LITERATURA ROSACRUZ O Legado do Saber De vez em quando a Inteligência ou Mente Cósmica brilha com um fulgor diferente numa de suas expressões humanas – especialmente quando essa expressão humana está trilhando o Caminho da Harmonização Cósmica. É produzida então uma obra que faltava. Este livro pode ser visto assim: uma obra que faltava. Livro? Não. Portal mágico; portal de iniciação. Os Rosacruzes, que estão trilhando o Caminho da Harmonização Cósmica, sabem que os passos, nesse Caminho, são iniciações; e que cada iniciação é como o cruzamento de um portal mágico: o indivíduo entra um e sai outro. Entra pequeno (e precisa ser pequeno para entrar) e sai grande; entra ínfimo e sai imenso. Entra em trevas e angustiado, e sai inundado de Luz e cheio de sublime júbilo. Entra fraco e sai poderoso. Entra egocêntrico e sai motivado por verdadeiro amor. Este livro, principalmente se você é estudante Rosacruz e se o ler com o cérebro e o coração, seguindo a recomendação do autor, de que você faça uma pausa para reflexão e meditação a cada passo, poderá ser para você mesmo um mágico Portal de Iniciação, a algum grau. Você entrará pequeno e sairá maior; bem maior, expandido e mais profundo; e sentirá a jubilosa certeza que é o efeito natural da Luz da Mente Cósmica em qualquer uma de Suas expressões humanas. Além disso, terá o deleite da leitura agradável de um livro muito bem escrito. Como eu, há de se sentir grato ao autor por este ter deixado a Luz brilhar com este fulgor diferente e inspirador. Conheça a biblioteca rosacruz e vivencie emoções diferentes através da leitura! CLIQUE AQUI CONHEÇA Este áudio-book é uma iniciação. Estruturado como são os ensinamentos rosacruzes, somos guiados por três portais preliminares e nove portais de crescimento onde somos conduzidos à processos de reflexão e transformação. Disponível também em livro na Biblioteca Rosacruz. Indispensável. Acesse!
O Passado tem muito a Revelar – Ralph M. Lewis
Os poetas têm-se referido à vida como um palco, no qual cada um de nós desempenha um papel. Para alguns ela é o melodrama; para outros, a tragédia horrível ou o simulacro da comédia. Mas, para a maioria dos mortais, a vida é um entremeado de todas as gamas de emoções. A confrontação com as realidades da existência produz miríades de experiências. Algumas revivemos com alegria e orgulho; outras, no entanto, preferiríamos que o tempo e a idade velassem de nossa consciência. O passado já foi um presente fugaz. Com mais frequência, seus acontecimentos nos foram impostos. Como resultado, o que poderíamos ter aprendido com eles muitas vezes foi obscurecido pela atividade a que nos dedicávamos. Portanto, recordar não é fugir às exigências e responsabilidades do amanhã. A recordação pode nos dar uma perspectiva melhor e mais íntima de nossa vida. Pesquisador incansável, Fr. Ralph percorreu pessoalmente culturas até então não muito divulgadas, como Egito, Índia e Tibet, e nos traz destas paragens aquilo que aos olhos do místico é muito importante: a atenção ao que aconteceu verificado, quando possível, in loco, comprovando que o passado tem muito a revelar. A narrativa é suave, permeada de reflexões profundas à medida que o roteiro da viagem vai se desdobrando. Observamos pensamentos de contexto histórico e místico daquelas culturas. Ralph Lewis é um pensador que sabe valorizar a história porque a entende como um potencial de conhecimento. Ele prima por validar tradições que estão cobertas pela poeira dos tempos, mas que, não obstante, ainda conservam todo o seu frescor para aqueles que sabem extrair o “vinho novo de odres velhos”. Conheça a biblioteca rosacruz e vivencie emoções diferentes através da leitura! Clique aqui
Meditação pela Paz – Sou Responsável
