A Grande Loja da Jurisdição de Língua Portuguesa – AMORC é mantenedora da URCI que também existe em outras jurisdições. Como órgão da AMORC, a URCI tem como tarefa colocar os Conhecimentos Tradicionais Rosacruzes em diálogo com a Ciência contribuindo para o desenvolvimento da AMORC e da sociedade, por meio da produção de conhecimento científico e atualizado e de atividades de pesquisa, ensino e extensão, bem como na prestação de serviços à comunidade.
Memorial Rosacruz
Inaugurado em 14 de fevereiro de 1987, no verdejante Bosque Rosacruz, em Curitiba, o Memorial Rosacruz reverenciando a milenar sabedoria da humanidade. A construção é uma réplica da que existe no Parque Rosacruz de San Jose, Califórnia, chamada “Akhenaton Shrine”, erigida em 1929 em comemoração ao grupo liderado por H. Spencer Lewis que visitou o Egito na ocasião. O “Memorial Rosacruz” da Grande Loja apresenta, na superfície, o ápice de uma pirâmide que se estende ao subsolo, onde se encontra uma câmara para meditação. Hoje o Memorial é adornado com uma plantação de papiros e um pequeno lago, tornando-o ainda mais agradável aos seus inúmeros freqüentadores, que nele encontram momentos de reflexão e paz.
Templo Rosacruz e Heptada Martinista
Entre 1961 e 1963, duas imponentes edificações em estilo egípcio foram construídas no Bosque Rosacruz em Curitiba, sede da Grande Loja da AMORC da língua portuguesa. Primeiro surgiu o prédio que abrigou a Administração da Ordem que hoje é a sede da Grande Heptada da Tradicional Ordem Martinista. Após surgiu o belíssimo Grande Templo, onde são realizados os Rituais Rosacruzes. Ambos os edifícios, em estilo egípcio, estão separados por um Portal em homenagem ao Faraó Akhenaton. Estas edificações foram inauguradas pelo então Imperator (presidente mundial da AMORC), Ralph Maxwell Lewis, pela então Grande Mestre da Grande Loja, Soror Maria A. Moura e pelo então Supremo Secretário da AMORC, Frater Arthur Piepenbrink.
Cerimônia Anual da Columba
Na primeira Convocação ritualística de maio, as Lojas e Capítulos de nossa Ordem realizam a Cerimônia Anual da Columba, a fim de prestar uma justa homenagem a todas as jovens que aceitaram servir à nossa Ordem em tão nobre e sagrada função. O significado de Columba é “pomba”, e a pomba é um símbolo profundamente místico e esotérico. A história das Columbas remonta ao tempo em que nos Templos havia um “fogo sagrado”, que era guardado por uma jovem denominada “Vestal”. As Vestais eram cuidadosamente preparadas especialmente para cumprir o honroso dever de manter acesa a Chama Sagrada, em todos os Templos. Sua presença constante nos rituais rosacruzes, simboliza a eterna presença da Consciência Divina, parte integrante de nossa alma.
Meditação – silêncio místico
Meditação – silêncio místico – Minhas tentativas de meditação têm sido menos que satisfatórias. Minha mente costuma vaguear e quando consigo certa medida de harmonização, experimento uma sensação de apreensão. O que deve e não deve ser feito durante esse processo? Uma descrição bem interessante do processo da meditação encontra-se numa lição de grau adiantado, onde encontramos a afirmação de que as revelações dos mistérios da vida emergem da capa da “….obscuridade do oculto silêncio místico”. Naturalmente, essa é uma referência ao período de meditação profunda a que o Eu do místico se entrega de tempos a tempos. As monografias, como todos nós sabemos, estão cheias de conselhos muito bons, práticos, simples, de modo que nesta resposta tentaremos seguir essa diretriz, evitando nos tornarmos muito abstratos. Primeiro, quando estamos para nos entregar a um período de meditação, devemos já ter completado os estágios preliminares e essenciais do trabalho mental. Por exemplo: suponhamos que você está tendo alguma dificuldade doméstica, social ou profissional. Seu objetivo, absolutamente correto, não é o de pedir à Mente Cósmica que resolva esse preocupante problema para você, e sim o de alcançar certa medida de visão interior que lhe permita lidar com o problema ou talvez superá-lo de forma racional e construtiva. Ao confrontar seu problema particular, na preparação para a meditação, você já deve ter analisado todo ele, separando-o ou dividindo-o mentalmente em partes para um exame e estudo mais fácil. Deve ter pensado profundamente no inter-relacionamento de uma parte com outra, ou seja, deve ter efetuado uma completa análise da situação. Deve ter usado o pensamento racional, a inteligência, para pensar logicamente, buscando a verdade de uma situação – descobrindo fatos e descartando a ficção. Em outras palavras, você deve ter feito seus poderes de raciocínio entrarem em ação. Pode, inclusive, ter examinado o seu problema como um todo, à luz de outros problemas, que já tenha enfrentado no passado, anotando as semelhanças, perguntando-se o que essas semelhanças ou diferenças lhe dizem a seu próprio respeito. Em seguida, deve ter tentado