A Força De um ponto de vista tradicional, dizemos que o homem foi criado à imagem de Deus. Ele recebeu, então, no momento de sua criação, “a força”. No plano místico, esta força é sua aptidão para concentrar cada um de seus pensamentos, de suas palavras e de suas ações na direção do Absoluto divino. Ela representa o estado de consciência o qual denominamos de “estado Crístico”, de “estado Búdico” e de outros nomes mais. Pessoalmente, o chamarei “estado Rosacruz”. A força à qual me refiro é perfeitamente ilustrada na narrativa alegórica de Davi e Golias. Esta é uma profunda ilustração de seu poder. O jovem Davi, com a ajuda de um seixo, faz tombar o gigante Golias, acertando-o mortalmente na fronte. Quando sabemos que o futuro rei Davi simboliza o poder da espiritualidade, neste conto, e Golias o poder da materialidade, compreendemos melhor a que ponto o pensamento vence a matéria. Isto mostra que a nossa força não deve ser aquela do corpo, mas sim a da alma. Encontramos uma outra ilustração deste princípio na décima primeira carta do tarô, onde a força é simbolizada por uma jovem mulher a qual, apenas com suas mãos, mantém aberta a boca de um leão. É evidente que a força aqui representada nada tem de física. Aí também ela simboliza a supremacia da força da alma sobre a do corpo. Isto não significa que a energia corporal não possa servir a alguma finalidade espiritual: exatamente o contrário. Com efeito, o corpo e suas funções servem de veículo à alma e lhe permitem evoluir no contato com o mundo material. Ao falarmos, utilizamos os órgãos da voz para exprimir aquilo em que pensamos. Nesse momento, requisitamos uma parte de nossa força física. A melhor prova é que a intensidade de nossas palavras está intimamente ligada ao nosso estado mental e emocional do momento. Assim, quando estamos exasperados ou em cólera, temos a tendência, conforme se diz familiarmente, de levantar a voz, isto é, de concentrar em nossa voz uma força maior do que a habitual. Ao contrário, quando estamos em prece, de uma maneira que não mentalmente, as palavras que pronunciamos se perdem num vago sussurrar. A força de nossas palavras reflete com frequência o nosso estado interior, ou seja, o nosso estado de alma. O mesmo se aplica aos movimentos que fazemos. Por exemplo, um ato ritual nada tem a ver com um gesto de ira. O interesse desta relação corpo-mente-alma reside no fato de que podemos agir e reagir sobre nosso estado interior, observando a intensidade da força que manifestamos em nosso comportamento. Para retornar ao exemplo da cólera, o fato de tomar consciência de que falamos muito alto e que nossos gestos são discordantes deveria nos incitar a agir mentalmente sobre nós mesmos para nos acalmarmos. Infelizmente, por falta de vontade e de mestria, não é sempre que pensamos fazê-lo. Inversamente, quando fazemos nossas preces ou meditamos, nos devotamos a permanecer calmos e descontraídos, a fim de estarmos receptivos interiormente. Assim, creio que a força do ser humano reside não apenas em seu poder de concentração mental, mas também em sua aptidão de dominar aquilo que diz e faz, isto é, suas palavras, seus gestos e suas ações. Agindo assim, ele coloca todo o seu ser a serviço da alma que evolui por meio dele e contribui positivamente para sua evolução espiritual. Essa tomada de consciência é a chave mestra da verdadeira força e do domínio de si mesmo. Que a força esteja sempre em você e que ela lhe ajude a atravessar a vida com sucesso e serenidade.
