psíquica. Possa o leitor usufruir este livro de forma que ele venha a se tornar uma ferramenta de trabalho mais do que um compêndio de informações. Bons Sonhos! Conheça a biblioteca rosacruz e vivencie emoções diferentes através da leitura! Clique aqui
Código de Vida Rosacruz – Artigo Décimo
Código de Vida Rosacruz – Artigo Décimo Por CHRISTIAN BERNARD, FRC Imperator Emérito da AMORC Neste artigo, publicamos os comentários do autor ao artigo décimo do Código Rosacruz de Vida, publicado no livro da AMORC com o mesmo nome: “Não faça alarde de suas realizações nem se vanglorie de seu conhecimento Rosacruz. Pode ser um Rosacruz, como Membro da Fraternidade, mas um Rosacruz em conhecimento e poder; o maior e mais evoluído nos estudos, indigno do título de Rosacruz. Declare-se, não um Mestre, mas um estudante Rosacruz, sempre estudante, eternamente”. – Código Rosacruz de Vida Ser Rosacruz não é, com efeito, declarar-se Membro da fraternidade, isto é, da Ordem Rosacruz, AMORC, porque se paga regularmente a quota mensal estabelecida estando, assim, perfeitamente em dia com os compromissos financeiros. Não é também, receber e simplesmente ler os ensinamentos Rosacruzes. Ser Rosacruz é viver o rosacrucianismo e aplicar as leis, os princípios e as regras que nossa tradição nos transmite, progressivamente, para exercitarmos seu bom uso e aprendermos a nos servir deles, de forma completa, e sem possibilidade de erro. Se, portanto, é assim que agimos em nossa senda mística, não há dúvida de que uma das qualidades fundamentais que adquirimos rapidamente é a humildade. Não nos daremos conta, ao progredir, de que quanto mais avançamos, mais ainda teremos que aprender e a colher, no campo infinito que a iniciação Rosacruz faz descortinar-se. A sagrada lei do silêncio também se nos imporá e, em nenhum momento, se formos verdadeiros e sinceros, teremos a ideia de ostentar nossas obras e de nos vangloriar de nosso conhecimento Rosacruz. Todos os textos sagrados do mundo evidenciam, com diferentes expressões, que no terreno de nossas obras e de nossos atos a serviço dos outros, ou mesmo do misticismo, a mão direita deve ignorar o que faz a esquerda, e este artigo do “Código Rosacruz de Vida” faz-nos lembrar disso, de maneira solene. Por outro lado, quase chega a ser com severidade, uma severidade estimulante para os buscadores como nós, que ele expressa uma verdade profunda e de todos os tempos: “Em conhecimento e poder, o maior e mais evoluído de nós não passa de neófito nos estudos, indigno do título de Rosacruz”. Como o maior ou mais evoluído em conhecimento e realização interior, em um conhecimento que é uma doutrina sagrada e em uma realização que é consciência – “consciência cósmica” – poderá se vangloriar, ele que já alcançou um nível tal em que pode contemplar a imensidade do que ainda lhe resta descobrir? Segundo o fundador do atual ciclo de nossa Ordem, Dr. H. Spencer Lewis, ele poderá, com a visão e as convicções adquiridas, apresentar-se somente como um “neófito”, dando a esta palavra o sublime valor de estudante do alto conhecimento, isto é, do misticismo puro e sagrado de nossa venerada Ordem Rosacruz. As palavras deste artigo que mais nos impressionarão, creio que serão as últimas: “Declare-se, não um Mestre, mas um estudante Rosacruz – sempre estudante – eternamente”. Existe, nestas palavras, um poder que nos abala, como Rosacruzes que somos, até as profundezas de nosso ser: estudante, estudante Rosacruz, estudante eterno! Que grandiosidade contém esta frase e que incentivo representa, quando se sabe que tudo, no decorrer de nossa vida aqui embaixo e alhures, tem para nós valor de estudo e que nada é inútil, na alegria ou na dor, para o nosso último retorno, para nossa reintegração e fusão finais na Unidade. E quem poderá afirmar que, mesmo tendo atingido esta condição, não haverá um novo elemento de um estudo eterno? Não são nossos Mestres a prova disso, eles que, tendo atingido