tirar conclusões válidas, por esse processo de comparação. Conforme dissemos, esse trabalho preliminar já deve ter sido feito, e muitos estudantes, ao fazê-lo, relataram que tinham vislumbrado uma solução para o seu problema por meio desses processos subjetivos, intelectuais, sem necessitar um trabalho adicional. Entretanto, se após fazer a análise e, quem sabe, exercícios de visualização, você perceber que seu problema continua sem solução, então há a necessidade de uma visão interna mais profunda. Nesse processo, algumas armadilhas devem ser evitadas em nossa jornada para o centro de nosso ser. Primeiro, uma arrogância muito sutil e estranha por vezes infecta a mente humana. Referimo-nos àquilo que poderia ser chamado de uma deliciosa tentação de entronizar nosso próprio raciocínio, a ponto de sentirmos que se nossos poderes intelectuais de visão interior são insuficientes para penetrar no cerne do problema, então este não pode ser resolvido. Essa atitude é extremamente insidiosa, causando-nos uma sensação de auto-importância, secretamente acolhida e abrigada. Naturalmente, nem todos os estudantes de misticismo estão sujeitos a essa condição e os que estão, na maioria das vezes, ignoram o fato. Alguns estudantes superam conscienciosamente essa condição, mas para aqueles que não o conseguem, ela resulta numa relutância habitual e até na recusa em acreditar que o Mestre Interior pode ajudar, como ainda na rejeição de maiores esforços – como a meditação – para resolver problemas. Uma condição negativa semelhante e igualmente danosa, que impede nossos esforços de meditação, é a atitude de ceticismo habitual. É claro que podemos ser céticos até certo ponto no trabalho místico, mas há um momento em que a indecisão, a desconfiança, a suspeita, a falta de convicção e a dúvida devem ser firmemente colocadas de lado, enquanto enfrentamos corajosamente o desconhecido, o “oculto silêncio místico”. Nossas monografias enfatizam que a meditação é geralmente praticada com o propósito de recebermos impressões da Mente Universal. Também devemos recorrer à meditação como a um processo de tonificação, independentemente da existência ou não de problemas pessoais, para nos mantermos numa condição de harmonia. Mas o que é de primordial importância na meditação não é contemplar, julgar, pesar ou avaliar dados que possamos receber. Ao contrário, deve haver um fluxo livre de impressões durante esse período. Em outras palavras, fratres e sorores, quando entrarem em meditação, não tentem apagar a mente a ponto de impedi-la de contemplar ou analisar, ou de pensar em coisas variadas e detalhes triviais. Ao mesmo tempo, deverão estar conscientes das impressões no momento em que fluírem, pois com freqüência elas trazem a resposta que vocês solicitarem do Cósmico – mas não parem para analisá-las ou focalizá-las naquele momento. Falamos da armadilha que representa a entronização da mente pensante e através disso o fechamento do canal às impressões cósmicas. Antes de continuarmos, será conveniente mencionar um outro obstáculo, igualmente pernicioso para o sucesso de uma meditação: o medo. Existem muitos tipos de medo – medo de fracassar, do escuro, do desconhecido, e assim por diante. As lições rosacruzes ensinam que o medo em nosso trabalho místico é a pressuposição de aquilo que é desconhecido é nocivo e devemos lhe opor resistência. Como não sabemos o que há adiante, e como em nossa meditação estamos tentando alcançar a Mente de Deus, não pode haver conseqüências danosas ou perigosas provindas de nossa mente, direcionada como está para algo que é todo positividade, todo bondade, todo amor e todo Divindade. Não obstante, encontramos em alguns estudantes essa condição habitual de medo causando tensão e expectativa de perigo. O estudante pode não ter consciência dessa condição interior, mas ela pode manifestar-se quando o estudante começa a alcançar um bom nível de harmonização. Impressões iniciais provindas do cósmico podem começar a perpassar sua consciência e possivelmente causar uma sensação parecida com a de sentir um toque leve de ombro ou uma brisa fresca no rosto, ouvir um acorde musical, etc. Por causa do medo profundamente arraigado, o estudante se assusta, se alarma, se surpreende, se amedronta e pode até sentir um certo
Bicicletários
A Ordem Rosacruz estão disponibilizando estacionamento voltado para bicicletas Além de contribuir com o meio ambiente, a bicicleta proporciona ao ciclista uma excelente forma de exercício físico. Pensando nas pessoas que a utilizam como meio de transporte ou como uma ferramenta para passear naquelas horas de lazer, a Ordem Rosacruz, AMORC disponibilizam em suas sedes dois bicicletários. Um é de uso exclusivo dos colaboradores que utilizam a bicicleta para se deslocarem até o local de trabalho. O outro fica ao lado do prédio do Museu Egípcio e Rosacruz e é destinado a todos os visitantes da instituição.