Dia Mundial de Limpeza de Rio e Praias
A Ordem Rosacruz – AMORC participou ativamente da ação do Dia Mundial de Limpeza de Rio e Praias A Ordem Rosacruz, AMORC é comprometida com ações de conscientização ambiental e, pela quarta vez, participou ativamente da ação do “Dia Mundial de Limpeza de Rio e Praias”. Um dia dedicado a retirar lixos dos rios marcou o sábado dia 21 de setembro, e o escolhido foi o Rio Atuba. Com organização da ONG Ocean Conservancy, todo o lixo coletado pelos voluntários é catalogado, pesado e fotografado. Depois de compilados esses dados são mandados para o Centro de Conservação dos Oceanos (Ocean Conservancy) para análise estatística que será encaminhada para a ONU, responsável pela Comissão Intergovernamental Oceanográfica (IOC). Essa ação faz parte de um movimento internacional (International Coastal Cleanup) que reúne voluntários em todo o mundo para a conscientização da importância da conservação de rios e praias. O mutirão de limpeza dos rios e praias faz parte de um programa de educação ambiental que mobiliza milhares de pessoas em todo o planeta e é realizado em mais de 100 países. Para o colaborador Luciano Bastos, a Ordem Rosacruz atua ativamente em apoio ao evento assumindo responsabilidades como patrocinador e com um número expressivo de voluntários para a ação, “a sede da Ordem é o ponto de encontro onde todas as pessoas envolvidas com a ação se encontram. Aqui é oferecido o café da manhã, realiza-se a organização para o credenciamento e é o ponto de partida do deslocamento até o local da ação”, explica Luciano. O Dia Mundial de Limpeza de Rio e Praias reforça o compromisso da AMORC com o Pacto Global da ONU e a Carta da Terra. A participação da AMORC é orientada através do projeto dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis – ODS em prol do meio ambiente que sustenta o compromisso da AMORC com o Planeta. E neste ano foi possível incluir um dos projetos dos ODS da AMORC (Grupo D – Limpeza do Rio Atuba) na ação. “O objetivo deste trabalho além de contribuir com uma meta global é, sem dúvida, mostrar que, muito mais que belas palavras, é fundamental uma ação prática e voluntária. Pensar e fazer é um compromisso de todos!”, ressaltam os colaboradores frisando a importância de se trabalhar em equipe para alcançar um resultado positivo e satisfatório. Todos os representantes do Grupo D – Limpeza do Rio Atuba, dos trabalhos dos ODS da AMORC, estiveram presentes e comprometidos com o evento. Para eles foi muito importante poder contribuir com esta ação envolvendo um trabalho que já está sendo desenvolvido há meses na organização com uma atividade que inclui outras instituições. Cerca de 180 pessoas, entre voluntários e organizadores, participaram desta ação e a quantidade de lixo retirada do Rio Atuba foi de 2,8 toneladas em 2,5 km percorridos. Itens de higiene pessoal, sacolas e sacos, embalagens de alimentos, garrafas PET e garrafas em geral, foram retirados de dentro do rio. Porém o que mais chamou a atenção dos voluntariados nesta ação foi a coleta de alguns itens exóticos como: sofás, louças, vaso sanitário, pneus, cadeiras de escritório, roupas e tecidos. Impressiona o fato de ver tanto lixo descartado incorretamente, mas é necessário fazer ações nesse sentido para conscientizar as pessoas de que é importante cada uma fazer a sua parte e descartar corretamente o seu lixo. Certamente evitar o descarte de qualquer tipo de lixo, por menor que seja, em locais não apropriados, já ajuda. As sacolas e tecidos quando encontram pedras ou galhos nas beiras de rios se tornam uma rede de acúmulo de muitos outros resíduos”, ressalta Luciano que foi voluntário em todas as ações que a Ordem Rosacruz participou. Para ele é animador o crescimento de voluntários a cada ano em que acontece o mutirão, esforço que não termina ao final do dia do evento e que também não pode ser limitado somente em um trabalho coletivo, mas sim, diário e individual. O trabalho de conscientização deve surtir efeito na comunidade para a diminuição de descarte de resíduos nos rios, mares, vias fluviais e na natureza com um todo, evitando por fim poluição, contaminação e diversas consequências já conhecidas, pois tais componentes prejudicam a vida nesses ambientes e impactam diretamente no equilíbrio da natureza. É um trabalho que deixou de ser preventivo, mas sim, necessário por conta das consequências atuais. “O planeta anseia por uma atitude da humanidade: façamos individualmente o nosso papel preventivo e corretivo com compromisso e em colaboração”, finaliza Luciano.