este nível sublime, velam por nossa Ordem e por nós, esforçando-se por resguardar o que é necessário à nossa evolução? Não estudam eles, constantemente, a melhor maneira de nos ajudar a nos reunirmos a eles? Até nisso eles permanecem nosso exemplo e nosso amparo O artigo dez do “Código Rosacruz de Vida” encerra, também, uma norma da qual todo o Rosacruz deveria lembrar-se, com frequência: “Declare-se, não um Mestre!” Nenhum de nós, certamente, ousaria expressar uma tal pretensão e, menos do que qualquer um, aqueles que, como requer a tradição, estão investidos em cargos e têm responsabilidades. Ser Mestre, no sentido deste artigo de nosso “Código”, é ter atingido a realização última da iniciação, é a reintegração, o estado final do desenvolvimento interior ao qual o iniciado pode ascender, ou o que isto pode representar no sagrado caminho do misticismo, e todo Rosacruz sabe que um Mestre jamais se declara como tal. É preciso recolocar esta pequena frase em seu contexto para compreender seu valor. Este décimo artigo forma um todo e, em sua integridade, reveste-se de uma excepcional importância, ao insistir na grandiosidade da condição de estudante Rosacruz. Daí ser o título mais elevado e mais nobre a que possamos aspirar, e, para o merecer, é necessário trabalhar com coragem e com perseverança, pondo em prática o que nos é ensinado e, este trabalho, esta aplicação, deve sempre ser presidida pela divina lei do amor. Que possamos ser, ao caminhar na senda de nossa Ordem, sempre dignos de nossa qualificação de Rosacruzes e que possamos ser, assim, neste mundo conturbado, exemplos, e uma grande esperança para os outros! Que o Cósmico os envolva, a cada instante, em sua poderosa proteção e em seu inesgotável amor!
Afiliação Rosacruz
Somos uma organização internacional, de natureza filosófica, iniciática e tradicional, que perpetua o Conhecimento dos iniciados do antigo Egito e, de um modo geral, a gnose secreta que os grandes pensadores têm transmitido desde a mais remota antiguidade.
O Legado do Saber
LITERATURA ROSACRUZ O Legado do Saber De vez em quando a Inteligência ou Mente Cósmica brilha com um fulgor diferente numa de suas expressões humanas – especialmente quando essa expressão humana está trilhando o Caminho da Harmonização Cósmica. É produzida então uma obra que faltava. Este livro pode ser visto assim: uma obra que faltava. Livro? Não. Portal mágico; portal de iniciação. Os Rosacruzes, que estão trilhando o Caminho da Harmonização Cósmica, sabem que os passos, nesse Caminho, são iniciações; e que cada iniciação é como o cruzamento de um portal mágico: o indivíduo entra um e sai outro. Entra pequeno (e precisa ser pequeno para entrar) e sai grande; entra ínfimo e sai imenso. Entra em trevas e angustiado, e sai inundado de Luz e cheio de sublime júbilo. Entra fraco e sai poderoso. Entra egocêntrico e sai motivado por verdadeiro amor. Este livro, principalmente se você é estudante Rosacruz e se o ler com o cérebro e o coração, seguindo a recomendação do autor, de que você faça uma pausa para reflexão e meditação a cada passo, poderá ser para você mesmo um mágico Portal de Iniciação, a algum grau. Você entrará pequeno e sairá maior; bem maior, expandido e mais profundo; e sentirá a jubilosa certeza que é o efeito natural da Luz da Mente Cósmica em qualquer uma de Suas expressões humanas. Além disso, terá o deleite da leitura agradável de um livro muito bem escrito. Como eu, há de se sentir grato ao autor por este ter deixado a Luz brilhar com este fulgor diferente e inspirador. Conheça a biblioteca rosacruz e vivencie emoções diferentes através da leitura! CLIQUE AQUI CONHEÇA Este áudio-book é uma iniciação. Estruturado como são os ensinamentos rosacruzes, somos guiados por três portais preliminares e nove portais de crescimento onde somos conduzidos à processos de reflexão e transformação. Disponível também em livro na Biblioteca Rosacruz. Indispensável. Acesse!