25 anos Tothmea no Museu Egípcio e Rosacruz
Um caminho
Por IRÈNE BEUSEKAMP-FABERT, SRC Há muitos anos que estou nesse mundo. Tinha cinco anos de idade quando fui à aula pela primeira vez. Aprendi, estudei mais e mais e agora sei tanto que já não sei o que sei. E assim como Montaigne, digo: “Que sei eu?”. Os exegetas de Montaigne por muito tempo pensaram que, através desse questionamento retórico, ele procurava exprimir seu ceticismo e suas desilusões. Ele ainda era um rapazinho imberbe e falava latim fluentemente. Mais tarde, estudará filosofia e direito. Viajou muito e ocupou cargos públicos. Contudo, é o fenômeno “ser humano” que absorverá cada vez mais o seu interesse. Foi assim que ele se recolheu ao seu castelo e se consagrou ao estudo do homem. Como vivia sozinho, tornou-se ele próprio o objeto de suas observações, as quais depositou em seus Ensaios. Era no silêncio que ele encontrava aquilo que para ele era o mais importante: seu Eu interior, ao qual chamava “fundo da loja”. Produziu muitos escritos sobre o homem na forma de ensaios e no entanto jamais soube quem ou o que é o homem: “Que sei eu?”. Apesar dos muitos anos de estudos, o homem permanecia para ele um mistério. Quanto às eventuais experiências espirituais no mais profundo de si mesmo, ele sempre preservou o silêncio. Se me permitirem, regressarei agora às minhas próprias experiências. De tudo aquilo que aprendi (por vezes eu ficava com a cabeça “recheada”), adquiri um saber consideravelmente extenso, mas aquilo que sei de verdade não vem daquilo que acumulei no meu cérebro, mas do mais profundo de mim mesmo, durante curtos ou longos momentos de silêncio puro – momentos em que tudo em nós se cala e nos quais parece que somos recobertos por um véu etéreo e quando, subitamente, nosso Mestre Interior se manifesta e confirma aquilo que um mestre disse há tanto tempo: “O Reino dos Céus está em vós”. O Mestre, o Mestre Interior, Deus. Há alguns meses escrevi uma meditação de palavras, expressões e frases que eu lia ou ouvia e que ficaram gravadas em meu coração. Ei-la: O Reino dos Céus está em vós. Adeptos da Senda, permiti-me vos saudar com essa perene afirmação. A ilusão atual do homem é superestimar o intelecto que tanto lhe acresceu e que tornou possível, graças a maravilhas tecnológicas, uma mudança total de suas condições de vida. A humanidade se encontra sob a empresa de um desenvolvimento tecnológico que parece não se deter. Novas descobertas são feitas em todos os domínios. O universo revela seus segredos à ciência e todas as riquezas e recursos de nossa Mãe Terra são usados e esgotados. O mundo já não está mais em equilíbrio. Ao passo que os países ocidentais, ávidos por Ter (já não se sabe mais conjugar o verbo “Ser”) são cada vez mais levados a adquirir produtos completamente inúteis, a outra parte do mundo sofre com a fome e permanece privada daquilo que há de mais essencial para a vida. Já é mais do que urgente que tomemos consciência da armadilha de nossa evolução intelectual e nos engajemos em novas veredas – veredas que se revelam cada vez mais e que foram indicadas em todos os tempos por sábios de todas as civilizações no âmbito de uma única ciência – a ciência da alma. Não é insueto que sábios conheçam tudo a respeito do menor dos insetos, que nem sequer podem ver a olho nu, e não saibam o porquê e o como de sua própria existência? Ou que geneticistas saibam tudo a respeito das plantas, animais e seres humanos e não se empenhem no mistério de seu próprio ser e nas particularidades de sua pessoa? Ou ainda que o homem atravesse o universo em todos os sentidos, pouse na Lua e, ainda assim, não possa encontrar o caminho que o conduz a si mesmo? “O Reino dos Céus está em vós”. Adeptos da Senda, permiti-me repetir essa mensagem secular. É a mensagem do sorriso infinito da Esfinge que se eleva calma e serena da areia do Egito; é a mensagem formulada em diferentes termos pelo místico alemão dos séculos XIII e XIV, Mestre Eckhart: “Deus está no centro do homem”. Tomás de Aquino e Jacob Boehme exprimiram a mesma coisa em longos escritos que nem sempre são fáceis de ler e que se baseiam na experiência verdadeira – uma experiência que também é possível para o homem desse novo século. Nossa