Claudio Mazzucco, Imperator da AMORC, concede entrevista para TVR1 da Romênia
Explore a Plataforma Exclusiva para Afiliados Rosacruzes e Transforme sua Jornada de Aprendizado.
Os ensinamentos místicos da Ordem Rosacruz, AMORC, são apresentados em livretos chamados monografias, e as lições são divididas em duas seções principais – a seção do Neófito e a seção do Templo. Visando atender melhor os seus membros, a Grande Loja está disponibilizando, através de seu portal, uma área exclusiva para Afiliados Rosacruzes. Esta área permitirá que o próprio rosacruz acompanhe o andamento dos seus estudos, atualize seu cadastro e tenha acesso a informações restritas a membros, à revista “O Rosacruz” digital e outras funcionalidades. O acesso a esta área se dá pelo Portal Rosacruz – https://afiliado.amorc.org.br Revistas digitais Se você optou por receber a revista “O Rosacruz” somente no formato digital, pedimos que entre no nosso portal e confirme sua escolha para que possamos cessar o envio das revistas impressas. Lembramos da importância desta opção por pelo menos duas boas razões: você estará ajudando a sua Grande Loja a diminuir as despesas operacionais, o que reflete diretamente nas trimestralidades dos nossos membros, e – mais importante – estará contribuindo para a sustentabilidade do planeta, pois o papel é oriundo de árvores que, mesmo sendo de reflorestamento, fazem parte de um longo processo que traz consequências não negligenciáveis ao meio ambiente. A revista “AMORC-GLP” estará no ambiente online de forma mais completa do que a impressa. Isto porque, como é um boletim informativo sobre as atividades em nossos Organismos Afiliados, nem sempre há a possibilidade de se colocar todas as fotos dos eventos ocorridos nos mesmos. No formato digital, não há limitação de espaço, permitindo que as reportagens saiam na íntegra. Perguntas e Respostas 1) Quem poderá acessar o ambiente de monografias virtuais? Somente rosacruzes habilitados, isto é, a partir do aceite do ingresso na AMORC. 2) Como eu posso me cadastrar na Área do Afiliado? É simples: tenha em mãos seus dados pessoais e seu código de afiliação na Ordem. Caso alguma informação digitada não coincida com as registradas no sistema da AMORC, este informará e será necessário entrar em contato telefônico com a Grande Loja. 3) Será feito algum controle de acesso? Sim, serão liberados apenas materiais aos quais o membro já estiver apto a acessar. Isto facilitará inclusive o acompanhamento de membros duais, pois o acesso às monografias é individual e elas serão liberadas conforme o estudo de cada um, inclusive com login e senha próprios. Há necessidade também de aceitar o termo de responsabilidade e confidencialidade que estará disponível antes da liberação do acesso ao ambiente. 4) Posso acessar a Área do Afiliado por meio de algum dispositivo móvel? Sim, o sistema permite o acesso através de outros dispositivos como smartphones e tablets, mas fica a seu critério decidir o acesso ideal para você. 5) Poderei imprimir as monografias? Sim, mas elas serão impressas com uma marca d’água que identificará o membro que a imprimiu. Esta é uma questão de segurança quanto à confidencialidade dos conteúdos. 6) Posso continuar a receber as monografias impressas? Sim, nossos membros terão a liberdade de optar por uma das modalidades de estudo ou por ambas. Se você escolher somente a modalidade virtual, se beneficiará de uma pequena redução na trimestralidade, a qual será anunciada no momento do lançamento. Em outubro será emitida uma circular especial com todas as inovações referentes aos estudos. 7) Será possível antecipar as monografias na internet? O ciclo trimestral permanecerá incluindo suas regras evolutivas de estudo e o membro só terá acesso à próxima etapa quando tiver cumprido a etapa anterior. O formato digital é apenas um meio para alcançar as monografias na internet de maneira integrada, protegida e individualizada. 8) Poderei acessar as monografias quando eu desejar? Sim, cada monografia estudada estará sempre a sua disposição na internet quando desejar e será disponibilizada também no formato PDF para que seja possível a leitura em outros dispositivos mesmo desconectados da internet. Lembramos que no formato PDF haverá as marcas de proteção citadas acima. Todas as funcionalidades, com exceção das monografias online, já estão à disposição em nosso site www.amorc.org.br. O setor de atendimento da GLP está à disposição para dirimir qualquer dúvida que surja quanto à utilização desta nova ferramenta através do e-mail atendimento@amorc.org.br e pelo fone (41) 3351-3000. Esperamos que os benefícios desta nova modalidade de estudo sejam visíveis no seu relacionamento com a sua Grande Loja, cuja existência tem por objetivo servir aos buscadores rosacruzes. “Área do Afiliado – Acesse!”