O Passado tem muito a Revelar – Ralph M. Lewis
Os poetas têm-se referido à vida como um palco, no qual cada um de nós desempenha um papel. Para alguns ela é o melodrama; para outros, a tragédia horrível ou o simulacro da comédia. Mas, para a maioria dos mortais, a vida é um entremeado de todas as gamas de emoções. A confrontação com as realidades da existência produz miríades de experiências. Algumas revivemos com alegria e orgulho; outras, no entanto, preferiríamos que o tempo e a idade velassem de nossa consciência. O passado já foi um presente fugaz. Com mais frequência, seus acontecimentos nos foram impostos. Como resultado, o que poderíamos ter aprendido com eles muitas vezes foi obscurecido pela atividade a que nos dedicávamos. Portanto, recordar não é fugir às exigências e responsabilidades do amanhã. A recordação pode nos dar uma perspectiva melhor e mais íntima de nossa vida. Pesquisador incansável, Fr. Ralph percorreu pessoalmente culturas até então não muito divulgadas, como Egito, Índia e Tibet, e nos traz destas paragens aquilo que aos olhos do místico é muito importante: a atenção ao que aconteceu verificado, quando possível, in loco, comprovando que o passado tem muito a revelar. A narrativa é suave, permeada de reflexões profundas à medida que o roteiro da viagem vai se desdobrando. Observamos pensamentos de contexto histórico e místico daquelas culturas. Ralph Lewis é um pensador que sabe valorizar a história porque a entende como um potencial de conhecimento. Ele prima por validar tradições que estão cobertas pela poeira dos tempos, mas que, não obstante, ainda conservam todo o seu frescor para aqueles que sabem extrair o “vinho novo de odres velhos”. Conheça a biblioteca rosacruz e vivencie emoções diferentes através da leitura! Clique aqui
Meditação pela Paz – Sou Responsável
MEDITAÇÃO PELA PAZ Sou Responsável PELA GUERRA… Quando orgulhosamente faço uso da minha inteligência para prejudicar o meu semelhante. Quando menosprezo as opiniões alheias que diferem das minhas próprias. Quando desrespeito os direitos alheios. Quando cobiço aquilo que uma outra pessoa conseguiu honestamente. Quando abuso da minha superioridade de posição, privando outros de sua oportunidade para progredir. Se considero apenas a mim próprio e a meus parentes pessoas privilegiadas. Quando me concedo direitos para monopolizar recursos naturais. Se acredito que outras pessoas devem pensar e viver da mesma maneira que eu. Quando penso que sucesso na vida depende exclusivamente do poder, da fama e da riqueza. Quando penso que a mente das pessoas deve ser dominada pela força e não educada pela razão. Se acredito que o Deus de minha concepção é aquele em que os outros devem acreditar. Quando penso que o país em que nasce o indivíduo deve ser necessariamente o lugar onde ele tem de viver. PELA PAZ… Se direciono correta e construtivamente os poderes da minha mente. Se concedo ao meu semelhante o direito pleno de se expressar, de acordo com seu próprio entendimento das verdades da vida. Se reconheço que os meus direitos cessam quando se iniciam os direitos de outros, e aceito isso como um mínimo indispensável de disciplina. Se faço uso dos poderes interiores para criar as minhas próprias oportunidades. Se consigo promover a evolução dos que me cercam, sem considerar ameaçada a minha posição, e entendo que esta é a minha maior fonte de sucesso. Se compreendo que as Leis Divinas diferem das criadas pelo Homem, e que nenhum direito divino especial é concedido a alguém unicamente por seu berço. Se reconheço que os recursos naturais devem servir indistintamente a todas as formas de vida, e que não me