época é justamente aquela em que os valores divinos ganham em clareza e em que a vida espiritual se torna tão marcante e tão real quanto à vida material. É a época em que o termo “iniciação” reencontra seu significado primordial: um começo, um novo começo. E assim deveria ser, uma vez que toda criatura é uma parte do Espírito original que está na origem de nosso mundo – o Espírito em que habitam o Amor eterno, a Sabedoria infinita e uma Paz indestrutível. Nas escolas de Mistérios dos países de civilização pré-cristã, a iniciação era considerada como um ato extremamente importante. No fim das cerimônias dos mistérios de Elêusis, na Grécia antiga, as últimas palavras que o iniciado ouvia eram: “Que a Paz esteja em ti”, e então ele retomava seu caminho, tendo a alma apaziguada e o coração em júbilo. A iniciação era para ele apenas um profundo despertar para aquilo que ele era na realidade; era a conquista de sua vida espiritual e aquele que não tivesse esta experiência não era um ser completo. Se esta experiência interior era possível dois mil anos antes de Cristo, também o é dois mil anos depois. Durante esses quatro mil anos a natureza fundamental do homem não mudou, nem tampouco sua busca a si mesmo, assim como acontece com o Adepto na Senda, que aspira ao reencontro com o Divino. Em sua verdadeira realidade, tal como ele foi e será para sempre, o homem é um ser espiritual, ainda que habite um corpo material. Nossos sentidos, que de alguma forma riem-se de nós, são a razão
O impacto do coronavírus
O mundo se une contra a pandemia provocada pelo novo coronavírus e sua consequência, a doença respiratória COVID19. Em um cenário quase apocalíptico, fronteiras são fechadas, Estados declararam estado de emergência, pessoas foram impedidas de circular livremente em muitos lugares, hospitais estão repletos e com carência de leitos e materiais. Não repetirei os cuidados e precauções, devidamente emanados pelas autoridades da Saúde, para minimizar as contaminações – escrevo este texto próximo de comemorarmos o Ano Novo Rosacruz com o intuito de colaborar para uma reflexão a respeito de fraquezas e grandiosidades da espécie humana na relação com o planeta Terra. Os vírus não são considerados por alguns cientistas como “seres vivos” pois eles não produzem energia metabólica (não se alimentam, não respiram), são acelulares e só se reproduzem no interior de uma célula. Os que os consideram “seres vivos” usam como argumento o fato deles efetuarem atividades complexas: transmitirem características aos seus descendentes e evoluírem, sofrendo alterações de acordo com o meio. Quando estão fora de um ambiente celular os vírus estão “inertes”, mas, tão logo infectam uma célula, injetam na mesma seu material genético e este se replica rapidamente – rompendo ou brotando da célula hospedeira e infectando tantas outras – a infecção se espalha. Os vírus não são tratados com antibióticos, destinados às infecções causadas por bactérias. Cada vírus deve ser tratado de maneira a impedir a ação das enzimas produzidas pelo material genético para se replicarem nas células. O problema é que as drogas antivirais são, geralmente, tóxicas para as células humanas. E o vírus, como um mecanismo que busca se autoperpetuar, desenvolve rapidamente resistência às drogas que o combatem. O que são os coronavírus humanos (CoV)? Esta família viral é composta de sete cepas que são conhecidas desde a década de 1960 mas a ciência já conseguiu determinar quando exatamente cada uma surgiu à humanidade – cada uma delas teve origem em animais. É importante frisar que a maioria dos seres humanos em algum momento de nossas vidas, somos infectados pelas formas mais brandas dessas cepas virais. As mais simples são: a) HCoV-229E – descoberto em 1960, tendo se originado do coronavírus da alpaca, em data indeterminada; b) HCoV-OC43 – descoberto em 2004, origem bovina em 1890; c) HCoV-NL63 – descoberto em 2004, originado do coronavírus de morcego cerca de 800 anos atrás e d) HCoV-HKU1 – descoberto em 2005 e também originado dos morcegos. As cepas mais perigosas são três: a) SARS-CoV – descoberta em 2002, originada do contato com morcegos em 1986; b) MERS-CoV – descoberto em 2012, originada do coronavírus de