Flores no Jardim Cósmico
Flores no Jardim Cósmico O sentido da nossa vida como seres humanos no mundo é o de que ela é meio para um fim que a transcende. Ou seja, é através dela que se cumpre a finalidade ou razão de ser de nossa existência como tais seres, mas não é nela mesma que está essa finalidade. Um indício desse sentido da vida humana é a sua transitoriedade. Como tudo o que tem começo, duração e fim, nossa vida não pode ter razão de ser em si mesma. Do contrário teria se originado ao nosso nascimento de um “nada absoluto” – um absurdo; e ao se encerrar quando da nossa morte, qualquer que tivesse sido sua duração, estaria recaindo num “nada absoluto” – novamente um absurdo. Originamo-nos necessariamente em algo transcendente que precede nossa existência e nossa vida no mundo e que não pode ser um “nada absoluto”. Destinamo-nos necessariamente a esse mesmo algo transcendente que persiste após nossa vida no mundo e que não pode ser um “nada absoluto”. Por conseguinte, na realidade não somos seres em sentido absoluto; isto é, seres com essência imanente, natureza própria. Somos seres em sentido relativo, manifestando funções do ser absoluto e necessariamente único, eterno e infinito… do Ser Essencial que nos precede e subsiste, que é fonte (origem), sede (essência) e destino (resolução final) de tudo. Temos mais propriamente a natureza de fenômeno do que a de ser. Vale dizer, a natureza de algo que tem começo, duração e fim, no tempo e no espaço, e que é parcialmente observável, objetivamente perceptível e compreensível. A planta florífera… sem flores… agora com botões. E as flores desabrocham e cumprem sua função na vida da planta. Depois murcham e caem da planta no solo; “morrem”, deixam de existir como flores “vivas”, apodrecem e se decompõem no solo, deixando finalmente de existir como flores. A planta florífera… sem flores… A mesma planta florífera… agora com novos botões. E as flores desabrocham e cumprem sua função na vida da planta. Depois… A planta florífera e as flores: A planta… o “ser” que é fonte, sede e destino das flores. As flores… que não existem por si mesmas nem para si mesmas, mas que existem por força de leis físico-químicas da natureza da planta e se manifestam num sistema físico-químico que possibilita o cumprimento de sua necessária função na vida da planta. O universo. Sistema complexo composto de coisas, fenômenos e seres… Coisas? Seres? Não! Fenômenos. O universo é composto de fenômenos… inclusive o ser humano! Todos esses fenômenos manifestando potencialidades do Ser Essencial e cumprindo funções naturais na vida Dele… inclusive o ser humano! O universo: coisas, fenômenos e seres… fenômenos… flores no Jardim Cósmico! O ser humano… flor no Jardim Cósmico. Flor… por que não rosa… a desabrochar pela cruz da vida no mundo… na Vida do Ser Essencial? A roseira e as rosas: A roseira… o “ser” que é fonte, sede e destino das rosas. As rosas… que não existem por si mesmas nem para si mesmas, mas que existem por força de leis da natureza da roseira e se manifestam num sistema físico-químico transitório que possibilita o cumprimento de sua função necessária na vida da roseira. Rosas… que nascem, desabrocham e morrem… nascem, desabrocham e morrem… nascem, desabrocham e morrem… nascem… desabrocham… à plenitude de serem na roseira! Nossa vida, então, requer que lhe demos um sentido que a transcenda… algo que passe por ela e evolua (desabroche…) para se realizar num estado de ser sublime, num fenômeno sublime (fragrância maravilhosa no Jardim Cósmico!). Jardim Cósmico… misterioso e mágico… místico! Transcendência florífera que produz diferentes flores: rosas… que desabrocham na Vida do Ser Essencial… e também girassóis… que se voltam para o Sol e se deixam iluminar! Assim se completa o sentido da nossa vida como seres humanos no mundo: pela dedicação a valores, gostos, interesses e objetivos que propiciem o nosso desabrochar para a sublimidade na Vida do Ser Essencial e o nosso direcionamento da consciência para a Luz do Ser Essencial. Rosas… e girassóis… no Jardim Cósmico… todas irmãs por divina genealogia… no Amor do Ser Essencial! Nota: Este artigo apresenta a ideia fundamental do livro “Ser no Ser – Teorema e Credo da Vida Humana”, do mesmo autor.