MEDITAÇÃO PELA PAZ Sou Responsável PELA GUERRA… Quando orgulhosamente faço uso da minha inteligência para prejudicar o meu semelhante. Quando menosprezo as opiniões alheias que diferem das minhas próprias. Quando desrespeito os direitos alheios. Quando cobiço aquilo que uma outra pessoa conseguiu honestamente. Quando abuso da minha superioridade de posição, privando outros de sua oportunidade para progredir. Se considero apenas a mim próprio e a meus parentes pessoas privilegiadas. Quando me concedo direitos para monopolizar recursos naturais. Se acredito que outras pessoas devem pensar e viver da mesma maneira que eu. Quando penso que sucesso na vida depende exclusivamente do poder, da fama e da riqueza. Quando penso que a mente das pessoas deve ser dominada pela força e não educada pela razão. Se acredito que o Deus de minha concepção é aquele em que os outros devem acreditar. Quando penso que o país em que nasce o indivíduo deve ser necessariamente o lugar onde ele tem de viver. PELA PAZ… Se direciono correta e construtivamente os poderes da minha mente. Se concedo ao meu semelhante o direito pleno de se expressar, de acordo com seu próprio entendimento das verdades da vida. Se reconheço que os meus direitos cessam quando se iniciam os direitos de outros, e aceito isso como um mínimo indispensável de disciplina. Se faço uso dos poderes interiores para criar as minhas próprias oportunidades. Se consigo promover a evolução dos que me cercam, sem considerar ameaçada a minha posição, e entendo que esta é a minha maior fonte de sucesso. Se compreendo que as Leis Divinas diferem das criadas pelo Homem, e que nenhum direito divino especial é concedido a alguém unicamente por seu berço. Se reconheço que os recursos naturais devem servir indistintamente a todas as formas de vida, e que não me cabem direitos exclusivos sobre eles. Se compreendo que nada é mais livre do que o pensamento e que o pensamento construtivo transforma o Homem, direcionando-o à sua verdadeira meta. Quando sinto que toda felicidade depende do simples fato de existir… de estar de bem com a vida. Se percebo que todo ser humano pode vir a ser um grato amigo, quando convencido pela argumentação sincera. Se considero que “a Alma de Deus adquire personalidade no Homem”, e que este só pode conceber Deus a partir de sua própria percepção da Divindade. Se reconheço a mim e ao meu semelhante como partes integrantes do universo e que a cada um cabe a busca do lugar onde melhor possa servir. “Se estou em paz, eu promovo a paz dos que me cercam. Por sua vez, eles promovem a paz daqueles que estão à sua volta e que também farão o mesmo. Então, a paz começa por mim! E sem ela não pode haver a necessária transformação social.” – Ralph Maxwell Lewis, FRC
Tothmea – Reconstrução facial forense
Quem é “Tothmea” “Tothmea” foi uma egípcia que viveu provavelmente no final do Terceiro Período Intermediário (1070 – 712 a. C.) ou no início do Período Tardio (c. 712 – 332 a. C.) – entre os séculos VI ou VII a. C.. Isto significa que ela é pelo menos 500 anos mais velha do que Jesus Cristo. Não sabemos muito sobre sua vida, até mesmo seu nome verdadeiro não é conhecido. Ela recebeu o apelido de “Tothmea” de um senhor chamado Farrar, em 1888, como homenagem aos faraós Tothmés, os quais governaram o Egito durante a 18ª dinastia (entre os anos de 1504 e 1425 a. C.). De acordo com uma das fontes escritas que consultarmos, datada de 1888, havia uma inscrição no ataúde de “Tothmea” a qual mencionava que ela teria se dedicado a serviço de Ísis. Sabemos que suas funções não eram propriamente sacerdotais, mas não podemos descartar a possibilidade de que ela tenha atuado como cantora ou até mesmo como musicista de um santuário da deusa. Do Egito para os Estados Unidos: “Tothmea” foi descoberta em uma necrópole de Tebas Ocidental na segunda metade do século XVIII. Em 1885, um secretário do governo americano chamado Samuel Sulivan Cox que visitava o Egito recebeu duas múmias do khediva Mohamed Pasha Tewfik. Ao retornar para Washington, em 1886, doou uma das múmias para o Smithsonian Institution ainda no mesmo ano. A outra, chamada posteriormente “Tothmea”, foi adquirida por H. C. Farrar, diretor do Museu George West em Round Lake. Em agosto de 1888, a múmia foi parcialmente desenfaixada em um auditório na Vila de Round Lake. A foto ao lado nos mostra a aparência de “Tothmea” e os experts que conduziram a realização da “cerimônia de desenfaixar”. Da esquerda para a direita aparecem: Prof. Lancing, “Tothmea”, Capitão Rogers (ao fundo), Bispo Newman e o Dr. Farrar (?). “Tothmea” permaneceu em exposição no Museu George West até 1918. No ano seguinte a instituição foi fechada. O acervo do museu foi desfeito, e a múmia acabou em um celeiro sob a responsabilidade de um senhor chamado Garnsey. Nesta época “Tothmea” era