cabem direitos exclusivos sobre eles. Se compreendo que nada é mais livre do que o pensamento e que o pensamento construtivo transforma o Homem, direcionando-o à sua verdadeira meta. Quando sinto que toda felicidade depende do simples fato de existir… de estar de bem com a vida. Se percebo que todo ser humano pode vir a ser um grato amigo, quando convencido pela argumentação sincera. Se considero que “a Alma de Deus adquire personalidade no Homem”, e que este só pode conceber Deus a partir de sua própria percepção da Divindade. Se reconheço a mim e ao meu semelhante como partes integrantes do universo e que a cada um cabe a busca do lugar onde melhor possa servir. “Se estou em paz, eu promovo a paz dos que me cercam. Por sua vez, eles promovem a paz daqueles que estão à sua volta e que também farão o mesmo. Então, a paz começa por mim! E sem ela não pode haver a necessária transformação social.” – Ralph Maxwell Lewis, FRC
Tothmea – Reconstrução facial forense
Quem é “Tothmea” “Tothmea” foi uma egípcia que viveu provavelmente no final do Terceiro Período Intermediário (1070 – 712 a. C.) ou no início do Período Tardio (c. 712 – 332 a. C.) – entre os séculos VI ou VII a. C.. Isto significa que ela é pelo menos 500 anos mais velha do que Jesus Cristo. Não sabemos muito sobre sua vida, até mesmo seu nome verdadeiro não é conhecido. Ela recebeu o apelido de “Tothmea” de um senhor chamado Farrar, em 1888, como homenagem aos faraós Tothmés, os quais governaram o Egito durante a 18ª dinastia (entre os anos de 1504 e 1425 a. C.). De acordo com uma das fontes escritas que consultarmos, datada de 1888, havia uma inscrição no ataúde de “Tothmea” a qual mencionava que ela teria se dedicado a serviço de Ísis. Sabemos que suas funções não eram propriamente sacerdotais, mas não podemos descartar a possibilidade de que ela tenha atuado como cantora ou até mesmo como musicista de um santuário da deusa. Do Egito para os Estados Unidos: “Tothmea” foi descoberta em uma necrópole de Tebas Ocidental na segunda metade do século XVIII. Em 1885, um secretário do governo americano chamado Samuel Sulivan Cox que visitava o Egito recebeu duas múmias do khediva Mohamed Pasha Tewfik. Ao retornar para Washington, em 1886, doou uma das múmias para o Smithsonian Institution ainda no mesmo ano. A outra, chamada posteriormente “Tothmea”, foi adquirida por H. C. Farrar, diretor do Museu George West em Round Lake. Em agosto de 1888, a múmia foi parcialmente desenfaixada em um auditório na Vila de Round Lake. A foto ao lado nos mostra a aparência de “Tothmea” e os experts que conduziram a realização da “cerimônia de desenfaixar”. Da esquerda para a direita aparecem: Prof. Lancing, “Tothmea”, Capitão Rogers (ao fundo), Bispo Newman e o Dr. Farrar (?). “Tothmea” permaneceu em exposição no Museu George West até 1918. No ano seguinte a instituição foi fechada. O acervo do museu foi desfeito, e a múmia acabou em um celeiro sob a responsabilidade de um senhor chamado Garnsey. Nesta época “Tothmea” era vista “perambulando” por Round Lake, pois garotos costumavam levá-la a passeio em uma carruagem. Provavelmente na década de trinta um professor, chamado Flanking Clute, se responsabilizou pela curadoria de “Tothmea”. Em 1939, ele decidiu deixá-la no Museu Schenectady. Nesta instituição a múmia foi exposta algumas vezes, mas acabou sendo esquecida, permanecendo guardada no porão. Posteriormente a 1975, o diretor George H. Cole decidiu exibi-la para um programa educativo em uma estação de televisão local. O Processo de Mumificação de “Tothmea”: De acordo com as informações referentes ao estado atual de conservação da múmia, pesquisadas