Meditação aberta ao público realizada pela Grande Loja
Hoje a meditação é assunto comum nas conversas. Todavia, o assunto não pode ser tratado descuidadamente. Tem uma força e um sentido pouco compreendidos pelo cidadão comum. A meditação é um dos mais importantes recursos para atingirmos a harmonia tão buscada nos nossos dias. A pratica correta combate o stress e produz o bem-estar necessário para o nosso equilíbrio físico, mental e espiritual. Por esta razão é utilizada como um meio eficaz contra a depressão e outros males que afligem a alma. Os ensinamentos Rosacruzes propõem uma técnica especial, desenvolvida através dos séculos, pela qual o Eu é inteiramente preparado para alcançar a completa harmonia e identificação com a Consciência Divina. Quanto maior a necessidade e quanto maior o amor em nosso coração enquanto meditarmos, maior será nosso proveito. A resposta ou a inspiração poderão vir no momento da meditação ou mais tarde. Isso não importa. PARTICIPE! Serviço Evento: Meditação aberta ao público realizada pela Grande Loja Local: Auditório H. Spencer Lewis Endereço: Rua Nicarágua, 2620 – Bacacheri – 82515-260 – Curitiba, Paraná Entrada: Gratuita Horário: Quartas-feiras às 15h, (duração de 40 minutos)
Festa da Luz da Grande Loja com o alinhamento zenital – Dia 13/12/18 às 13h00
O Memorial Rosacruz e a Hierofania. No princípio, era o Monte Sagrado… Para os antigos egípcios o sol era Rá, divindade criadora do mundo e da humanidade. Na mitologia egípcia, o deus sol surgiu de uma montanha chamada Ben Ben. As pirâmides egípcias são representações desta montanha primordial e eram símbolos da crença egípcia em Rá. O momento em que os raios solares tocavam as pirâmides e irradiavam seu reflexo da luz, representavam a criação e recriação do mundo, ou seja, um eterno devir. Muitas construções criadas pelos egípcios antigos possuem alinhamentos com corpos celestes, cujo principal é o sol que ilumina em determinados períodos do ano certos espaços circunscritos no templo considerados como os mais sagrados denominados de Sancta Sanctorum, ponto onde ocorriam as mais elevadas cerimônias. O Memorial Rosacruz e o Complexo do Bosque Rosacruz estão permeados de certos símbolos que, muitas vezes, só podem ser percebidos pelos iniciados que, preparados, estão aptos para levantar o Véu de Ísis que a tudo oculta. O sol no ápice e sua irradiação em um objeto com significado para uma determinada cultura, pode ser considerado um fenômeno denominado hierofania, que significa “demonstração do sagrado”. Esse conhecimento astronômico presente no Egito Antigo, pode ser também visualizado no Bosque Rosacruz, em Curitiba. No Memorial Rosacruz, a pirâmide ali instalada além de evocar a Grande Pirâmide – símbolo importante para as iniciações rosacruzes, também foi projetada, especialmente, para receber a luz do sol zenital a partir da segunda quinzena de novembro até a primeira quinzena de janeiro. O ápice dessa iluminação ocorre no dia 13 de dezembro, próximo às 13h10, sob o signo zodiacal de Escorpião. Esse período contempla a passagem do equinócio da primavera para o solstício de verão no hemisfério sul, próximo ao momento que nós Rosacruzes comemoramos a Festa da Luz, evento assaz significativo no mundo esotérico. Neste momento, saudamos nossa Tradição em perfeita consonância com as Escolas de Mistérios egípcias da antiguidade e a Luz como símbolo do conhecimento e do bem. Serviço Festa da Luz da Grande Loja com o alinhamento zenital Data: 13 dezembro de 2018 Horário: 13h00 Local: Bosque Rosacruz – Ordem Rosacruz (AMORC) Endereço: Rua Nicarágua, 2620 – Bacacheri – 82515-260 – Curitiba, Paraná. Entrada: Franca