vista “perambulando” por Round Lake, pois garotos costumavam levá-la a passeio em uma carruagem. Provavelmente na década de trinta um professor, chamado Flanking Clute, se responsabilizou pela curadoria de “Tothmea”. Em 1939, ele decidiu deixá-la no Museu Schenectady. Nesta instituição a múmia foi exposta algumas vezes, mas acabou sendo esquecida, permanecendo guardada no porão. Posteriormente a 1975, o diretor George H. Cole decidiu exibi-la para um programa educativo em uma estação de televisão local. O Processo de Mumificação de “Tothmea”: De acordo com as informações referentes ao estado atual de conservação da múmia, pesquisadas durante os anos de 1997-1998, e a análise das imagens obtidas pela tomografia, cujo exame foi realizado no dia 11 de agosto de 1999, com o auxílio do Dr. Ênio Rogacheski (Chefe do Setor de Radiologia do Hospital das Clínicas/UFPR) foi possível reconstituir-mos o processo de mumificação ao qual “Tothmea” foi submetida. As cerimônias funerárias devem ter sido realizadas por sua família, em seguida “Tothmea” foi levada para o local do embalsamamento. Após um ritual de purificação, os embalsamadores iniciaram o processo com a extração do cérebro, realizada através das narinas. No interior do crânio foi injetado uma resina de origem vegetal (vestígios da mesma podem ser vistos na foto). Posteriormente dois tampões, feitos com pedaços de linho torcido, foram colocados nas cavidades nasais, lacrando-as. Os globos oculares não foram retirados, ambos encontram-se em bom estado de conservação. A evisceração foi realizada pelo método tradicional: uma incisão no lado esquerdo do abdômen. Os intestinos, rins, estômago e fígado foram extraídos. O diafragma foi perfurado para retirada dos pulmões e estranhamente, neste caso, o coração. As imagens do tórax revelaram que somente o saco pericárdico (membrana que envolve o coração), conserva-se acima da coluna vertebral. Este órgão, retirado por engano, deveria ter sido recolocado de acordo com os preceitos religiosos. As vísceras foram tratadas e guardadas, provavelmente, em vasos canópicos. Seguiu-se, neste ponto, uma nova etapa: o enchimento temporário do corpo. No caso de “Tothmea” os enchimentos só foram colocados na região do abdômen, e em pouca quantidade. O corpo foi então recoberto com natrão (mistura de carbonato, bicarbonato, sulfato e cloreto de sódio) por aproximadamente 35 dias. Após a desidratação, o excesso de natrão bem como os enchimentos temporários foram removidos. Os embalsamadores provavelmente lavaram o corpo e iniciaram a colocação do enchimento permanente. A tomografia revelou que as cavidades torácica e abdominal não foram completamente preenchidas. Apenas dois grandes rolos de linho foram colocados em ambos os lados da coluna vertebral, e sobre estes foi vertida resina (observe as duas setas na foto). Após a preparação final do interior do corpo, inúmeros pedaços de linho foram inseridos pela abertura, vedando-a. Verificamos que a face de “Tothmea” foi coberta com resina e, posteriormente, tal como o crânio, envolvida por inúmeras faixas de linho. Os embalsamadores enfaixaram os membros superiores separados do restante do tórax. Posteriormente estes foram dispostos ao longo do corpo, com as mãos sobre a região pubiana. Os membros inferiores foram, envolvidos separadamente com várias camadas de faixas, e posteriormente com uma nova seqüência unindo-os. Grande parte das faixas restantes de “Tothmea” contém vestígios de resina. Esta foi aplicada somente nas camadas internas para mantê-las unidas. Ao término do processo, “Tothmea” deve ter sido devolvida, como de costume, à sua família para a realização dos ritos funerários, a fim de que ela pudesse viver para sempre. Texto de autoria do arqueólogo Prof. Moacir Elias Santos (Pesquisador do Projeto “Tothmea” criado no Museu Egípcio e Rosacruz em 1997).
Ordem Guias do Graal
A sede da Ordem Guias do Graal, localizada no endereço 115 da Rua Achile Stenghel, foi oficialmente inaugurada em 22 de outubro de 2014, durante a primeira Convenção da OGG. O evento contou com a presença ilustre de nosso Venerabilíssimo Imperator, Christian Bernard, bem como do Grande Mestre Emérito de Língua Portuguesa, Frater Hélio de Moraes e Marques, que juntos desvelaram a faixa inaugural.