morcegos e transmitida aos seres humanos pelos camelos e c) SARS-CoV-2 – nossa pandemia atual, descoberto em 2019 e há três pesquisas sobre a origem – uma que se originou de cobras, outra que veio do vírus que parasita morcegos mas não se sabe qual animal transmitiu ao ser humano e a teoria mais aceita atualmente pelos cientistas: originou-se no coronavírus que parasita um mamífero carnívoro asiático denominado “pangolim” e que é degustado na China como especiaria gastronômica. Vemos que o vírus se comporta perante a célula humana de uma maneira que podemos comparar ao comportamento da espécie humana perante o planeta Terra. Analisemos nosso último Manifesto, o Appellatio Fraternitatis Rosae Crucis. Nosso então Imperator escreveu um capítulo denominado “Chamado à ecologia” e ali ressaltou a necessidade de nos preocuparmos com a preservação do planeta. Para que se entenda a questão ecológica, é necessário retornarmos às civilizações antigas onde a relação do ser humano com a Terra era de tamanho respeito que diversas maneiras de cultuarmos nossa ligação com nosso planeta foram desenvolvidas e sistematizadas. O que os antigos entendiam por “saúde” estava profundamente relacionado com a natureza e seus ciclos – as forças vitais que a tudo permeiam e animam. Desde que a ciência se impulsionou com o Iluminismo e, especificamente a partir do início do século XX, em cada geração que se sucede menos se preza e cultiva uma relação respeitosa com o planeta. As cidades crescem de maneira desordenada e não garantem os cuidados básicos com saneamento, moradia e alimentação que permitam viver harmônica e saudavelmente. Por outro lado, as pessoas que residem no campo na maior parte das vezes adquirem necessidades típicas de quem mora nas regiões urbanas e, vivendo em função de produzir para as cidades, perdem sua própria relação com o campo e com o que produzem. Com a velocidade que a epidemia do COVID19 se transformou em pandemia, os detentores do poder político e econômico no mundo tiveram que decidir por ações rápidas, difíceis, envolvendo vários aspectos da vida cotidiana e do planejamento a curto prazo. Isso no raiar de uma década onde a temperatura média vem aumentando consideravelmente com fortes impactos nos oceanos, nas regiões polares e, em consequência, no clima. Uma poderosa rede que é ao mesmo tempo resultado da evolução das espécies e da interferência delas no ecossistema que partilham está sendo constantemente tensionada em quase todos os seus pontos. A ciência nunca procurou ser fantasiosa ou alarmista – ela apenas tenta decifrar o mundo em suas manifestações e apontar os riscos que estamos conscientemente ou não assumindo quando mantemos um estilo de vida que exaure os recursos da natureza. E a ação humana ao transformar tais recursos em bens e produtos nem ao menos garante que essas riquezas sejam igualmente partilhadas pelos povos e vemos, então, nações pobres destruindo seus solos, fauna e flora para que sejam fornecedores do consumo em países ricos. Apenas para facilitar que visualizemos a importância de mensurarmos e entendermos a importância da nossa interferência no ambiente, cidadãos de Veneza, Itália, declararam que as medidas de quarentena para frear a propagação do COID19, impedindo o turismo e minimizando movimentações na cidade, em pouco tempo – dez dias – deixaram seus famosos canais com águas cristalinas e uma fauna que nunca fora observada. A natureza possui alto poder de adaptação e de readaptação – quando impermeabilizamos o solo com asfalto ela buscará outras maneiras de escoar suas
Harmonização Rosacruz – Mensagem para reflexão e exercício prático de harmonização.
Mensagem para reflexão e exercício prático de harmonização. A metodologia rosacruz propõe uma técnica especial, desenvolvida através dos séculos, pela qual o Eu é preparado para alcançar a completa harmonização e identificação com a Consciência Interior. Durante as nossas meditações poderemos ser inspirados com ideias e soluções para as questões importantes da nossa vida, bem como experimentaremos paz e harmonia. A prática regular proporcionar-nos-á estímulo, coragem e energia, não apenas para nós mesmos, mas ajudando assim todos aqueles com quem nos relacionamos.