Sonhos – Mensageiros da Alma
Sonhos… Um dos fenômenos mais misteriosos envolvendo o ser humano. Motivo de debate e polêmica através das eras, continua sendo objeto de fascínio para a maioria. Tratando da abordagem psicológica (freudiana e junguiana), e da abordagem mística, o autor de “Sonhos, Mensageiros da Alma” nos oferece um estudo equilibrado e elucidativo sobre os sonhos. A linguagem do sonho é simbólica e utiliza-se de elementos originais e particulares para nos transmitir uma mensagem. Isto significa que, pelo fato de possuirmos experiências pessoais armazenadas, o elemento chave para a interpretação dos sonhos é aquele que sonha. Neste diapasão, os dicionários de sonhos à venda nas livrarias nos dão a vã tentativa de capturar estes símbolos e generalizá-los. São desenvolvidos no livro temas centrais envolvendo a atividade onírica, como a consciência subjetiva, o subconsciente, a consciência cósmica, a programação dos sonhos, o seu simbolismo psicológico, os sonhos lúcidos e a projeção psíquica. Possa o leitor usufruir este livro de forma que ele venha a se tornar uma ferramenta de trabalho mais do que um compêndio de informações. Bons Sonhos! Conheça a biblioteca rosacruz e vivencie emoções diferentes através da leitura! Clique aqui
Código de Vida Rosacruz – Artigo Décimo
Código de Vida Rosacruz – Artigo Décimo Por CHRISTIAN BERNARD, FRC Imperator Emérito da AMORC Neste artigo, publicamos os comentários do autor ao artigo décimo do Código Rosacruz de Vida, publicado no livro da AMORC com o mesmo nome: “Não faça alarde de suas realizações nem se vanglorie de seu conhecimento Rosacruz. Pode ser um Rosacruz, como Membro da Fraternidade, mas um Rosacruz em conhecimento e poder; o maior e mais evoluído nos estudos, indigno do título de Rosacruz. Declare-se, não um Mestre, mas um estudante Rosacruz, sempre estudante, eternamente”. – Código Rosacruz de Vida Ser Rosacruz não é, com efeito, declarar-se Membro da fraternidade, isto é, da Ordem Rosacruz, AMORC, porque se paga regularmente a quota mensal estabelecida estando, assim, perfeitamente em dia com os compromissos financeiros. Não é também, receber e simplesmente ler os ensinamentos Rosacruzes. Ser Rosacruz é viver o rosacrucianismo e aplicar as leis, os princípios e as regras que nossa tradição nos transmite, progressivamente, para exercitarmos seu bom uso e aprendermos a nos servir deles, de forma completa, e sem possibilidade de erro. Se, portanto, é assim que agimos em nossa senda mística, não há dúvida de que uma das qualidades fundamentais que adquirimos rapidamente é a humildade. Não nos daremos conta, ao progredir, de que quanto mais avançamos, mais ainda teremos que aprender e a colher, no campo infinito que a iniciação Rosacruz faz descortinar-se. A sagrada lei do silêncio também se nos imporá e, em nenhum momento, se formos verdadeiros e sinceros, teremos a ideia de ostentar nossas obras e de nos vangloriar de nosso conhecimento Rosacruz. Todos os textos sagrados do mundo evidenciam, com diferentes expressões, que no terreno de nossas obras e de nossos atos a serviço dos outros, ou mesmo do misticismo, a mão direita deve ignorar o que faz a esquerda, e este artigo do “Código Rosacruz de Vida” faz-nos lembrar disso, de maneira solene. Por outro lado, quase chega a ser com severidade, uma severidade estimulante para os buscadores como nós, que ele expressa uma verdade profunda e de todos os tempos: “Em