URCI
A Grande Loja da Jurisdição de Língua Portuguesa – AMORC é mantenedora da URCI que também existe em outras jurisdições. Como órgão da AMORC, a URCI tem como tarefa colocar os Conhecimentos Tradicionais Rosacruzes em diálogo com a Ciência contribuindo para o desenvolvimento da AMORC e da sociedade, por meio da produção de conhecimento científico e atualizado e de atividades de pesquisa, ensino e extensão, bem como na prestação de serviços à comunidade.
Memorial Rosacruz
Inaugurado em 14 de fevereiro de 1987, no verdejante Bosque Rosacruz, em Curitiba, o Memorial Rosacruz reverenciando a milenar sabedoria da humanidade. A construção é uma réplica da que existe no Parque Rosacruz de San Jose, Califórnia, chamada “Akhenaton Shrine”, erigida em 1929 em comemoração ao grupo liderado por H. Spencer Lewis que visitou o Egito na ocasião. O “Memorial Rosacruz” da Grande Loja apresenta, na superfície, o ápice de uma pirâmide que se estende ao subsolo, onde se encontra uma câmara para meditação. Hoje o Memorial é adornado com uma plantação de papiros e um pequeno lago, tornando-o ainda mais agradável aos seus inúmeros freqüentadores, que nele encontram momentos de reflexão e paz.
Templo Rosacruz e Heptada Martinista
Entre 1961 e 1963, duas imponentes edificações em estilo egípcio foram construídas no Bosque Rosacruz em Curitiba, sede da Grande Loja da AMORC da língua portuguesa. Primeiro surgiu o prédio que abrigou a Administração da Ordem que hoje é a sede da Grande Heptada da Tradicional Ordem Martinista. Após surgiu o belíssimo Grande Templo, onde são realizados os Rituais Rosacruzes. Ambos os edifícios, em estilo egípcio, estão separados por um Portal em homenagem ao Faraó Akhenaton. Estas edificações foram inauguradas pelo então Imperator (presidente mundial da AMORC), Ralph Maxwell Lewis, pela então Grande Mestre da Grande Loja, Soror Maria A. Moura e pelo então Supremo Secretário da AMORC, Frater Arthur Piepenbrink.
Cerimônia Anual da Columba
Na primeira Convocação ritualística de maio, as Lojas e Capítulos de nossa Ordem realizam a Cerimônia Anual da Columba, a fim de prestar uma justa homenagem a todas as jovens que aceitaram servir à nossa Ordem em tão nobre e sagrada função. O significado de Columba é “pomba”, e a pomba é um símbolo profundamente místico e esotérico. A história das Columbas remonta ao tempo em que nos Templos havia um “fogo sagrado”, que era guardado por uma jovem denominada “Vestal”. As Vestais eram cuidadosamente preparadas especialmente para cumprir o honroso dever de manter acesa a Chama Sagrada, em todos os Templos. Sua presença constante nos rituais rosacruzes, simboliza a eterna presença da Consciência Divina, parte integrante de nossa alma.
Meditação – silêncio místico
Meditação – silêncio místico – Minhas tentativas de meditação têm sido menos que satisfatórias. Minha mente costuma vaguear e quando consigo certa medida de harmonização, experimento uma sensação de apreensão. O que deve e não deve ser feito durante esse processo? Uma descrição bem interessante do processo da meditação encontra-se numa lição de grau adiantado, onde encontramos a afirmação de que as revelações dos mistérios da vida emergem da capa da “….obscuridade do oculto silêncio místico”. Naturalmente, essa é uma referência ao período de meditação profunda a que o Eu do místico se entrega de tempos a tempos. As monografias, como todos nós sabemos, estão cheias de conselhos muito bons, práticos, simples, de modo que nesta resposta tentaremos seguir essa diretriz, evitando nos tornarmos muito abstratos. Primeiro, quando estamos para nos entregar a um período de meditação, devemos já ter completado os estágios preliminares e essenciais do trabalho mental. Por exemplo: suponhamos que você está tendo alguma dificuldade doméstica, social ou profissional. Seu objetivo, absolutamente correto, não é o de pedir à Mente Cósmica que resolva esse preocupante problema para você, e sim o de alcançar certa medida de visão interior que lhe permita lidar com o problema ou talvez superá-lo de forma racional e construtiva. Ao confrontar seu problema particular, na preparação para a meditação, você já deve ter analisado todo ele, separando-o ou dividindo-o mentalmente em partes para um exame e estudo mais fácil. Deve ter pensado profundamente no inter-relacionamento de uma parte com outra, ou seja, deve ter efetuado uma completa análise da situação. Deve ter usado o pensamento racional, a inteligência, para pensar logicamente, buscando a verdade de uma situação – descobrindo fatos e descartando a ficção. Em outras palavras, você deve ter