durante os anos de 1997-1998, e a análise das imagens obtidas pela tomografia, cujo exame foi realizado no dia 11 de agosto de 1999, com o auxílio do Dr. Ênio Rogacheski (Chefe do Setor de Radiologia do Hospital das Clínicas/UFPR) foi possível reconstituir-mos o processo de mumificação ao qual “Tothmea” foi submetida. As cerimônias funerárias devem ter sido realizadas por sua família, em seguida “Tothmea” foi levada para o local do embalsamamento. Após um ritual de purificação, os embalsamadores iniciaram o processo com a extração do cérebro, realizada através das narinas. No interior do crânio foi injetado uma resina de origem vegetal (vestígios da mesma podem ser vistos na foto). Posteriormente dois tampões, feitos com pedaços de linho torcido, foram colocados nas cavidades nasais, lacrando-as. Os globos oculares não foram retirados, ambos encontram-se em bom estado de conservação. A evisceração foi realizada pelo método tradicional: uma incisão no lado esquerdo do abdômen. Os intestinos, rins, estômago e fígado foram extraídos. O diafragma foi perfurado para retirada dos pulmões e estranhamente, neste caso, o coração. As imagens do tórax revelaram que somente o saco pericárdico (membrana que envolve o coração), conserva-se acima da coluna vertebral. Este órgão, retirado por engano, deveria ter sido recolocado de acordo com os preceitos religiosos. As vísceras foram tratadas e guardadas, provavelmente, em vasos canópicos. Seguiu-se, neste ponto, uma nova etapa: o enchimento temporário do corpo. No caso de “Tothmea” os enchimentos só foram colocados na região do abdômen, e em pouca quantidade. O corpo foi então recoberto com natrão (mistura de carbonato, bicarbonato, sulfato e cloreto de sódio) por aproximadamente 35 dias. Após a desidratação, o excesso de natrão bem como os enchimentos temporários foram removidos. Os embalsamadores provavelmente lavaram o corpo e iniciaram a colocação do enchimento permanente. A tomografia revelou que as cavidades torácica e abdominal não foram completamente preenchidas. Apenas dois grandes rolos de linho foram colocados em ambos os lados da coluna vertebral, e sobre estes foi vertida resina (observe as duas setas na foto). Após a preparação final do interior do corpo, inúmeros pedaços de linho foram inseridos pela abertura, vedando-a. Verificamos que a face de “Tothmea” foi coberta com resina e, posteriormente, tal como o crânio, envolvida por inúmeras faixas de linho. Os embalsamadores enfaixaram os membros superiores separados do restante do tórax. Posteriormente estes foram dispostos ao longo do corpo, com as mãos sobre a região pubiana. Os membros inferiores foram, envolvidos separadamente com várias camadas de faixas, e posteriormente com uma nova seqüência unindo-os. Grande parte das faixas restantes de “Tothmea” contém vestígios de resina. Esta foi aplicada somente nas camadas internas para mantê-las unidas. Ao término do processo, “Tothmea” deve ter sido devolvida, como de costume, à sua família para a realização dos ritos funerários, a fim de que ela pudesse viver para sempre. Texto de autoria do arqueólogo Prof. Moacir Elias Santos (Pesquisador do Projeto “Tothmea” criado no Museu Egípcio e Rosacruz em 1997).
Ordem Guias do Graal
A sede da Ordem Guias do Graal, localizada no endereço 115 da Rua Achile Stenghel, foi oficialmente inaugurada em 22 de outubro de 2014, durante a primeira Convenção da OGG. O evento contou com a presença ilustre de nosso Venerabilíssimo Imperator, Christian Bernard, bem como do Grande Mestre Emérito de Língua Portuguesa, Frater Hélio de Moraes e Marques, que juntos desvelaram a faixa inaugural.