conhecimento e poder, o maior e mais evoluído de nós não passa de neófito nos estudos, indigno do título de Rosacruz”. Como o maior ou mais evoluído em conhecimento e realização interior, em um conhecimento que é uma doutrina sagrada e em uma realização que é consciência – “consciência cósmica” – poderá se vangloriar, ele que já alcançou um nível tal em que pode contemplar a imensidade do que ainda lhe resta descobrir? Segundo o fundador do atual ciclo de nossa Ordem, Dr. H. Spencer Lewis, ele poderá, com a visão e as convicções adquiridas, apresentar-se somente como um “neófito”, dando a esta palavra o sublime valor de estudante do alto conhecimento, isto é, do misticismo puro e sagrado de nossa venerada Ordem Rosacruz. As palavras deste artigo que mais nos impressionarão, creio que serão as últimas: “Declare-se, não um Mestre, mas um estudante Rosacruz – sempre estudante – eternamente”. Existe, nestas palavras, um poder que nos abala, como Rosacruzes que somos, até as profundezas de nosso ser: estudante, estudante Rosacruz, estudante eterno! Que grandiosidade contém esta frase e que incentivo representa, quando se sabe que tudo, no decorrer de nossa vida aqui embaixo e alhures, tem para nós valor de estudo e que nada é inútil, na alegria ou na dor, para o nosso último retorno, para nossa reintegração e fusão finais na Unidade. E quem poderá afirmar que, mesmo tendo atingido esta condição, não haverá um novo elemento de um estudo eterno? Não são nossos Mestres a prova disso, eles que, tendo atingido este nível sublime, velam por nossa Ordem e por nós, esforçando-se por resguardar o que é necessário à nossa evolução? Não estudam eles, constantemente, a melhor maneira de nos ajudar a nos reunirmos a eles? Até nisso eles permanecem nosso exemplo e nosso amparo O artigo dez do “Código Rosacruz de Vida” encerra, também, uma norma da qual todo o Rosacruz deveria lembrar-se, com frequência: “Declare-se, não um Mestre!” Nenhum de nós, certamente, ousaria expressar uma tal pretensão e, menos do que qualquer um, aqueles que, como requer a tradição, estão investidos em cargos e têm responsabilidades. Ser Mestre, no sentido deste artigo de nosso “Código”, é ter atingido a realização última da iniciação, é a reintegração, o estado final do desenvolvimento interior ao qual o iniciado pode ascender, ou o que isto pode representar no sagrado caminho do misticismo, e todo Rosacruz sabe que um Mestre jamais se declara como tal. É preciso recolocar esta pequena frase em seu contexto para compreender seu valor. Este décimo artigo forma um todo e, em sua integridade, reveste-se de uma excepcional importância, ao insistir na grandiosidade da condição de estudante Rosacruz. Daí ser o título mais elevado e mais nobre a que possamos aspirar, e, para o merecer, é necessário trabalhar com coragem e com perseverança, pondo em prática o que nos é ensinado e, este trabalho, esta aplicação, deve sempre ser presidida pela divina lei do amor. Que possamos ser, ao caminhar na senda de nossa Ordem, sempre dignos de nossa qualificação de Rosacruzes e que possamos ser, assim, neste mundo conturbado, exemplos, e uma grande esperança para os outros! Que o Cósmico os envolva, a cada instante, em sua poderosa proteção e em seu inesgotável amor!
Afiliação Rosacruz
Somos uma organização internacional, de natureza filosófica, iniciática e tradicional, que perpetua o Conhecimento dos iniciados do antigo Egito e, de um modo geral, a gnose secreta que os grandes pensadores têm transmitido desde a mais remota antiguidade.