feito seus poderes de raciocínio entrarem em ação. Pode, inclusive, ter examinado o seu problema como um todo, à luz de outros problemas, que já tenha enfrentado no passado, anotando as semelhanças, perguntando-se o que essas semelhanças ou diferenças lhe dizem a seu próprio respeito. Em seguida, deve ter tentado tirar conclusões válidas, por esse processo de comparação. Conforme dissemos, esse trabalho preliminar já deve ter sido feito, e muitos estudantes, ao fazê-lo, relataram que tinham vislumbrado uma solução para o seu problema por meio desses processos subjetivos, intelectuais, sem necessitar um trabalho adicional. Entretanto, se após fazer a análise e, quem sabe, exercícios de visualização, você perceber que seu problema continua sem solução, então há a necessidade de uma visão interna mais profunda. Nesse processo, algumas armadilhas devem ser evitadas em nossa jornada para o centro de nosso ser. Primeiro, uma arrogância muito sutil e estranha por vezes infecta a mente humana. Referimo-nos àquilo que poderia ser chamado de uma deliciosa tentação de entronizar nosso próprio raciocínio, a ponto de sentirmos que se nossos poderes intelectuais de visão interior são insuficientes para penetrar no cerne do problema, então este não pode ser resolvido. Essa atitude é extremamente insidiosa, causando-nos uma sensação de auto-importância, secretamente acolhida e abrigada. Naturalmente, nem todos os estudantes de misticismo estão sujeitos a essa condição e os que estão, na maioria das vezes, ignoram o fato. Alguns estudantes superam conscienciosamente essa condição, mas para aqueles que não o conseguem, ela resulta numa relutância habitual e até na recusa em acreditar que o Mestre Interior pode ajudar, como ainda na rejeição de maiores esforços – como a meditação – para resolver problemas. Uma condição negativa semelhante e igualmente danosa, que impede nossos esforços de meditação, é a atitude de ceticismo habitual. É claro que podemos ser céticos até certo ponto no trabalho místico, mas há um momento em que a indecisão, a desconfiança, a suspeita, a falta de convicção e a dúvida devem ser firmemente colocadas de lado, enquanto enfrentamos corajosamente o desconhecido, o “oculto silêncio místico”. Nossas monografias enfatizam que a meditação é geralmente praticada com o propósito de recebermos impressões da Mente Universal. Também devemos recorrer à meditação como a um processo de tonificação, independentemente da existência ou não de problemas pessoais, para nos mantermos numa condição de harmonia. Mas o que é de primordial importância na meditação não é contemplar, julgar, pesar ou avaliar dados que possamos receber. Ao contrário, deve haver um fluxo livre de impressões durante esse período. Em outras palavras, fratres e sorores, quando entrarem em meditação, não tentem apagar a mente a ponto de impedi-la de contemplar ou analisar, ou de pensar em coisas variadas e detalhes triviais. Ao mesmo tempo, deverão estar conscientes das impressões no momento em que fluírem, pois com freqüência elas trazem a resposta que vocês solicitarem do Cósmico – mas não parem para analisá-las ou focalizá-las naquele momento. Falamos da armadilha que representa a entronização da mente pensante e através disso o fechamento do canal às impressões cósmicas. Antes de continuarmos, será conveniente mencionar um outro obstáculo, igualmente pernicioso para o sucesso de uma meditação: o medo. Existem muitos tipos de medo – medo de fracassar, do escuro, do desconhecido, e assim por diante. As lições rosacruzes ensinam que o medo em nosso trabalho místico é a pressuposição de aquilo que é desconhecido é nocivo e devemos lhe opor resistência. Como não sabemos o que há adiante, e como em nossa meditação estamos tentando alcançar a Mente de Deus, não pode haver conseqüências danosas ou perigosas provindas de nossa mente, direcionada como está para algo que é todo positividade, todo bondade, todo amor e todo Divindade. Não obstante, encontramos em alguns estudantes essa condição habitual de medo causando tensão e expectativa de perigo. O estudante pode não ter consciência dessa condição interior, mas ela pode manifestar-se quando o estudante começa a alcançar um bom nível de harmonização. Impressões iniciais provindas do cósmico podem começar a perpassar sua consciência e possivelmente causar uma sensação parecida com a de sentir um toque leve de ombro ou uma brisa fresca no rosto, ouvir um acorde musical, etc. Por causa do medo profundamente arraigado, o estudante se assusta, se alarma, se surpreende, se amedronta e pode até sentir um certo






